quinta-feira, 12 de abril de 2018

A Reforma da Câmara de Altaneira e a instabilidade dos discursos dos vereadores


O projetista Francisco Aldo apresentando Planta da Reforma da Câmara de Altaneira.
(Foto: Reprodução/ Facebook da Câmara).


Não é de hoje que os discursos dos parlamentares de Altaneira estão de difícil entendimento. Para aqueles que não costumam acompanhar regularmente as sessões daquela casa legislativa, parece que tudo caminha na mais absoluta normalidade. A oposição está a exercer o papel que lhe cabe - fiscalizar, cobrar, denunciar – e, aqueles e aquelas edis que compõem a base de sustentação da gestão do prefeito Dariomar Rodrigues (PT) de igual modo também – fiscaliza menos, cobra menos e tece vários elogios.  

Mas não é bem assim que os fatos vêm se desenrolando. A Câmara está mais parecida com uma extensão do paço municipal do que propriamente com uma casa a executar o que lhe cabe regimentalmente. A exceção da moção do ex-presidente Lula aprovada por maioria na última sessão, quase todas as proposições em destaque no ambiente legislativo têm tido poucos debates e raríssimos posicionamentos conflitantes.

Quase tudo lá tem sido aprovado por unanimidade. O que é, no mínimo, incompreensível, ante ao que era testemunhado nos bastidores e nas próprias sessões de tempos não muito distantes. Vale destacar que poucas alterações no quadro foram verificadas na última eleição. O que mudou realmente foram os quantitativos. Se antes o lado oposicionista era maioria, agora não mais.

No entanto, a oposição fervorosa de antes agora está com um discurso mais desanimado e acolhedor. Nada de extravagância e de ir com muita sede ao pote. As vezes testemunha-se que até ficam com sede. A situação, por sua vez, faz o que lhe é cabível fazer.

Mas ultimamente nota-se que o que mais tem marcado os dois lados é a mudança corriqueira de opinião. Os lados estão volúveis demais. Ora são a favor de um tema, ora não. Em sessão se posiciona com muito vigor sobre um assunto, na outra aquela mesma matéria volta à pauta, mas não se percebe os argumentos de quem antes se posicionou – contra ou a favor. O silêncio impera. Muda-se de opinião como se muda de roupa. Essa tem sido a melodia que se escuta na câmara.

Prova disso é a reforma do prédio que segundo dados colhidos na sessão do último dia 04 do mês em curso, está orçada em R$ 120.000 (cento e vinte mil reais). Mesmo sem questionar de fato a necessidade da obra, o líder da oposição, o vereador Adeilton (PSD) criticou o alto valor. O preço da obra, não entanto, foi negado pelo presidente Antonio Leite (PDT).

Discutida na reunião ordinária do dia 04, o tema voltou a ter visibilidade manhã desta quarta-feira, 11, antes, portanto, da sessão. No ensejo, segundo informações postadas na conta da Câmara no Facebook, o projetista Francisco Aldo apresentou aos parlamentares a planta da reforma do prédio. Não foi informado o valor da obra, tão pouco quanto custará aos cofres públicos. Entretanto, nada foi discutido acerca da temática durante a sessão.

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