02 maio 2016

Não há espaço para ostracismo político-social


O Brasil passa um dos piores momentos em 516 anos de História. Uma crise que, como já tive a oportunidade de registrar, perpassam não só pelo campo econômico, mas também e principalmente pelo político. Uma crise que extrapola esses dois pilares supracitados e desemboca sem nenhum pudor na moral e na ética ( na sua falta evidentemente).

Temos tudo para desconstruir essa hipocrisia que a cada dia é injetada (seja pela elite conservadora e retrógrada, seja pela grande mídia) na pele dos brasileiros e brasileiras como que se vacina contra a gripe H1N1, mas não o fazemos. Contamos com um dos maiores veículos de comunicação a nosso favor e não os utilizamos para tal finalidade – rádio e internet. Mas na infantilidade e me arriscaria a dizer no falso discurso de neutralidade e, ou isenções, acabamos por usufrui-los de maneira diferente da esperada.

Mas o que esperamos?

Esperamos que se tenha participação política efetiva. Não aquela que estamos acostumados a ver nas interpretações de muitos. Onde o que prevalece é a defesa desenfreada de partido político y e a condenação do partido político w. Não, queremos uma participação política que seja capaz de se posicionarem para além dos polos. O momento exige isso. Não há mais espaços para ostracismo político-social. Não cabe mais isolamento político. Faz-se necessário e urgente a tomada de partido (me permitam usar a primeira pessoa agora). Meus alunos sabem bem de que tomada de partido falo.

Não podemos usar as mesmas argumentações de muitos falsos representantes da Câmara Federal e tocar sempre no nome de deus em cada fala ou escrita nossa. Lá no legislativo federal eles usaram a entidade “divina” para surrupiar a democracia e bater na cara do povo brasileiro. Aqui se usa constantemente o nome do “divino” para silenciar, para se isentar das discussões. É como se estivéssemos morando em outro país que não o Brasil. Mas quando afirmamos isso, até mesmo os que se silenciam perde, por que em outros recantos já há tomada de decisões. Jornais e pessoas do mundo inteiro já se deram conta do que se passa no Brasil e, portanto, já opinaram.


E você cidadão já opinou? E vocês representantes de classes já se manifestaram? E você professor e tu professora já adequou os conteúdos de sala com o momento que ora passamos ou vão continuar sendo estrangeiros na própria terra? Alienados em sala e contribuindo para a alienação dos (as) estudantes.

Imagem puramente ilustrativa. (Divulgação).

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