sábado, 15 de junho de 2019

Greve Geral termina com cerca 45 milhões de trabalhadores contra a reforma da Previdência


CUT estima 45 milhões de trabalhadores envolvidos contra a reforma da
Previdência. (FOTO/Mídia Ninja).

As ruas responderam com um retumbante “não” à proposta de reforma da Previdência e aos retrocessos promovidos pelo governo Jair Bolsonaro (PSL). Durante todo o dia, os atos convocados por 12 centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo reuniram milhares de pessoas em 380 cidades de norte a sul do país, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), responsável pela produção do mapa abaixo (clique aqui para acessar o mapa interativo) com o levantamento dos atos que marcaram a Greve Geral em todo o Brasil.

Nas capitais, a adesão dos setores de transportes, ônibus, metrôs e trens contribuiu para grande número de pessoas que foram engajadas na discussão dos temas que pautam a Greve Geral.

Na internet, a #GreveGeral liderou a lista de “assuntos do momento” do Brasil na rede social Twitter. Entre 17h e 17h20, aconteceu uma mobilização virtual – “twittaço” – contra a reforma da Previdência, com a hashtag  #BrasilBarraReforma.

A Greve Geral desta sexta-feira (14) é um desdobramento da luta unitária das centrais sindicais, movimentos populares e setores progressistas pela educação pública e contra a reforma da Previdência. Os protestos dos dias 1º, 15 e 30 de maio também foram construídos a partir da união de forças democráticas.

Atos de rua mobilizaram as principais cidades do país

Na capital paulista, 50 mil pessoas se reuniram em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e seguiram até a Praça da República, onde o ato foi o encerrado. Na concentração, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) comentou os dois episódios que marcaram a semana de Bolsonaro.

Qual é a moral de um presidente que se aposentou aos 33 anos tem para impor goela abaixo uma reforma da Previdência como essa?”, perguntou durante o ato, que também pediu a renúncia do ministro Sérgio Moro. “Ele já era partidário quando era juiz, imagine agora que é político. Ele descumpriu a lei e prendeu quem deveria estar no lugar do Bolsonaro.”

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, discursou sobre o êxito da Greve Geral. "Várias categorias cruzaram os braços e pararam. A turma do lado de lá estava com saudade das manifestações”. Para o líder do movimento, mesmo após a modificação no texto da reforma, ainda há a necessidade de debater outros pontos. "É positivo ter tirado a capitalização e o ataque à aposentadoria rural, mas nós queremos que tire a redução da aposentadoria por invalidez e o aumento da idade mínima para aposentadoria”, argumentou.

Laurent Matalia, professor da rede municipal de São Paulo (SP), participou da manifestação na Avenida Paulista e diz que foi à manifestação porque a Previdência é garantia de uma velhice minimamente digna. "Tento convencer muitos colegas que não compreenderam ainda que isso é uma bomba-relógio que vai estourar depois. O Brasil bem ou mal dá alguma dignidade para quem trabalhou toda uma vida, e eles estão querendo destruir isso", explicou o professor que não foi trabalhar nesta sexta (14).

A ex-metalúrgica Antônia Tiossi diz que foi à manifestação defender seu país. "O Brasil está muito triste. Primeiro fizeram uma campanha de ódio, agora uma campanha de tristeza com essa reforma que não é uma reforma é acabar com a Previdência. Os mais prejudicados serão os mais jovens e os menos favorecidos", afirmou.
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As informações são do Brasil de Fato. Clique aqui e confira íntegra da matéria.

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