31 agosto 2017

Crescimento da população de Altaneira é lento, aponta dados do IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, 30, no Diário Oficial da União, as estimativas dos habitantes dos 5.570 municípios do país, referente a 1º de julho do ano em curso.

Conforme os dados do órgão, estima-se que Brasil atingiu 207.660.929 (duzentos e sete milhões, seiscentos e sessenta mil e novecentos e vinte e nove) habitantes e o Estado do Ceará 9.020.460 (nove milhões, vinte mil e quatrocentos e sessenta) pessoas.

Altaneira, município localizado na região do cariri, tinha ano passado 7.413 pessoas e obteve, na estimativa do IBGE, um crescimento de 0.89 %, chegando a 7.479 habitantes. O percentual corresponde a 66 pessoas a mais em relação ao período anterior.

Apesar da “terra alencarina” ter registrado bons índices na taxa de crescimentos, maior inclusive do que do Brasil e do próprio Estado, 0.77% e 0.63%, respectivamente, ela está entre as oito menores do Ceará. Apenas Antonina do Norte (7,278); Ererê (7,163); General Sampaio (6,922); Baixio (6,228); Pacujá (6,202); Granjeiro (4,425) e Guaramiranga (3,547) tem população inferior a de Altaneira. 

A principal explicação para a lentidão na taxa de crescimento dos municípios cearenses é a queda de natalidade e fecundidade. 

Altaneira vista do alto. Foto: Fabrício Ferraz.

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Caravana de Altaneira participa de ato pela democracia do ex-presidente Lula em Crato

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O Centro de Convenções do Cariri, em Crato, recebeu na noite desta quarta-feira, 30, a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela região Nordeste. No cariri, foi o 13º dia de discursos que abordam, dentre outros pontos, as reformas propostas pelo presidente Temer (PMDB) e as privatizações anunciadas recentemente.  

Previsto para chegar ao Crato às 17h30, Lula só apareceu a noite. Como anunciado na tarde de ontem neste Blog, uma caravana de Altaneira prestigiou a passagem do ex-presidente pelo cariri. Segundo o dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Altaneira, Humberto Batista, mais de 48 pessoas foram ao ato. “Conseguimos lotar três ‘topics’, cada uma com 16 membros. Sem falar do prefeito Dariomar que se deslocou com amigos”, disse o presidente do PT local.

Sobre o atraso de Lula, pouco mais de duas horas depois do combinado, Humberto ressaltou que já esperava. “É normal acontecer com uma figura como o Lula. As pessoas já sabiam o trajeto que ele ia percorrer e mesmo não estando no roteiro o esperava para ter um oi, um aceno seu”, pontuou.

O dirigente ressaltou sobre a importância da caravana pelo Nordeste e de forma específica no cariri cearense. “A fala do Lula ontem sobre o que está acontecendo consigo e com o Brasil ocorreu em um momento crucial e de descrença. A mídia todo dia mascara a realidade, fazendo com que o povo não tenha acesso as informações verídicas”, afirmou ele a redação do Blog Negro Nicolau.

Ainda segundo Humberto, além de secretários e secretárias municipais, integraram a caravana representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STRA), filiados e filiadas ao PT, simpatizantes e outros servidores da municipalidade.

Durante o evento, Lula recebeu o titulo de Doutor Honoris Causa da Universidade Regional do Cariri (URCA). O título foi concedido em 2002 pelo Consumi da época, mas só ontem ele pôde ser agraciado. 

Mais de 48 pessoas integraram a Caravana de Altaneira em direção ao Crato para prestigiar o ex-presidente Lula.
Foto: João Alves.



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'Não vamos sair da casa do Temer enquanto ele não sair das nossas', dizem manifestantes de várias etnias

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Ontem (30) foi um dia de luta para os povos indígenas. Em São Paulo, manifestantes de diferentes etnias se reuniram no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, região central, para um ato público que começou às 17h. Após falas de lideranças e rezas para pedir proteção aos povos, eles seguiram em passeata até a casa do presidente Michel Temer (PMDB), no Alto de Pinheiros.

Da RBA - “Não vamos sair da casa do Temer enquanto ele não sair das nossas”, diziam em coro os presentes. Os atos na avenida começaram ainda pela manhã, quando representantes do povo Guarani ocuparam a entrada do prédio da presidência, no encontro da via com a rua Augusta. Os indígenas exigem a revogação da Portaria 683, assinada pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que anula a criação da reserva indígena do Pico do Jaraguá, na zona noroeste da capital.

A indígena da etnia Payayá, Letícia Indi Oba, disse que o dia é de luta para os povos indígenas do país. “Acordei com espíritos me preparando para a guerra. O Estado tem feito o que bem entende sem levar em consideração nossa força. Quando estamos juntos somos um só. A sociedade acha que não tem importância lutar conosco, eles acham que tem que olhar só para o umbigo deles sem levar em consideração que nós preservamos a natureza, o mínimo que ainda existe”, disse.

