12 julho 2017

Professora Lucélia e professor Nicolau Neto ministram palestra dentro da proposta “Enem Não Tira Férias” da Seduc


O “Enem não Tira Férias” faz parte do projeto “Enem Chego Junto, Chego Bem”, da Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) e visa mobilizar, motivar e preparar o corpo discente da Rede Pública Estadual para a realização desta avaliação.

Professora Lucélia e o professor Nicolau Neto ministram palestras na EEEP Wellinton Belém de Figueiredo.
Foto: Kézia Adjane.

Conforme informações colhidas junto ao site da Seduc, a ação é realizada durante todo o ano letivo e é composta de seis etapas, a saber: I - Auxílio na organização dos documentos necessários para realizar a inscrição; II - Apoio nos dias de inscrição; III - Eventos motivacionais e de orientação vocacional; IV - Ações pedagógicas de estudo para o Enem; V - Realização do “Dia E”, com auxílio no transporte, hospedagem e pontos de apoio aos alunos no dia das provas; e VI -  Orientações para o acesso ao Ensino Superior.

A Escola Estadual de Educação Profissional Wellington Belém de Figueiredo, localizada na CE 292, em Nova Olinda, vem a duas semanas promovendo aulões de todas as áreas do conhecimento através de parcerias com professores dos três municípios consorciados (Altaneira, Nova Olinda e Santana do Cariri). Na manhã desta quarta-feira, a professora do Laboratório Educacional de Informática (LEI), Lucélia Muniz e o professor Nicolau Neto ministraram palestras acerca dos temas sugeridos para a redação desta semana para alunos (as) da 3ª série do Ensino Médio integrado a educação profissional.

Professor Lucélia Muniz ministra palestra sobre o impacto das tecnologias no mundo do trabalho. Foto: Prof. Nicolau Neto.

Lucélia trabalhou “O impacto das tecnologias no mundo do trabalho”. De forma didática, a professora destacou os avanços e os desafios que as tecnologias da informação têm proporcionado na sociedade contemporânea e enveredou pelo viés da ocupação dos espaços.  Segundo ela, chegou-se a um ponto em que não se separa mais lazer, descanso das atribuições e correria do trabalho. “Em casa, na hora do descanso, nos conectamos as redes sociais e nesta já estamos dialogando e pensando no trabalho a ser feito no dia seguinte”, complementou a professora.

Em forma de gráfico, Lucélia demonstrou que no setor de trabalho o que mais predomina no que toca ao uso da internet são o acesso ao correio eletrônico e os sites de notícias. Mencionou que se uma pesquisa fosse feita com o publico jovem provavelmente o resultado seria outro. Mas ela foi taxativa ao discorrer sobre o trabalho na era das informações em tempo real que exige muito mais do trabalhador (a). Estes (as) precisam ser cada vez mais criativo (a), flexivo, empreendedor (a) e muito mais responsável.

Professor Nicolau Neto ministra palestra sobre a igualdade de direitos como princípio supremo da democracia.
Foto: Professora Lucélia Muniz.

Nicolau Neto que ministrou entre 2014 e 2016 as disciplinas de História e Formação para a Cidadania na Escola conversou sobre a temática “A igualdade de direitos como princípio supremo da democracia”. O professor trouxe para a discussão as várias abordagens do conceito “liberdade”, enveredando por 4 principais – 1 – A Igualdade Perante a Lei; 2 – A igualdade de Tratamento; 3 – A Igualdade de Oportunidade; e 4 – A Igualdade como Princípio Fundamental.

Para tanto, usou como base o Art 5º da Constituição Federal de 1988 e os incisos I, VIII, XLI e XLII.  “Logo após o caput do artigo 5°”, frisou Nicolau, “o primeiro inciso iguala em direitos e obrigações os homens e as mulheres, se não vejamos”:

‘I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição’.

Para ele, tal assertiva surge de uma necessidade justificada pelas diversas diferenciações atribuídas às pessoas exclusivamente pelo seu sexo e que pelo texto constitucional  os argumentos explícitos para a igualdade política das mulheres mudou, ao menos em tese, a ideia de inferioridade natural pelas questões biológicas.  Elas (mulheres) passam a não mais a serem vistas como um sexo inferior.

