domingo, 8 de setembro de 2019

Governo Bolsonaro erra bastante, mas também acerta, diz Tabata Amaral ao ser entrevistada


Tabata Amaral (PDT-SP) concedeu entrevista ao Poder360 no estúdio do
jornal digital, em Brasília. (FOTO/Reprodução/Vídeo no YouTube).

A deputada Federal Tabata Amaral (PDT-SP) está em seu 1º mandato e enfrentou duras críticas quando decidiu contrariar a orientação de seu partido na votação da reforma da Previdência. Ao Poder360, ela disse que acha adequado analisar ponto a ponto as proposições do Executivo, que há acertos na gestão Bolsonaro, mas que os erros são muito maiores e em áreas mais sensíveis a ela.

A congressista avalia que há pontos positivos no governo, como no Ministério da Infraestrutura, comandado por Tarcísio de Freitas, e também a aprovação da reforma da Previdência.

A gente tem coisas boas, como o que aconteceu com a reforma da Previdência. A reforma veio muito ruim do governo, mas ela aconteceu, e ela segurou bastante pra gente ter condições de pagar aposentadoria ano que vem, por exemplo”, disse.

Para ela, contudo, os erros da gestão Bolsonaro ainda custam caro. Ela se coloca como oposição ao governo, mas não acredita que isso lhe permite simplesmente ir contra tudo que este propõe. A deputada diz que apoiará medidas que achar corretas vindas do Executivo e irá tentar mudar o que considerar errado.

O governo erra ao não entender que a eleição acabou, o governo erra ao não dialogar com seus opositores, a não dialogar com quem pensa diferente, o governo erra ao travar uma guerra ideológica”, afirma.

Outro ponto que Tabata ressalta é que há pouca efetividade em criticar o governo apenas por criticar. Define-se como uma “otimista impaciente”, e tenta dialogar com diferentes atores políticos para conseguir as mudanças que acredita. Foi o que fez com a Previdência, segundo ela, articulando com a bancada feminina e da educação.

Enquanto a gente está aqui marcando posição no plenário e esbravejando e falando um monte de coisa, meus amigos estão todos desempregados onde eu moro”, disse a deputada, que vem da zona sul de São Paulo.

As críticas mais duras à atuação da congressista começaram quando ela decidiu que apoiaria a proposta de reforma de aposentadorias. Isto aconteceu depois de o texto ser alterado pelos deputados, que retiraram trechos que afetavam o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e a aposentadoria rural, entre outros itens.

Outros 7 deputados do PDT contrariaram a orientação da sigla de serem contrários ao texto. O ex-ministro e candidato à Presidência em 2018 pelo partido, Ciro Gomes, chegou a ironizar a situação e questionar: “Por que ela não vai para o MBL?”, referindo-se a Tabata.

Sobre o pedetista, a quem apoiou na corrida presidencial, Tabata diz que ele sabia de sua posição de que o país precisava reformar a Previdência. Ela conta inclusive que ele pensa isso também, já que defendia uma reforma durante a campanha.

Então, quando ele [Ciro] inventa um monte de coisas sobre mim, descarta minha trajetória, me ofende, não porque ele pensa diferente de mim, porque no fundo eu não acho que ele pensa muito não, a [reforma] que a gente aprovou é muito parecida com a que ele defendia, mas porque eu não segui a orientação de uma pessoa…Eu acho que isso, eu não sei, talvez ele não acreditasse tanto assim que eu era capaz e que eu era inteligente para tomar decisões, estudar e etc”, afirmou.

A congressista alegou que o partido se posicionou apenas sobre o texto enviado pelo governo, que ela também era contrária. Depois disso, segundo ela, não houve outras reuniões para deliberar sobre a versão que foi votada. A situação, conta, provocou uma decepção em relação à sigla.

É o partido que falou de uma proposta de reforma da Previdência na campanha. Então, de certa forma, eu me decepcionei porque eu acreditei muito nisso. O social pra gente é mais importante, mas fiscalmente responsável”, completou.

Assista à íntegra da entrevista abaixo:


             
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As informações são do Poder 360.

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