Sem nós, não estaríamos respirando e nem teríamos água. A sociedade tem que apoiar nossa luta, de todos os indígenas do Brasil. Temos parentes sendo mutilados e assassinados em luta por uma terra que é nossa por direito. Nós somos a terra e temos a cor da terra. Eu sou indígena, componente orgânico dessa terra”, afirmou Letícia.

Para a indígena, os povos originários são vítimas de ações do governo porque “não atendem aos interesses dos brasileiros poderosos. Estamos em cima de terras que podem produzir capital. Somos mortos porque queremos viver na floresta, das matas e das águas. Dependemos da vida para manter a nossa vida que é ceifada a cada dia. Se você é brasileiro e não se mobiliza contra tudo que está acontecendo, você é conivente com a destruição de nossas vidas”, completou.

A portaria publicada pelo ministro do governo Temer reduz os 521 hectares das terras indígenas para três. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União, a extensão da reserva é um “erro administrativo e foi demarcada sem a participação do estado de São Paulo na definição conjunta das formas de uso da área”.

O deputado estadual Carlos Giannazzi (Psol) esteve presente no ato. “Vim manifestar mais uma vez apoio à luta da comunidade indígena do Jaraguá. Acompanhamos e pressionamos o governo federal. Fomos surpreendidos com esse golpe contra a comunidade e estamos vendo uma pauta regressiva em áreas sociais. Temer tem atacado trabalhadores e agora, sobretudo, nossas florestas e nossas reservas, como é o caso. Nossa grande luta em São Paulo é para revogar essa portaria”, disse. Giannazzi prometeu marcar uma audiência pública para a próxima semana para discutir e pressionar o governo.

O líder indígena Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul, Eliseu Lopes, veio a São Paulo para se somar à luta dos guaranis paulistas. “Enfrentamos muita violência, despejo e todo o tipo de ataques. Temos a segunda maior população Guarani e nossa luta é por espaço, temos um território muito pequeno para mais de 40 mil indígenas. Agora, viemos aqui para dar apoio para nossos parentes que estão na mesma situação”, disse.

Outro ponto que é alvo de críticas dos indígenas é a questão do marco temporal. No início do mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu à causa dos povos originários, dando nova interpretação à tese do marco temporal, que delimita a demarcação de áreas indígenas e quilombolas apenas àquelas que forem comprovadas como existentes no ano de promulgação da Constituição Federal, em 1988. “Nossa história não começa neste ano”, argumentam os indígenas.

Nossas terras têm que ser demarcadas mas o governo não respeita. Falta vontade política, então estamos em luta especialmente contra o marco temporal. Ganhamos no STF com oito ministros a nosso favor, mas o governo Temer não está respeitando isso, ele quer anular o que já temos por direito”, disse Eliseu.


Portaria publicada pelo governo Temer reduz área indígena do Jaraguá de 521 hectare para três.
Foto: Reprodução/ Mídia Ninja.

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30 agosto 2017

Mulher de 24 anos está sendo comparada com Albert Einstein

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Uma mulher de apenas 24 anos está sendo comparada com os gênios Albert Einstein e Stephen Hawking. Isso por suas realizações indicarem que ela pode se tornar o próximo gênio desta geração. Sabrina Gonzalez Pasterski, aos 13 anos, estava fazendo os últimos ajustes em um avião monomotor, o qual ela construiu sozinha em dois anos e pilotou a aeronave. Além disso, ela concluiu aos 20 anos a graduação no MIT em três anos e com nota máxima. Atualmente, ela cursa o doutorado em Harvard e estuda buracos negros, a natureza da gravidade e o espaço-tempo.

Do O Povo - É justamente devido aos campos de estudo de Sabrina que ela está sendo comparada aos grandes gênios da ciência. De acordo com o portal britânico The Independent, o desejo dela é de explorar o campo da "gravidade quântica", em que ela procura compreender a conexão do fenômeno da gravidade no contexto da mecânica quântica.

Durante entrevista para o jornal americano Chicago Tribune, Sabrina disse que seus pais sempre a incentivaram, dizendo que nada é impossível. Ela afirma que na infância queria mandar alguém para Marte. Admitiu que tinha esse fascínio pela área aeroespacial. Depois disso, aos 12 anos, iniciou o processo de construção de um avião, que durou um ano, do processo de motangem ao  teste do motor.

Sabrina Gonzales Pasterski quando era mais novo e estava construindo seu avião. Foto: Reprodução.
Ao concluir, ela foi ao MIT para receber o aval e reconhecimento pela aeronave finalizada. Quando chegou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, com 14 anos, a secretária executiva, Peggy Udden, disse que "não conseguia acreditar" e adicionou: "não só porque ela era tão jovem, mas também uma garota".

