09 junho 2017

Só o povo nas ruas pode garantir a estabilidade política, jurídica e midiática



Sobre a declaração de votos na sessão do TSE que julgava a cassação da chapa Dilma-Temer, tenho algumas observações:

1- Pérolas ditas hoje por ministros:

1.1 - Napoleão Nunes Maia Filho: “é melhor absolver um culpado do que condenar um inocente". Devo lembrar ao Napoleão que o princípio básico do direito diz que ao inocente dar-lhe a absolvição e ao culpado à condenação;

1.2 - Gilmar Mendes: "cassar uma chapa é muito sério". Para ele não cabe ao TSE resolver crises políticas. Nesse caso, para o Gilmar, os atos ilícitos comprovados não representam seriedade. Vamos todos brincar agora de praticar corrupção;

2- Não há muita diferença entre a fatídica sessão do dia 17 de abril de 2016 na Câmara Federal que impediu a Dilma de continuar seu mandato e a de hoje, 09 de junho de 2017. O pouco de distinção que se pode perceber foi que os ministros e a ministra mostraram argumentos (falhos e surreal, mas mostraram);

3- A sessão demonstrou o que todos já sabemos: não se deve depositar confiança mais em nenhum órgão. A crise de representatividade não é mais só no âmbito da política partidária. Ela é geral;

4- Vergonha Alheia;

5- Ou a massa popular vai as ruas exigir seus direitos, ou corremos sérios riscos de desembocar em uma nova ditadura;

6- Só o povo nas ruas pode garantir a estabilidade política, jurídica e midiática;

7- Só o povo nas ruas pode garantir a continuação do frágil regime democrático;

8 - Vergonha alheia;

9 - Vergonha alheia;

10 - Vergonha alheia.

Ministros em sessão de julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE. Foto: Divulgação.

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