sexta-feira, 25 de maio de 2018

Quem paga a conta da proposta de trégua do governo?


Prepare o Bolso. (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil).

Após uma longa reunião em Brasília, um grupo de ministro apresentou as propostas para suspender por 15 dias a greve dos caminhoneiros iniciada na segunda-feira 21 e que provoca desabastecimento de combustíveis, alimentos, medicamentos e peças industriais.

O Palácio do Planalto prometeu acelerar a isenção de impostos para o diesel e gasolina e dobrar a extensão do corte do preço do diesel nas refinarias anunciado pela Petrobras (o prazo subirá de 15 dias para 30 dias). Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, declarou que 3 das 4 entidades de trabalhadores que participaram do encontro assinaram um termo de compromisso.

Quem não aderiu à proposta foi justamente a maior e mais ativa das entidades, a Associação Brasileira de Caminhoneiros, que reúne 700 mil trabalhadores do setor. Nada indica, portanto, que a situação se normalizará nesta sexta-feira 25.

Os ministros não detalharam o custo fiscal da extensão do corte de 10% do preço nas refinarias. A Petrobras vai bancar do seu caixa os primeiros 15 dias. E será ressarcida pelo Tesouro nos outros 15. A isenção de PIS-Cofins dos combustíveis vai custar cerca de 9 bilhões de reais aos cofres públicos, enquanto a reoneração da folha de pagamento, principal compensação que consta do projeto aprovado na Câmara dos Deputados, ampliará a arrecadação em um terço desse valor.

Entre os setores mais afetados pela mudança nos cálculos da folha de pagamento estão o hoteleiro, o comércio varejista, os fabricantes de automóveis e a indústria de pneus. Ainda assim, a equipe econômica precisará aumentar outros impostos ou aumentar a economia dos gastos públicos.

"Do ponto de vista fiscal, é uma despesa que vai requerer dotação orçamentária específica. Vamos abrir um crédito extraordinário. Por ser uma despesa nova, ela vai ter que ser compensada nas despesas do Orçamento da União para manter a meta fiscal”, disse Eduardo Guardia, ministro da Fazenda, após a reunião com os representantes dos caminhoneiros. (Com informações de CartaCapital).

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