Sabrina, que é nascida na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, e é filha de uma mulher cubana com um americano, concluiu seus estudos e foi tentar uma vaga em uma universidade. A ideia era ingressar no MIT ou em Harvard, mas ela não passou para esse último e acabou ficando na lista de espera para o Instituto de Tecnologia. Quem ajudou-a a entrar de vez na instituição foi Peggy, que mostrou o vídeo do YouTube em que ela documenta a construção do avião para dois professores, Allen Haggerty e Earll Murman, que ficaram impressionados com o que viram. "Nossas bocas ficaram abertas depois que vimos aquilo", disse Haggerty. "O potencial dela era fora do comum", completou.

Sabrina disse que, apesar de ter sido um baque não ter sido aceita de primeira na universidade que planejou, ela usou essa situação para repensar onde queria estar. "Em certo nível, fico agradecida por não ter aplicado para mais universidades, pois se eu tivesse uma universidade como plano b, eu não sei se eu conseguiria me fazer sair da lista de espera", esclareceu. O passo para o doutorado em Harvard foi onde iniciaram as comparações com Albert Einstein e Stephen Hawking.

Atualmente ela tem total autonomia nos seus estudos em Harvard e já foi sondada para trabalhar na Nasa. Já recebeu propostas de emprego diretamente de Jeff Bezos, fundador da Amazon e que agora também tem uma empresa privada que presta serviços ligados a área astronáutica.

Agora com 24 anos, Sabrina diz que nunca esqueceu o dia em que chegou na sala de aula, quando era apenas uma criança, e disse para o professor que tinha pilotado um avião. A resposta dele foi: "Isso é legal, mas o que você fez ultimamente?" Ela disse que "esse virou meu mantra desde então". Quando questionada pelo repórter do Chicago Tribune sobre como ela lida com a pressão de pessoas esperando grandes coisas dela, Sabrina disse: "Eu sou mais dura comigo mesma do que as pessoas são provavelmente comigo. Eu definitivamente sinto como se eu tivesse muito mais para fazer. É ótimo ter esse reconhecimento agora, mas eu espero que isso se torne em algo. Eu espero estar certa sobre ter um sentimento aqui dentro que eu me tornarei grande em algum momento. Dedos cruzados".
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Presidente do PT de Altaneira confirma presença de caravana em encontro de Lula no Crato

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O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) do município de Altaneira, Humberto Batista, vai participar do evento da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Crato na tarde desta quarta-feira, 30.

Humberto Batista, presidente de PT de Altaneira.
Foto: Divulgação.
A redação do Blog Negro Nicolau, Humberto informou que desde ontem está articulando com filiados, filiadas, simpatizantes, representantes de classes e agentes políticos visando levar uma quantidade considerável para o ato que está previsto para ocorrer às 17h30min de hoje. 

A presença do prefeito Dariomar Rodrigues com mandato pelo PT também foi confirmada pelo presidente da sigla. Ele afirmou ainda que Iran Amorim, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Altaneira (STRA) integrará a caravana local que deverá contar ainda com mais agentes políticos.
Três veículos sairão do Parque de Eventos João de Almeida às 14h00, conforme informou Humberto Batista.

Além de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha estão entre os roteiros do projeto caravana “Lula pelo Brasil”.


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Caravana de Nova Olinda irá receber Lula em Crato

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Depois de passar por Quixeré, Morada Nova, Ibicuitinga e Quixadá, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pretenso candidato ao palácio do planalto, chegará ao cariri nesta quarta-feira, 30.

Aureliano Souza, presidente do PT em Nova Olinda.
Foto: Divulgação.
O ato faz parte do projeto caravana “Lula pelo Brasil” em visita aos estados. O ex-presidente irá participar de eventos tríade caririense – Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Nesta primeira, está previsto um encontro no Centro de Convenções do Cariri a partir das 17h30, devendo reunir agentes políticos de vários municípios da região.

Segundo informações colhidas pelo radialista Ranilson Silva junto ao presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Nova Olinda, Aureliano Souza, membros da agremiação sob a liderança deste, da ex-presidente da agremiação, a professora Socorro Motos e de Flávio Pedro estão se articulando para transportar filiados, filiadas e simpatizantes ao local do evento. Conforme afirmou Aureliano, os veículos sairão às 14h30.

Informações de bastidores dão conta de que lideranças políticas partidárias do município de Altaneira irão prestigiar a chega de Lula no Crato, mas nada que se confirme ainda. 


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29 agosto 2017

EEEP Wellington Belém de Figueiredo, em Nova Olinda, promoverá IV Mostra de Ciências, Arte e Cultura

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A Escola Estadual de Educação Profissional Wellington Belém de Figueiredo, situada no município de Nova Olinda e que atende além de alunos deste espaço social mais dois municípios - Altaneira e Santana do Cariri - de forma consorciada, realizará nesta sexta-feira, 1ª de setembro, a IV Mostra de Ciência, Arte, Cultura e Tecnologias.

Este ano, a mostra tem como temática “Tecnologias e Ciências: Teoria e Prática, Construindo Saberes” conforme convite (abaixo) que ilustra este artigo divulgado no perfil da instituição de ensino na rede social facebook na tarde desta terça, 29. O evento é parte integrante da X Feira Regional de Ciências e Cultura, edição 2017, organizada pela 18º Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação – CREDE 18, em parceria com as Secretarias Municipais de Educação – SMEs.

