segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O invisível futebol feminino promete brilhar muito nas telas em 2019


Com uma onda de conquistas em 2018, as mulheres finalmente irão brilhar nas transmissões televisivas / Foto: Divulgação - Reprodução.

É difícil imaginar o Brasil sem o futebol. Da mesma maneira, parece ser difícil as pessoas e a mídia valorizarem o futebol feminino como o masculino. É comum ligarmos a TV e vermos inúmeros campeonatos, mas é raro ligar o aparelho e vermos o bate bola feminino sendo transmitido ou comentado nos programas esportivos. Entretanto, a luta por esse reconhecimento e espaço na modalidade é pertinente e podemos dizer que aos poucos está sendo conquistado.


Diante de tanto preconceito e machismo, o ano de 2018 foi um ano de vitorias. As mulheres começaram a ganhar espaço fora e dentro de campo no mundo esportivo.

E neste ano, pela primeira vez, a Copa do Mundo Feminina terá transmissão ao vivo. Essa conquista foi fruto do título de heptacampeã da Copa América, conquistado pela equipe de futebol feminino brasileira, em abril.

A excelente temporada também classificou o Brasil para os Jogos Olímpicos de 2020, no Japão. Além disso, o ano passado ficou marcado pela primeira transmissão 100% feminina do Campeonato Paulista de futebol feminino, uma parceria da ESPN com a Federação Paulista de Futebol (FPF).

Historicamente, a primeira narração feminina de um jogo da Copa do Mundo aconteceu ano passado. A jornalista Isabelly Morais, de 20 anos, narrou o jogo da Rússia x Arábia Saudita, no canal Fox Sports, e registrou esse marco histórico para as mulheres no futebol e no jornalismo esportivo.

Tivemos também um marco na história do futebol brasileiro: pela primeira vez o Prêmio Brasileirão 2018 compartilhou o palco para reconhecer jogadores mulheres e homens.

Para o futebol feminino, mais uma vez, foi uma noite histórica, pois a premiação destacou 11 melhores atletas e encerrou a noite de gala com a homenagem da CBF à Rainha Marta.

Se formos falar de representatividade feminina no futebol, iremos falar de Marta. Um grande ícone, a atacante, aos 33 anos, entrou para a história após ser eleita 6 vezes a melhor jogadora do mundo pela FIFA, a estrela colocou os pés em molde que ficará exposto aos visitantes em espaço exclusivo da Rainha na calçada da fama, no Maracanã, assim como têm Pelé e Garrincha.

Mas diante dessas conquistas, vale relembrar o desabafo de Marta feito nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2017, quando compartilhou o sentimento de impotência refletido pelas pessoas no potencial do futebol feminino.

Naquele dia, a melhor jogadora do mundo reativou a campanha pelo apoio à modalidade no país e trocou as comemorações do pódio por protestos e lamentações de descaso que as atletas são tratadas.

Com declarações, lagrimas e entrevistas, a rainha gritou por visibilidade do futebol feminino. Mas para a CBF, a situação é cômoda, com pouco investimento e sem compromisso do governo, confederações, federações e clubes, o símbolo feminino vem lutando para alcançar representatividade e reconhecimento feminino nas telas.

Para deixar 2019 ainda mais entusiasmado, depois de uma longa batalha a CBF decidiu investir o calendário de competições femininas neste ano. E com isso, passou a exigir que os times da série A investissem na formação dos times femininos. O São Paulo deu o pontapé inicial e fez um excelente investimento na atacante Cristiane.

A luta do futebol feminino é grande, mas o invisível promete brilhar muito nas telas este ano. E cada vez mais essa batalha mostra que o potencial feminino vai muito além dos prestígios não vistos, pois o brilho está no pé e logo estará nos holofotes. (Com informações de CartaCapital).

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