quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Grêmio Estudantil, mobilização, protagonismo e a escola


O grêmio estudantil representa os estudantes da escola. Seu maior objetivo é unir e movimentar os estudantes para a discussão de seus direitos e deveres, debatendo assuntos diversos sobre escola, comunidade e sociedade. Este se configura ainda como uma organização sem fins lucrativos que representa o interesse dos estudantes e que tem fins cívicos, culturais, educacionais, desportivos e sociais.

O grêmio é o órgão máximo de representação dos estudantes da escola. Atuando nele, você defende seus direitos e interesses e aprende ética e cidadania na prática.

Alunos, professores, núcleo gestor e demais funcionários da EEEP Wellington Belém de Figueiredo, em Nova Olinda-CE. 
Sendo assim, faz-se necessário que toda representação estudantil seja estimulada, pois ela aponta um caminho para a democratização da Escola. Por isso, o Grêmio nas escolas públicas deve ser estimulado pelos gestores destas, professores e pelos próprios estudantes, visto que ele é um apoio à direção numa gestão colegiada, assim como um elo entre eles/as (alunos/as) e o conjunto de professores.

É sabido que as representações dos estudantes compõem uma das mais duradouras tradições da juventude consciente de seus direitos e deveres. No Brasil, junto com o surgimento dos grandes estabelecimentos de ensino secundário, nasceram também os Grêmios Estudantis, que cumpriram e devem cumprir sempre um importante papel na formação e no desenvolvimento educacional, cultural e esportivo da juventude, organizando debates, apresentações teatrais, festivais de música, torneios esportivos e outras festividades.

Note-se, outrossim, que as ações desenvolvidas pelos Grêmios representam para muitos jovens os primeiros passos na vida social, cultural e política. Dessa feita, os Grêmios contribuem, decisivamente, para a formação e o enriquecimento educacional de grande parcela da nossa juventude.

A história dos movimentos estudantis é carregada de perseverança, otimismo e muita batalha por um mundo com igualdade para todos. Note-se, portanto, que o regime instaurado com o golpe civil- militar de 1964 foi extremamente perverso com a juventude, promulgando leis que proibiram a livre organização dos estudantes e impediram, dentre outras ações, as dos Grêmios. Mas a juventude brasileira não aceitou passivamente essas imposições.

Em muitas escolas, foram contra as leis em vigor e deram a cara para bater, pois mantiveram suas as atividades livres, se tornando assim verdadeiros instrumentos de luta e porta-vozes dos que não ousaram se rebelar, tornando-se importantes núcleos democráticos. A partir da volta da democracia no Brasil em 1985, as entidades estudantis voltaram a ser livres, legais e ganharam  reconhecimento e tem com lei 7.398 do mesmo ano, o funcionamento assegurado, sendo entidades autônomas de representação dos estudantes.

Ações do Grêmio

Integrar os alunos e a comunidade, promovendo eventos culturais como projeção de filmes, peças teatrais, gincanas, concursos de poesia, coral, festival de dança, de música, etc.;

Organização de campeonatos esportivos nas diversas modalidades;

Organizar palestras sobre violência, drogas, sexualidade, meio ambiente, questões de gênero, racismo, feminismo, machismo, politização, ética, empoderamento da juventude, entre outros;

Organizar e divulgar campanhas de agasalho, de alimentos e de outros recursos para as populações carentes;

Organizar o jornal e a rádio da escola;

Organizar movimentos para discussão de assuntos de interesse da escola e da comunidade escolar.

Não deixe que o grêmio da sua escola seja:

Autoritário ou Ditatorial – Um grupo de estudantes organizados em instituições representativas da classe que não permite a participação de todos não está voltado para os interesses da coletividade.

Paternalista ou Centralizador – A exemplo da primeira, essa característica é muito perigosa e muito comum também de ocorrer em órgãos colegiados. Tem várias características do autoritário, mas é mais difícil de percebê-las. Ele se apresenta como “bonzinho”. Não deixa ninguém participar porque acha que, se ele não centralizar tudo, a coisa não anda.

Festivo - Sua gestão é voltada somente à organização de bailes, torneios, gincanas, etc. Está completamente por fora das necessidades dos estudantes. É totalmente despolitizado. O negócio dele é só festa. Muito cuidado com isso para não cair na política do “pão e circo”. Uma das principais armas do grêmio é seguir o caminho e a trajetória de luta que sempre caracterizou os movimentos estudantis, a saber, a politização. Jovens conscientes, críticos do meio que o cerca e preparados para transformar de forma positiva a realidade, a começar pela escola.

Clique aqui e obtenha o Manual do Grêmio Estudantil

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