Está incluída entre as finalidades da mostra estimular a investigação e a busca de conhecimento de forma cotidiana e integrada com toda a comunidade escolar, conduzida e desenvolvida pelos estudantes; Estabelecer relações dinâmicas dos conhecimentos específicos das disciplinas da base comum do Ensino Fundamental e Médio, com problemáticas sociais, culturais, econômicas e ambientais, de caráter local, regional, nacional e/ou global; Promover o intercâmbio artístico, cultural e científico entre os visitantes e participantes do evento; Incentivar a participação dos alunos e professores em eventos científicos através de projetos, dentre outras.


Ainda segundo informações da escola, o evento é aberto para visitas aos projetos desenvolvidos pelo corpo discente entre os horários manhã e tarde. No período matinal entre às 09h30 e 11h30 e no vespertino entre às 13h30 e 15h30. 


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De cada dez denúncias de trabalho escravo, MPT só tem condições de investigar uma

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Todos os avanços históricos no combate ao trabalho escravo que o Brasil alcançou nos últimos 20 anos estão em xeque por conta das restrições orçamentárias que o governo Temer está impondo ao Ministério do Trabalho e demais órgãos públicos. O país pode em breve chegar a uma situação vergonhosa de ter “risco extremo” de escravidão contemporânea.

A atual situação do Ministério Público do Trabalho (MPT) é um bom exemplo: sem dinheiro para manter em plena atividade seu Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que conta hoje com apenas quatro equipes – eram 10 em meados dos anos 2000 –, o MPT precisa fazer escolhas trágicas no dia a dia: de cada 10 denúncias de trabalho escravo recebidas, a equipe só tem condições de atender uma. E a situação tende a piorar.

A realidade é que as operações de setembro já estão comprometidas. Se não houver medidas suplementares, não teremos orçamento suficiente para seguir com as operações”, afirma o coordenador nacional da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete) do MPT, Tiago Muniz Cavalcanti, em entrevista ao site Investimentos e Direitos na Amazônia, do Inesc.

Segundo Cavalcanti, todos os órgãos que lidam com a questão do trabalho escravo estão com receio do retrocesso que haverá na política de enfrentamento a essa prática. Para tentar reverter esse quadro, o MPT entrou com uma ação civil pública contra o governo federal para garantir a manutenção do combate ao trabalho escravo do Grupo Móvel, que pode parar pela primeira vez em 22 anos.

O combate ao trabalho escravo é uma política pública que teve início na década de 90, é um compromisso internacional e não do governo de plantão”, lembra.

Outro aspecto que tem grande impacto na fiscalização do trabalho escravo é a precarização da legislação trabalhista, que afeta todos os trabalhadores do país e impõe a terceirização irrestrita. Cavalcanti lembra que de cada 10 trabalhadores resgatados, nove são terceirizados.
O Brasil consegue hoje resgatar menos de um terço dos trabalhadores em condição análoga à escravidão que foram identificados – de acordo com estimativa da ONG Walk Free, existiam 161 mil trabalhadores em condições análogas à escravidão em 2016. O Brasil figura atualmente na 33ª posição entre os países que mais praticam trabalho escravo, em um ranking de 198 países.


Precarização da legislação trabalhista impõe a terceirização irrestrita: de cada 10 trabalhadores resgatados, nove são terceirizados. Foto: Divulgação.

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28 agosto 2017

Comercial de moda tem como estrela uma família negra LGBT

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Não há dúvidas de que hoje em dia uma mera foto postada em uma rede social pode transformar a vida de diversas pessoas. Se a foto for uma imagem em família, mostrando como o amor, o afeto e o cuidado não possuem gênero, cor nem orientação sexual, tal foto pode se transformar em um exemplo, a mudar a vida de muita gente além de quem aparece na postagem.

Do Ceert - Foi assim que, a partir de um simples post, Kardale Lewis e Kaleb Anthony, junto de seus quatro filhos, se tornou a primeira família negra e LGBT a estrelar uma campanha de moda.

A tal foto, postada em 2014 no Instagram, mostrava Kardale e Kaleb, pais de duas meninas e dois meninos, às 5 e meia da manhã arrumando o cabelo das meninas para que elas fossem à escola. Rapidamente o post alcançou50 mil likes, o que levou a família a estrelar primeiro um comercial da Nikon.

Esse mês, eles voltaram às páginas publicitárias, agora como o primeiro casal negro e gay a, junto de seus filhos, protagonizar uma campanha de moda.

A campanha é para a marca sueca Acne Studios, e mostra a família em looks combinados, divertindo-se em uma cama – com direito a saltos sobre o colchão.

Segundo o diretor da empresa, a campanha “ressalta que, enquanto cada família é diferente, todos nós temos o mesmo o amor e queremos o melhor para nossas crianças. Não há família ‘normal’ – todas as família são normais”, ele disse, coberto de razão.

