quarta-feira, 9 de outubro de 2019

José Adão, Regina Santos e Milton Barbosa são colocados em diálogo para contar trajetória do Movimento Negro Unificado


José Adão (esq.), Regina (centro) e Milton (dir.) e imagens do primeiro protesto
do MNU, em 1978 / Colagem com imagens de Memorial da Resistência/Alma Preta/Arquivo Pessoal/Sérgio Silva/Ponte Jornalismo.

No ano de 1978, a ditadura militar prendeu, torturou e assassinou o feirante Robson Silveira da Luz, acusado de roubar frutas em seu local de trabalho. No mesmo ano, quatro garotos jogadores de vôlei foram discriminados pelo Clube Regatas do Tietê e o operário Nilton Lourenço foi morto pela Polícia Militar no bairro da Lapa, em São Paulo. A reação imediata da juventude negra para os ataques foi a articulação do Movimento Negro Unificado (MNU), que pedia o fim da violência policial, do racismo nos meios de comunicação, no mercado de trabalho e do regime, juntando setores de todos espectros políticos.


A criação do movimento foi marcada por uma manifestação histórica que reuniu milhares de pessoas na escadaria do Teatro Municipal de São Paulo, no dia 7 de julho. Ao longo dos anos de ditadura e depois dela, o movimento foi fundamental para a resistência e a luta por pautas que fossem em direção ao fim da discriminação racial no país. O MNU contribuiu com a formulação de demandas do movimento negro à Assembleia Constituinte de 1988, que deu origem à Constituição Cidadã.

Com quase 41 anos, o movimento obteve conquistas importantes como a demarcação de terras quilombolas, a Lei 10.639, que prevê o ensino da história afrobrasileira nas escolas, o crescimento - ainda que insuficiente - na quantidade de pessoas negras nas universidades, e o fortalecimento da consciência racial dos jovens. Contudo, são muitas as pautas que ainda necessitam de atenção, ainda mais após a eleição de Jair Bolsonaro, fato que ameaça os avanços conseguidos até o momento.

O Brasil de Fato conversou com José Adão Oliveira e Milton Barbosa, que participam do movimento desde a sua fundação, e com Regina Lucia Santos, no MNU desde 1996. Eles contam sobre o surgimento do movimento, trazem momentos importantes e avaliam as perspectivas de luta e resistência diante do governo Bolsonaro.
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Clique aqui e confira íntegra do diálogo.

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