08 setembro 2016

Negro Nicolau: O Brasil precisa parar de fingir que é inclusivo, por Valéria Rodrigues*



Ridículo perceber a falsa pregação de inclusão social, quando pessoas portadoras de necessidades especiais, negros, pobres, homossexuais e até mesmo pessoas que não tem religião ou são de uma religião diferente da que predomina em maior quantidade de adeptos (católica), sofrem críticas, não são bem vistas e de certa forma deixados de lado. Que tipo de inclusão é esta onde a própria mídia trata este grupo de forma isolada?

Vamos refletir um pouco: nas novelas da Globo e não apenas desta emissora, os negros e pobres costumam ter um papel de coadjuvante, e quando tem um papel de protagonista é da forma que se passa em malhação, um negra, que é faxineira e pobre. Por que ela não poderia ser rica?

Por que ela não poderia ser a patroa? Por que tem que ser a empregada?

Por que ela precisa passar pelas humilhações e preconceito de sua irmã branca?

E não podemos esquecer da cruel e de certa forma desumana diferença entre a cobertura das Olimpíadas e das Paralimpíadas, onde a nossa "querida Globo e demais emissoras(Record, Band, entre outras)" pararam sua programação para a o evento de abertura das Olimpíadas, enquanto que as Paralimpíadas ganhou apenas um pequeno espaço nos jornais, mostrando é claro, os melhores momentos deste evento.

E ainda assim se fala em inclusão?

Acredito que nosso país precisa fazer muito mais do que simplesmente fingir que incluí as pessoas, e sim incluí-las de verdade, na prática.

Quem sabe um dia conseguimos!

Há de chegar o dia em que o nosso país, descobrirá que melhor do que fingir para o mundo uma realidade que não existe, é mostrar quem realmente somos, um povo forte, batalhador e acima de tudo humano!

*Valéria Rodrigues é professora com Bacharelado e licenciatura em Biologia pela Universidade Regional do Cariri (URCA).





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