Toda vez que o amor e o afeto, especialmente se de forma libertária e transformadora, se torna a estrela de uma campanha, trata-se, afinal, de uma boa notícia.

Esse é o primeiro comercial de moda a estrelar família negra LGBT. Foto: Divulgação/ Hypeness.

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Atleta altaneirense conquista mais um pódio no Circuito de Corridas e Caminhadas Sesc em Juazeiro do Norte

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O Serviço Social do Comércio Ceará (Sesc), unidade de Juazeiro do Norte, promoveu neste domingo, 27, Circuito de Corridas e Caminhada envolvendo atleta de cidades como Teresina, no Piauí, Garanhuns (PE), da capital cearense Fortaleza, além de representantes de vários municípios da região do cariri.

O evento reuniu desportistas maiores de idade que se inscreveram pelo site da entidade promotora, braço social do sistema Fecomércio no interior do Ceará contribuindo com 2 kg de alimentos não perecíveis.

O estudante do ensino médio integrado a educação profissional, Ravi Timóteo, representou o município de Altaneira na Categoria Sub 30. À redação do Blog Negro Nicolau, seu treinador, Tiago Alves, informou que Ravi vem se recuperando gradativamente de uma lesão forte que sofreu recentemente e que tem aumentando o ritmo de treinamento, por isso os bons resultando estão reaparecendo como o 2º lugar na II Corrida das Escolas Públicas Estaduais do Ceará.

Com mais de 1.500 inscrito na corrida de ontem, Ravi ficou em terceiro lugar em um percurso de 7Km. Segundo Tiago, o tempo de corrida ficou em pouco mais de 23 minutos. No geral, o altaneirense ostentou o animador nono lugar. Ainda segundo seu treinador, a equipe contou com o total apoio do governo municipal no que tange aos exames médicos e ao transporte para locomoção.

Ravi Timóteo durante o Circuito de Corridas e Caminhadas Sesc em Juazeiro do Norte. Foto: Tiago Alves.





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27 agosto 2017

Programa do PSDB mente ao dizer que há forte presença das mulheres em todos os países parlamentaristas

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O programa político do PSDB de 17 de agosto defendeu a adoção do sistema parlamentarista no país. Anunciado no vídeo como um modelo que “obriga os políticos a terem mais responsabilidades”, utilizado “pelas democracias mais sólidas do mundo”, o parlamentarismo é adotado em países como Alemanha, Suécia, Espanha, França, Portugal, Japão e Canadá. Privilegia-se o papel do primeiro-ministro, escolhido entre os parlamentares, em detrimento da figura do presidente ou do rei, no caso das monarquias.

Propaganda do PSDB.
Por Patrícia Figueiredo, no DCM - Uma das vantagens do sistema, segundo o vídeo do PSDB, seria a maior representatividade feminina. Os narradores afirmam que “em todos os países parlamentaristas existe uma forte representação das mulheres”. O Truco – projeto de checagem de fatos da Agência Pública– descobriu que há 79 países parlamentaristas nos quais a representação feminina no parlamento está abaixo de 30%, porcentual considerado como o mínimo necessário segundo os padrões recomendados pela ONU. Por isso, a afirmação foi classificada como falsa. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do PSDB não informou qual foi a fonte do dado usado no vídeo e também não comentou o resultado da checagem.

Uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) publicada em 1990 indica que as mulheres devem ocupar ao menos 30% dos cargos de liderança em governos e partidos políticos para a promoção da igualdade de gênero. Segundo a União Interparlamentar (UIP), organização internacional que promove a colaboração e o diálogo entre parlamentos de todo o mundo, somente 47 países de diferentes sistemas atingem o porcentual indicado pela ONU atualmente em suas Câmaras. O Brasil possui hoje apenas 10,7% de mulheres na Câmara dos Deputados e 14,8% no Senado.

A UIP atualiza regularmente um ranking mundial da participação feminina nos parlamentos. A organização elenca os países segundo o número de mulheres nas casas inferiores (lower houses, equivalentes à Câmara dos Deputados) e nas casas superiores (upper houses, equivalentes ao Senado). Nem todos os Estados possuem casas superiores; por isso, os gráficos a seguir incluem apenas a participação nas instâncias inferiores, equivalentes à nossa Câmara.

Participação feminina no parlamento e sistema de governo

Com base nos dados da UIP associados a informações do The World Factbook da CIA e da Wikipedia, o Truco montou uma tabela relacionando duas informações principais: o sistema de governo e a representatividade feminina de cada um dos 193 países listados pela UIP. Entre os 47 países com maior representatividade feminina, 29 são parlamentaristas e 17 são presidencialistas.


