terça-feira, 23 de julho de 2019

Reações à fala preconceituosa de Bolsonaro sobre Paraíba repercutem na imprensa internacional


Bolsonaro (Foto: Reprodução). 


Citando a visita que o presidente realiza, nesta terça-feira (23), para inauguração de um aeroporto na cidade de Vitória da Conquista (BA), a Agência Bloomberg noticiou hoje a tentativa do presidente de contornar a situação – após perceber o impacto, em uma região representa ¼ do eleitorado brasileiro – e a indignação política criada com a afirmação de que o comentário se referia ao Governador do Maranhão, Flávio Dino.

A matéria, assinada com o título “Bolsonaro dá uma passo atrás após criticar políticos regionais“, ainda menciona a desistência de Rui Costa (PT) de participar do evento e a resposta dada por Dino, de que é um “honra” ser considerado o pior Governador na avaliação de Bolsonaro.

Além da reação dos nove governadores do Nordeste, que enviaram manifesto de repúdio às declarações do chefe de Estado, a Agência americana também aponta a decisão do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) de pedir a abertura de uma investigação diante da suposta ameaça de cortar recursos federais a um Governador da oposição.

Esta é uma atitude incompatível com a posição de um Presidente da República. Não se pode tratar Governadores Estaduais da oposição como inimigos”, disse o parlamentar maranhense à publicação.

A Bloomberg distribui informação econômica e financeira a mais de 170 países do mundo.

Declaração preconceituosa

Na última sexta-feira, pouco antes de um café da manhã com jornalistas em Brasília, Bolsonaro afirmou que “dos ‘governadores de Paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, sem saber que seu áudio estava aberto para uma transmissão ao vivo.

A reação foi imediata. Os governadores dos nove estados do Nordeste publicaram, no mesmo dia, uma carta de repúdio às afirmações do presidente. A nota pede esclarecimentos por parte do presidente em relação à sua fala, além de reiterar a defesa da Federação e da democracia.

Antes disso, o próprio Flávio Dino se pronunciou sobre o assunto. “Independentemente de suas opiniões pessoais, o presidente da República não pode determinar perseguição contra um ente da Federação”, publicou Flávio Dino em seu Twitter. “Seja o Maranhão ou a Paraíba ou qualquer outro Estado. ‘Não tem que ter nada para esse cara’ é uma orientação administrativa gravemente ilegal”, afirmou.
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Com informações Revista Fórum.

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