quinta-feira, 23 de maio de 2019

“Um canto para meu povo”, por Flávia Nonato


Flávia Nonato (FOTO/Reprodução/Facebook).


Minha terra tem riquezas
Tem gente honesta e boa
Tem amor, tem alegria
Tem sol, mas também garoa.

É terra do homem da roça
Do pedreiro, do artesão
Que no sol, do meio dia
O suor pinga no chão
Mas não perde a honestidade
Pois é com essa verdade
Que defendo o meu torrão.

Aqui não é terra sem lei
Respeitem os homens de bem
As mulheres, as crianças
E não os que lhes convém
Mostrem, se tem compromisso
E façam o povo saber disso
Que o resultado logo vem.

Cidadão novolindense
É aquele que acorda cedo
E sai em busca do trabalho
Que nunca lhe causou medo
Esses devem ser lembrados
Ou mesmo homenageados
Sem precisar de segredo.

Nova Olinda é terra fértil
Lá nascem boas sementes
E se as regarmos de mansinho
Cada um, sendo um agente
A erva daninha não cresce
É que a cidade merece
Respeito com a sua gente.

Não podemos permitir
Que a violência cresça
Que a ignorância reine
Que nosso povo esmoreça
Mas que o nosso DIREITO
Seja visto com o RESPEITO
Que esperamos que apareça.

Não aceitem injustiças
Contra nossos estudantes
Preconceito é absurdo
É coisa de ignorante
Viva o pobre, o negro, oprimido
Sejam todos destemidos
Calar não é o bastante.

Se alguém não aprendeu
Como se deve trabalhar
Peça desculpas ao povo
E volte ao seu lugar
Pois Nova Olinda precisa
É de quem vista a camisa
E se disponha a lutar.

Lutar pela liberdade
Igualdade, Educação
Essa arma vale a pena
É bem para a população
Pois há muito o que fazer
E o povo sabe dizer
É só prestar atenção.

Não permita, Deus, que eu termine
Sem antes dar meu recado
Ao povo desta cidade
Para não ficar calado
Que não se curve jamais
Diante de um ou de mais
Que tem nos envergonhado.

Esta terra tem de tudo
Mas é bom não se enganar
O povo já não é bobo
Novos tempos vão chegar
Muitos são os seus sinais
“ELEnãoELEnuncaELEjamais”
Assim iremos cantar.
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Flávia Nonato de Souza Araújo
Professora, mãe, militante e defensora dos direitos das minorias.

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