Apesar de os dados mostrarem que os países parlamentaristas são maioria entre os que têm alta representatividade feminina, isso não significa que os números sejam altos para todos os que adotam esse sistema. O Truco analisou também os dados para Alemanha, Suécia, Espanha, França, Portugal, Japão e Canadá, citados no programa do PSDB como exemplos de nações parlamentaristas. Dois deles, o Japão e o Canadá, registram índices abaixo dos 30% recomendados pela ONU.



O Japão, inclusive, tem participação inferior à verificada no Brasil: apenas 9,3% das parlamentares são mulheres no país, o que o coloca na 164ª posição no ranking geral da UIP. A taxa representa menos da metade da média mundial, que passou de 11,3% em 1995 para 22,1% em 2017. O número deixa o Japão no grupo de 32 países onde a representação das mulheres no parlamento fica abaixo dos 10%.

Além do Japão, há outros 13 países parlamentaristas neste grupo: Botsuana, Belize, República Democrática do Congo, Mali, Butão, Tuvalu, Sri Lanka, Tonga, Kuwait, Papua Nova Guiné, Haiti, Ilhas Salomão e Vanuatu. Completam a seleção final da tabela outros 11 países presidencialistas e sete que seguem outros regimes de governo alternativos. Nota-se, portanto, que a maioria dos países na faixa abaixo de 10% é parlamentarista. Portanto, tanto no grupo com os melhores resultados em representação das mulheres quanto no grupo com os piores índices verifica-se a prevalência de repúblicas ou monarquias parlamentares.

É possível verificar que há países presidencialistas onde o número de mulheres na política é alto, como Ruanda, Bolívia e Nicarágua, assim como há repúblicas parlamentares que registram índices elogiáveis, como Islândia, Suécia e Senegal. Da mesma forma, no outro extremo da tabela, onde estão os países com os mais baixos índices de representação feminina, há tanto países presidencialistas, caso de Nigéria, Líbano e Congo, como parlamentaristas, como Japão, Sri Lanka e Botsuana. Não se pode afirmar, portanto, que em “todos os países parlamentaristas existe uma forte representação das mulheres”.

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26 agosto 2017

Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa Lança Relatório das Desigualdades de Raça, Gênero e Classe

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O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ),  acaba de lançar o seu primeiro Relatório das Desigualdades de Raça, Gênero e Classe. O objetivo deste relatório é tornar acessível ao grande público dados estatísticos relacionados a raça, gênero e classe no Brasil, conforme noticiou o site CEERT nesta sexta-feira, 25.

Com base em resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011 a 2015, eles produziram análises sobre distribuição da população, renda familiar, média de escolaridade, presença no ensino superior, taxa de desemprego, classe social, dentre outros, sempre em referência à variável raça e, em alguns casos, sua intersecção com gênero. As conclusões ressaltam as intensas desigualdades do país, sobretudo no que se refere à questão racial e ao grupo de mulheres pretas e pardas.




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Vamos! Tem inicio ciclo de debates populares por novo projeto de país

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Diante da maior crise social, econômica e política dos últimos anos, marcada por golpes contra a democracia, "reformas" promovidas pelo governo Temer que subtraem direitos, aumento da exclusão e do desemprego – o país tem hoje quase 14 milhões de pessoas sem ocupação –, e o abismo entre Brasília e o restante do país, tudo isso resultando em violência que atinge principalmente jovens negros das periferias, mulheres e LGBTs, o Vamos! inicia em São Paulo sua agenda de discussões com intensa participação popular para buscar saídas para o Brasil.

Da RBA - Neste sábado (26), a Frente Povo Sem Medo – organizadora da iniciativa – convida a população em geral a participar do debate público, que contará com as presenças do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulous; o presidente da CUT, Vagner Freitas; a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP), o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ), o jornalista Leonardo Sakamoto; Sônia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e a midiativista Dríade Aguiar.

O primeiro evento do Vamos! será realizado no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, à partir das 16h. Será o primeiro de uma série de encontros daqui até o fim do ano, em todas as regiões do país, que pretende estimular a participação população na discussão de um projeto de sociedade e de país.

Os encontros são divididos em cinco eixos: democratização dos territórios e meio ambiente; democratização da economia; democratização do poder e da política; um programa negro, feminista e LGBT; democratização da comunicação e da cultura.

"É uma iniciativa de movimentos sociais e lideranças políticas, de se pensar um projeto para o país. É necessário fazer esse debate para pensar os caminhos da esquerda. Existe uma crise profunda, de representatividade na política e também de rumos da esquerda. A proposta de fazer esse debate é vinculada a essa percepção", disse Boulos à RBA.


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25 agosto 2017

Profissão de professor é chamada de bico em jornal e causa revolta

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Uma matéria do jornal Metro, reproduzida no site Geografia News e neste Blog, ganhou grande repercussão na Web. A edição do veículo de comunicação em Campinas publicou uma reportagem com o título “Professores e garçons estão entre os bicos mais procurados”.

