04 abril 2016

Aluna Daiane em resposta a vereadora que promoveu jantar: “quantos livros a senhora deixou de ler”?


Ao compartilhar em seu perfil na rede social facebook artigo publicado no Informações em Foco acerca da notícia em que a vereadora porto-alegrense Mônica Leal (PP) promoveu na última quinta-feira, 31 de março, jantar em comemoração aos 52 anos do golpe militar de 1964, a aluna da rede pública do estado do Ceará Ana Daiane não poupou críticas a parlamentar.

Quando eu penso que a sociedade está perdida pq pessoas foram as ruas, meses atrás, pedido intervenção militar, vem essa vereadora e consegue me surpreender promovendo um jantar para comemorar o golpe! E qual a minha reação?”, questionou inicialmente a aluna. “Um belo de um por que na mente que não me permite pensar logicamente em como um ser humano, pior, uma mulher consegue ter a ousadia de fazer isso!”, disse ela em tom de indignação.

Naquela oportunidade Mônica Leal, que é filha do coronel do Exército Pedro Américo Leal, ex-deputado estadual e ex-vereador e porta-voz do regime militar no Rio Grande do Sul, ao explicar a finalidade do jantar disse “O movimento cívico de 31 de março defendeu a nação brasileira. Foi um movimento democrático, que impediu a implantação do comunismo, combateu a ordem subversiva e a corrupção. Ah, e é importante destacar, que teve o apoio da população brasileira na Marcha da Família com Deus pela Liberdade”.

A discente ao dar destaque a explicação da parlamentar fez diversas indagações -  “... vem cá, senhora vereadora, quantas aulas de história, sociologia, filosofia, geografia e outras tantas a senhora perdeu? Quantas vzs a senhora foi à escola simplesmente esquentar cadeira? Quantas vzs se deixou levar por falsos moralistas ? E quantos livros a senhora deixou de ler, falando sobre ciência política e até mesmo sobre essa época de vergonha do Brasil?” E foi taxativa ao mais uma vez realizar questionamentos a edil. “Senhora vereadora, como tal, não procura saber a história de vida da atual presidenta do brasil? Como mulher, não procura saber o quanto essa época era horrível para tal?”.

Me decepciona ver 'educadores' pedir a ditadura de novo. Me revolta ser representada por pessoas como a senhora. Me revolta saber que no Brasil existe pessoas q nem a senhora. Me magoa cada vez mais, durante todos os anos, pessoas saindo das escolas pensando que a ditadura militar foi boa para o Brasil”, complementou a aluna.

Daiane é aluna do curso técnico em Redes de Computadores na EEEP Wellington Belém de Figueiredo, em Nova Olinda-Ce, e já está no terceiro ano. Às vésperas do estágio, a criticidade continua sendo um dos seus fortes e o feminismo uma das suas bandeiras de luta.

2 comentários:

  1. Amiga, sempre a mais 👏👏👏

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  2. Infelizmente se percebe que a aluna em questao desconhece a palavra democracia ao questionar a atitude, mas esta correta em se manifestar.
    Em meu segundo ano de faculdade minha professora de IHG dizia que papel aceita tudo e que nao existe imparcialidade no discurso, outros historiadores delimitam a criacao historica como " fruto de um lugar e que nao esta isenta a opiniao de quem escreve" entao, deve- se antes de se afirmar se questionar sobre para qjem era ruim o periodo, se o brasileiro estava descontente por que apenas uma fracao se tornou contra e cabe questionar ainda se, a aluna, tem real conhecimento da vida pregressa da atual presidente.
    Nao foi o jantar o motivador, nem mesmo a posicao de quem ofereceu mas, as conviccoes implantadas sem o conhecimento profundo do periodo em questao. Foi vergonhoso? Pode ter sido. Houve pedido para intervencao? Sim houve, popular e do congresso. Houve excessos? Houve, como existe hoje nos tres poderes e na sociedade e por fim, existe justica nas atitudes da presidente no periodo citado? Se existiu, nao podemos jamais questionar o estado islamico e nem mesmo os traficantes dos morros entre outros, por que todos lutam em prol de algo que acreditam e levam isso a mais alta consequencia.

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