08 março 2017

Alunas e Alunos da Escola Wellington Belém de Figueiredo refletem sobre as lutas das mulheres


Contrariando a grande maioria dos espaços de poder que se arvoram do dia internacional da mulher para reforçar preconceitos e estereótipos, além tecerem falsas homenagens apenas neste momento, as alunas e alunos da Escola Estadual de Educação Profissional Wellington Belém de Figueiredo, em Nova Olinda-Ce, rasgaram o verbo e aproveitaram a oportunidade para reivindicar direitos.

Alunas da Escola Estadual de Educação Profissional Wellington Belém de Figueiredo promovem reflexão acerca do dia internacional da mulher. Foto: Prof. Nicolau Neto.

Com a liderança do Grêmio Estudantil, a escola trouxe para o debate temas que afligem as mulheres. A violência física e psicológica contra a mulher é real, é cotidiana. Está nas cidades, nas zonas rurais, nas empresas, nas residências, nas vitrines de lojas e nas redes sociais.

As condições de trabalhos e o desemprego também foram frisados. As estudantes afirmaram que a classe feminina são as que recebem os salários mais baixos, mesmo exercendo, em muitos casos, os mesmos trabalhos que os homens. Segundo elas, o Brasil atingiu índices alarmantes de desemprego e ele vem impactando principalmente as mulheres. Pois são as primeiras a serem alvos de demissão. Discursos preconceituosos e machistas foram lembrado, como por exemplo, aquele que afirmar serem elas as causadoras de onerar os setores de trabalhos ao engravidarem.

As reformas feitas e as em andamento pelo governo federal também foram alvos do debate entre os estudantes. A reforma do ensino médio, o escola sem partido e a reforma da previdência foram trazidas para a conversa, tendo como recorte a questão de gênero. Se a gente não discutir as desigualdades sociais que alimentam a sociedade na escola, ela perde o sentido. Precisamos nos posicionar contra essas atrocidades que estão tentando nos impor. Não queremos morrer trabalhando e não chegar a aposentadoria, realçaram. O assédio moral, sexual, a cultura do estupro está em todos os lugares, por isso há necessidade de estarmos hoje clamando por justiça social, por igualdade de oportunidade e contra a retirada de direitos, disseram.

Por tanto, o dia internacional da mulher não é para recebermos flores simplesmente. É apenas mais um momento, mais um dentre os 365 dias que temos para nos levantar contra o machismo, o feminicídio, o racismo e todas as formas de crime que nos inferiorize, afirmaram. Ao mesmo tempo serve para nos inspirarmos nas lutas de tantas mulheres que perderam a vida na luta por igualdade de oportunidade, ressaltaram.

Todo o debate teve a contribuição de alunos que demonstraram maturidade para se posicionarem sobre temas considerados polêmicos, como a descriminalização do aborto.





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