sábado, 4 de agosto de 2018

Depois de 10 meses, Jornal da Confraria volta a funcionar


Depois de 10 meses, Jornal da Confraria volta a funcionar. (Foto: Reprodução/Jornal da Confraria).

Quatro anos presenteando os amantes e as amantes da leitura com poesias, reflexões sobre cotidiano, textos de cunho histórico e de repente, cessou. Foram longos 10 (dez) meses sem que se falasse sobre o Jornal da Confraria.

Com sede no município de Araripe e editado pelo escritor e presidente da Academia de Letras do Brasil/Seccional Araripe-CE, Adriano de Sousa, “o Jornal da Confraria pede para voltar”, disse ele no editorial de abertura na última quarta-feira, 01 de agosto.

Segundo Adriano, “o povo tem que ler. E por isso não se diz isso na grande mídia. É na leitura que podemos encontrar remédio para mudar o mundo, se é que isso ainda é possível. Nesse caso, falo do mundo Brasil”. Ele reforça que “ o mundo não lê mais.... O escritor não publica mais. Ninguém lê mais nada, e por isso não escreve” e complementa “que triste verdade”.

O Jornal da Confraria voltou. Não dará jeito ao Brasil, mas estará sempre contra qualquer manifestação de injustiça social e propaganda contra o Brasil. Como se vê diuturnamente na grande mídia corrompida e corruptora”, destacou.

A edição de abertura impressa - do ano IV e Nº 141 -, teve distribuição gratuita e contou ainda com a reflexão “Lema da Vida: Reciprocidade”, da professora Geórgia Reis (Crato), o texto “É Assim Que Se Pensa! Educação, Cultura e Adversidades”, do escritor Raimundo Sandro Cidrão (Santana do Cariri), de um soneto intitulado “Noite Linda”, do escritor José Roberto de Morais Silva (Araripe), e uma crônica com o título “Ódio Zero”, do cronista Ademar Rafael (João Pessoas – PB).

Abaixo o Editorial:

“O Jornal da Confraria pede para voltar. Mas como pede? Jornal não fala! Engana-se quem pensa assim! Se ainda estamos sobrevivendo, devemos muito a imprensa séria e que torna o mundo possível de se viver.
O mundo não lê mais. Que triste verdade! Escritor não publica mais. Ninguém lê mais nada, e por isso também não escreve.
Ficamos 10 meses sem o Jornal da Confraria e alguns dos seus colaboradores não escreveram quase nada nesse período.
O Jornal da Confraria foi, por algum tempo, a única fonte de leitura de alguns e a inspiração para a escrita de outros. Por tudo isso, é hora de voltar.
Ninguém quer mais ouvir rádio porque acredita-se que já foi superado pela TV. A TV só mostra a mesma coisa em todos os canais; mortes, assaltos, roubos, corrupção, etc. há quem diga: mas é só nos programas policiais.... e eu revido: e o que é que não é programa policial ta TV brasileira? Meus Deus!!! Aonde vamos parar?
No canal que tem novelas, única coisa que salva o canal, entre uma novela e outra, há um jornal que não conhece outra notícia senão LAVA JATO. Nunca se lavou tanto no Brasil. Lava-se dinheiro e políticos; lava-se a consciência dos menos instruídos e a memória de todo mundo. Como resultado final temos a prova de que não são os brasileiros, mas a mídia, quem elege os governantes.
O povo tem que ler. E por isso não se diz isso na grande mídia. É na leitura que podemos encontrar remédio para mudar o mundo, se é que isso ainda é possível. Nesse caso, falo do mundo Brasil.
O Jornal da Confraria voltou. Não dará jeito ao Brasil, mas estará sempre contra qualquer manifestação de injustiça social e propaganda contra o Brasil. Como se vê diuturnamente na grande mídia corrompida e corruptora.
Jornal sem financiadores para dizer o que bem entender.
Eis aqui a oportunidade de levar leitura de qualidade aos alfabetizados que não se deslocam até as bibliotecas que, diga-se de passagem, funcionam muito mal. Ao mesmo tempo em que oportuniza aos que se disserem escritores.
Pois bem! A inquietação do escritor é criar um mundo em que seja possível a vida. Fica aqui a oportunidade de tentarmos criar esse mundo possível. Quem me acompanha?”.


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