O texto que foi divulgada pela página “Ensino Superior”, gerou mais de 19 mil compartilhamentos e 5 mil reações no post. Diversos internautas se revoltaram por acreditar que o jornal fez uma interpretação errada da pesquisa. Explicando: A matéria se trata dos professores particulares, aqueles que oferecem aulas específicas, e não a docência como um todo. A pesquisa foi realizada pelo site Bicos, que é especializado em oferecer vagas de trabalhos temporários.



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Da constituinte exclusiva ao 'distritão', reforma política não avança

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"Acho que todo mundo vai ter que comprar um bom celular, com uma boa definição de imagem e contratar um cinegrafista amador", disse, na quinta-feira 24, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a adiantar a provável desistência dos deputados em criar um fundo abastecido com recursos públicos para o financiamento de campanhas, um dos eixos centrais da reforma política debatida na Câmara.

Da CartaCapital - Maia deu a entender que as regras de financiamento e o sistema eleitoral podem continuar como estão até 2018, caso não haja um "bom diálogo" até a próxima semana.

Mesmo com quórum alto, o presidente da Câmara desistiu de pôr em votação na noite da quarta-feira 23 a criação do fundo e do "distritão". A mudança do sistema eleitoral estava pronta para ser apreciada, mas Maia encerrou a discussão. Ele abriu uma nova sessão em seguida, mas colocou em pauta a Medida Provisória que trata das taxas de juros do BNDES. A decisão foi alvo de críticas até de deputados da base aliada do governo, como o ex-ministro Roberto Freire, do PPS.

Não se sabe quando o tema voltará à pauta, ou se voltará. Há um tempo exíguo para as mudanças serem aprovadas a tempo de valerem para as eleições de 2018. Alterações no sistema eleitoral têm de ser concluídas até 7 de outubro, exatamente um ano antes do pleito.
Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o pacote precisa ser aprovado em dois turnos na Câmara antes de ser encaminhado ao Senado, onde também passará por duas votações em plenário. Em ambas as Casas, o projeto depende do apoio de três quintos dos parlamentares.

Na terça 22 e quarta 23, os deputados apenas deliberaram sobre a forma como analisariam a reforma política e sobre quais pontos deveriam ser suprimidos do texto do deputado Vicente Cândido (PT-SP). Decidiu-se fatiar o pacote em diversos itens, mas nenhum deles foi à voto.

A deliberação resumiu-se a enxugar o texto. Os parlamentares rejeitaram analisar a limitação de dez anos para os mandatos de ministros dos tribunais superiores, por julgarem não ser oportuno analisar o tema como eixo de uma reforma política. Também retiraram do projeto a previsão de repassar 0,5% da Receita Corrente Líquida para o fundo público de campanhas, que ainda nem foi aprovado.

Até o momento, os deputados buscaram apenas não se indispor com os ministros do STF, onde são analisadas as ações contra os políticos com foro privilegiado, e com os investigadores da Lava Jato, que criticaram publicamente o alto valor previsto para o fundo.

Diante do impasse na Câmara, o aumento dos recursos públicos para campanhas, hoje restrito aos valores disponíveis no Fundo Partidário, pode ocorrer por intermédio do Senado. Na quarta-feira 23, a Casa aprovou um requerimento de urgência para o projeto de Ronaldo Caiado (DEM-GO) que cria um fundo público abastecido com 2 bilhões de reais. O projeto também prevê o fim do horário eleitoral gratuito em emissoras de tevê e rádio comerciais.

Independentemente do sucesso da iniciativa de Caiado, a falta de consenso deve impedir mudanças estruturais no sistema eleitoral. Uma ou outra alteração talvez ainda seja possível, como a adoção da cláusula de barreira, que dificulta a representação de partidos menores no Congresso. Alterações significativas não devem vingar, porém, a exemplo de outras tentativas frustradas no passado.

Em legislaturas anteriores, mudanças no sistema eleitoral foram debatidas à exaustão, mas sempre terminavam em um impasse, evidenciado entre as preferências dos partidos que mais polarizaram a luta política nas últimas décadas.

O sistema de lista fechada e o voto exclusivo em legendas, uma saída para fortalecer os partidos de conteúdo programático, eram historicamente defendidos pelo PT. O sistema distrital, capaz de criar um vínculo local maior entre eleitores e parlamentares, é uma demanda antiga do PSDB.

Idealizado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, atualmente preso em Curitiba, e Michel Temer, o "distritão" apostava em uma terceira via: simplificar a escolha de deputados ao determinar que apenas os mais votados em cada estado fossem eleitos, independentemente do número de votos depositados nos partidos.
Muitos parlamentares, especialmente do chamado "centrão", viam no modelo uma garantia de sobrevivência política. Ele favoreceria a reeleição das atuais lideranças por fortalecer candidatos mais conhecidos, com maior controle da máquina pública e capazes de propagandear obras locais garantidas com verbas de emendas parlamentares, grande parte delas liberadas em meio à análise da denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva.