Ao citar o inciso VIII, frisou que este garante a liberdade de crença e convicção filosófica sem que elas resultem em limitações de direitos. Por ele, há também a igualdade de deveres.  “A Constituição também prevê punição a quem não cumprir esse princípio, como se percebe nos incisos XLI e XLII”, argumentou o professor e deixou entrever o primeiro:

XLI - estabelece uma norma de eficácia limitada que depende da edição de legislação ordinária para regulamentação, a qual ainda é inexistente. Tal premissa demonstra a preocupação em oferecer um instrumental que viabilize o direito à igualdade:  A lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais".  

Para Nicolau, falar de igualdade sem mencionar seu contraponto é abordar o tema de forma errônea, pois tende a credenciar uma teoria descabida – “ A Democracia Racial”.  Por isso, destacou o inciso XLII que trata a prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.  “Nesse sentido”, disse, “vale ressaltar as palavras de Hunt (2009, p.193/194)”:

‘O advento da política de massa na última metade do século XIX pode ter corroído aos poucos o senso de diferença de classe (ou criado a ilusão de que o desgastava), mas não eliminou completamente a diferença, que se deslocou do registro de classe para o de raça e sexo. O estabelecimento do sufrágio universal masculino combinava com a abolição da escravatura e o início da imigração em massa para tornar a igualdade muito mais concreta e ameaçadora’.

Segundo o professor, o que fica evidente é que a igualdade nem sempre foi reconhecida pelo texto constitucional da forma como hoje se concebe e que tais mudanças relacionam-se com o contexto social e político vivenciado pelo país, citando um dos maiores atrasos ocorrido nesta terça-feira, 11, com a aprovação da Reforma Trabalhista que condiciona o trabalhador e trabalhadora a uma escravidão moderna.

Nicolau destacou ainda que a igualdade vista e entendida como direito humano fundamental precisa ser efetivado e garantido a todos e todas com reconhecimento, respeito e mediações das diferenças. “Necessitamos de Concretude, pois já está na lei. Não se pode, jamais, admitir, que pessoas se utilize do direito a ‘liberdade de pensamento’ para propagar o estabelecimento de diferenças que inferiorize determinadas categorias.  Por isso, devemos continuar na defesa de que diferenças de classe, de sexo, de cultura, de orientação sexual, entre outras, não sejam motivo para suprimir das pessoas seus direitos e garantias historicamente conquistados”, concluiu.

As duas palestras teve a participação e intervenção do corpo discente o tempo todo.

A Escola Wellington Belém de Figueiredo disponibilizou na sua página no facebook todo o cronograma do “Enem Não Tira Férias”, conforme abaixo discriminado:

“E o ENEM não tira FÉRIAS!

Dia 04/07 (terça-feira): Aulão de Humanas - Professora Talita e Professora Expedita;
05/07 (quarta-feira): Aulão de Redação - Professora Alvany;
06/07 (quinta-feira): Aulão de Biologia - Professor Isaac;
06/07 (quinta-feira): Aulão de Língua Portuguesa – Professora Vânia;
11/07 (terça-feira): Aulão de Humanas - Professora Elisangela;
11/07 (terça-feira): Aulão de Matemática - Professor Lucas;
12/07 (quarta-feira): Aulão de Redação - Professora Gorete;
12/07 (quarta-feira): Profº Nicolau - TEMA 1 A igualdade de direitos como princípio supremo da democracia;
12/07 (quarta-feira): Profª Lucélia - TEMA 2 O impacto das novas tecnologias no mundo do trabalho;
13/07 (quinta-feira): Aulão Natureza - Professora Cleiciane.
13/07 (quinta-feira): Aulão de Linguagens - Diretora Escolar Profª Meire Alencar;
18/07 (terça-feira): Aulão de Língua Portuguesa - Professor Klesio;
18/07 (terça-feira): Aulão de Humanas - Professor Moaci Junior;
19/07 (quarta-feira): Aulão de Redação - Professor Luís;
20/07 (quinta-feira): Aulão de Física - Professora Tatiana;
20/07 (quinta-feira): Aulão de Matemática - Professor Flávio;
Suporte Técnico do LEI – Professora Lucélia”.

Abaixo outras fotos da professora Lucélia Muniz da conversa deste blogueiro e professor, bem como registro feito por alunas:






Professor Nicolau com a aluna Kézia Adjane.
Professor Nicolau e a aluna Camilla Hellen.
Professor Nicolau com as alunas Raquel e Kézia Adjane. 

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