26 julho 2014

O indeferimento do registro de candidatura de Roque segundo Soares e prof. Augusto


Em sessão realizada no último dia 23 de julho, o Tribunal Regional Eleitoral - TRE julgou procedente a ação de impugnação ajuizada pelo Procurador Regional Eleitoral e indeferiu o registro de candidatura do deputado Sineval Roque (Pros) que almeja ter mais uma vez assento na Assembleia Legislativa.

O procurador sustenta na ação que na campanha de 2010 para a Assembleia Legislativa o deputado Roque recebeu doação acima do limite legal de uma de suas empresas, no caso a Distribuidora Roque, com sede no município de Crato, na região do cariri.

Dois dos amigos próximos a Roque comentaram essa decisão do TRE. O Jurista Raimundo Soares Filho, do Blog de Altaneira classificou o fato como tendo sido um erro de assessoria desse parlamentar. “Conheci nos meus primeiros anos de advocacia, sempre foi um político simples e atencioso com eleitores, lideranças políticas e amigos. Nunca votei no Roque, mas nunca deixamos de conversar, critiquei-o nas posições que considerava erradas e elogiei nas corretas. Diferente de muitos políticos que se perpetuam no poder Roque respeita os amigos mesmo que não o acompanhe politicamente. O Roque fez por merecer a chance de disputar um novo mandato, pois ao longo desses anos não foi registrada nenhuma ação que desabonasse a sua conduta como agente político, infelizmente por um erro de assessoria está impedido de se submeter ao julgamento popular”. Soares ressaltou ainda que entende que o Roque merecia encerrar a sua carreira política de outra forma, porém, diz ele “mas vamos aguardar a decisão do deputado se vai impetrar ou não o recurso”.

Já o professor Augusto foi mais incisivo e afirma que Roque, como político, está ultrapassado. Para ele, se o deputado vier a recorrer e tiver êxito, a vida política não será longa.  “A trajetória descendente do deputado Sineval Roque culmina com o impedimento em renovar o seu mandato. Não se sabe se recorrerá à decisão do TRE, mas de há muito o referido político deveria pendurar as chuteiras, principalmente com o baque sentido no desejo de ser prefeito de Crato – obteve votos suficientes para elegê-lo a diretor de escola pública. Mesmo com a aterrissagem política iminente, resolveu arremeter, mas não o avisaram do mau tempo, das fortes trovoadas e rajada de relâmpagos – fim esperado para um político ultrapassado. Caso ressuscite, terá vida curta”, pontuou o professor.


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