A proposta amplificaria os defeitos do atual sistema proporcional, sem trazer os benefícios da lista fechada ou do sistema distrital. Por um lado, ele enfraqueceria as legendas, ao acabar com a possibilidade de deputados bem votados "puxarem" a eleição de parlamentares menos conhecidos. Por outro, ele anula a vantagem da relação mais próxima entre os políticos e a população. Em vez de um País organizado em centenas de pequenos distritos eleitorais, a proposta da Câmara queria transformar cada uma das 27 unidades da federação em um colégio eleitoral majoritário.

Entre cientistas políticos e especialistas, há um consenso de que a criação do fundo público de financiamento e a implantação do "distritão" têm como objetivo beneficiar os atuais caciques, além de celebridades e empresários milionários. Na atual cisão entre os interesses do Parlamento e os da população, uma reforma política legislada em causa própria não seria improvável, mas nem mesmo o atual fisiologismo da Câmara foi capaz de facilitar um consenso.

Os atuais deputados sequer conseguem decidir qual é a melhor forma de obter alguma vantagem nas eleições de 2018. Na primeira versão do texto da reforma política de Cândido, o parlamentar defendia a adoção do sistema de lista fechada para o próximo pleito. Embora seu partido, o PT, sempre tenha visto o modelo com bons olhos, a sugestão no contexto atual parecia agradar mais a base aliada de Temer do que a oposição.

Relator da reforma política na legislatura passada, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), resumiu em entrevista a CartaCapital o motivo para uma proposta tão rechaçada no passado ter sido aventada como uma alternativa pelas legendas conservadoras. Com o enfraquecimento do PT nas eleições de 2016 e frente à opinião pública, "os partidos perderam o medo da vantagem que a lista fechada" daria ao partido, analisou o parlamentar. Apesar do recente interesse do PMDB e de outros partidos pelo modelo, a lista fechada também ficou pelo caminho, assim como pode ocorrer com o "distritão".

No passado recente, foram feitas tentativas para desvincular a reforma política do fisiologismo do Congresso. Após as manifestações de junho de 2013, a então presidenta Dilma Rousseff propôs um plebiscito e a eleição de uma constituinte exclusiva para realizar mudanças no sistema eleitoral. Então líder do PMDB na Câmara, Cunha adiantou: "A casa é contra esse plebiscito". A proposta de Dilma não só ficou pelo caminho, como expôs a falta de sintonia entre o Executivo e o Legislativo, sintoma que antecipava a perda de apoio político da ex-presidenta no Congresso.

Embora os planos de Dilma tenham sido frustrados, os de Cunha também tendem a ser. Se uma reforma política com participação popular foi abandonada na largada, uma mudança a beneficiar os atuais deputados talvez não seja bem-sucedida.


Bem intencionadas ou não, mudanças de fôlego no sistema eleitoral devem seguir engavetadas por falta de consenso e provavelmente voltarão a ressurgir em legislaturas futuras, vendidas novamente como uma panaceia para os problemas do País.

Após dois dias de debates, os deputados não votaram qualquer um dos pontos principais do texto.
Foto: Fábio Rodrigues Pazzebom/ Agência Brasil.

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24 agosto 2017

Temer anuncia 57 projetos de concessões e privatização de empresas públicas

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Com a meta de melhorar o caixa da União e estimular a economia, o governo decidiu colocar à disposição da iniciativa privada a administração de 14 aeroportos, 11 lotes de linhas de transmissão, 15 terminais portuários, além de parte da Eletrobras, como foi anunciado no início da semana. Com a medida, o governo espera arrecadar, a partir de 2017, cerca de R$ 44 bilhões ao longo dos anos de vigência dos contratos.

Da Agência Brasil - Em reunião ontem (23) no Palácio do Planalto, o Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) decidiu incluir no programa de desestatização rodovias, a Casa da Moeda, a Lotex e a Companhia Docas do Espírito. Ao todo, são 57 projetos de venda de empresas e parcerias público privada.

Os aeroportos a serem licitados foram divididos em quatro blocos. Um deles inclui apenas o aeroporto de Congonhas, segundo maior do país com movimento de 21 milhões de passageiros por ano. Um segundo abrange aeroportos do Nordeste (Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande, Juazeiro do Norte e Recife). Outro bloco será formado por terminais localizado no estado de Mato Grosso (Cuiabá, Sinop, Ala Floresta, Barra do Garça e Rondonópolis). Um quarto bloco vai abranger os aeroporto de Vitória e de Macaé.

Ainda no setor aeroportuário será realizada a alienação da participação acionária da Infraero (49%) nos aeroportos de Guarulhos, Confins, Brasília, e Galeão, que já foram licitados.

Linhas de transmissão

Os lotes de linhas de transmissão, que serão licitados em dezembro, estão distribuídos em dez estados: Bahia, Ceará, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas, Gerais e Tocantins.

O modelo de remuneração e as taxas de desconto fazem com que os investidores enxerguem as linhas de transmissão como investimento de renda fixa”, diz trecho do documento divulgado pelo Planalto.


Com a repasse dos 15 terminais portuários à iniciativa privada, o governo estima arrecadar R$ 2 bilhões.


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