30 abril 2016

GELEDÉS faz 28 anos de luta contra todas as formas de discriminações

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GELEDÉS Instituto da Mulher Negra fundada em 30 de abril de 1988. É uma organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e negros por entender que esses dois segmentos sociais padecem de desvantagens e discriminações no acesso às oportunidades sociais em função do racismo e do sexismo vigentes na sociedade brasileira.

Posiciona-se também contra todas as demais formas de discriminação que limitam a realização da plena cidadania, tais como: a lesbofobia, a homofobia, os preconceitos regionais, de credo, opinião e de classe social.

Dessa perspectiva, as áreas prioritárias da ação política e social de Geledés são a questão racial, as questões de gênero, as implicações desses temas com os direitos humanos, a educação, a saúde, a comunicação, o mercado de trabalho, a pesquisa acadêmica e as políticas públicas.

Em todos esses temas, Geledés desenvolve projetos próprios ou em parceria com outras organizações de defesa dos direitos de cidadania, além de monitorar no Portal Geledés o debate público que ocorre sobre cada um deles no Brasil e no mundo.

Na questão racial, Geledés soma-se às lutas dos movimentos negros pela criminalização efetiva do racismo e da discriminação racial em suas múltiplas manifestações na sociedade brasileira, e defende políticas de ação afirmativa nos diferentes campos das políticas públicas como forma de eliminação das desigualdades raciais e promoção e valorização social da população negra.

Nas questões de gênero, Geledés alinha-se à agenda feminista, atuando contra a violência doméstica e sexual contra a mulher, pela realização da igualdade no mercado de trabalho, em defesa dos direitos reprodutivos e direitos sexuais das mulheres, pela descriminalização do aborto, contra os estereótipos e estigmas que se reproduzem sobre as mulheres nos meios de comunicação. No tema da violência contra a mulher, desenvolveu o Aplicativo PLP 2.0, para socorrer mulheres em situação de violência.

Confira a matéria completa aqui







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29 abril 2016

11 motivos pra desacreditar no mito da democracia racial

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Novembro: o mês em que muita gente mal informada, com preguiça de pensar e ausente de empatia vai compartilhar uma enxurrada de conteúdo questionável sobre a consciência negra, ou melhor, humana. Porque somos todos iguais, só que não.

Imagem: Brasil 247
É fato que as pessoas negras, nos últimos anos, estão mais conscientes dos seus direitos. Quem é militante se sente cada vez mais empoderado. E vem, mesmo que não tão rápido quanto deveria, conquistando voz e espaço. E por esse motivo, é inaceitável aceitar a mentira propagada na sociedade de que não existe mais preconceito racial. Como brilhantemente disse Gabriel, o Pensador: o racismo é burrice, mas o mais burro não é o racista. É o que pensa que o racismo não existe.

O dia 20 está próximo. Nada mais apropriado então, do que elencar onze motivos pelos quais sim, é necessário não somente um dia, mas muita conscientização e reflexão a respeito do tema. Pois a escravidão acabou, mas o estigma permanece.

1 - A disparidade no mercado de trabalho: quase não vemos negros trabalhando em eventos e lojas de grife. Em contrapartida, em funções de baixa instrução eles são maioria. Por trás de requisitos como boa aparência (no qual os recrutadores estabelecem um tipo de corpo, cabelo e cor dos olhos, por exemplo) existe um preconceito mascarado;

2 - As mulheres negras estão mais propícias ao celibato involuntário (vulgo solteirice). Nossa cultura machista as coloca como frutas exóticas para mera apreciação. São objetificadas e animalizadas. Elas são as mulheres pra comer, mas as pra casar são as que possuem traços eurocêntricos. E pra piorar, muitos homens negros, ao ascenderem socialmente, optam por parceiras de pele mais clara. A quantidade de jogadores de futebol casados com mulheres loiras é um bom exemplo disso. É como se a mulher fosse um troféu e uma forma de se afirmar socialmente, principalmente no meio elitizado;

3 - A falta de representação na mídia: quase não se vê personagens negros na TV (jornais, novelas, séries e afins). E quando há, geralmente ocupam papéis de empregadas, trabalhadores braçais ou personagens caricatos. Crianças crescem sem nenhum modelo de representatividade que possam admirar, o que afeta diretamente a autoestima delas;

4 - Somos minoria nos espaços públicos, principalmente os “elitizados”: a não ser em cargos em que estamos pura e simplesmente servindo os outros, é perceptível a quase ausência de negros em shoppings, restaurantes mais caros e baladas em geral. E as pessoas estão acostumadas com essa invisibilidade. Quase ninguém olha em volta e se questiona: aqui não tem preto, pô! Apesar de sermos mais de 50% da população do país, a maioria de nós não tem condições financeiras e acesso a lazer e entretenimento;

5 - Humor opressor e babaca: com a onda do “politicamente incorreto”, todas as minorias passaram a ser alvo de piadas discriminatórias. E claro, os negros não poderiam ficar de fora dessa. Mais de uma vez houve casos de humoristas humilharem e constrangerem negros na Internet. Pior que isso: alguns deles se submetem a um papel ridículo e contam piadas que ofendem seus semelhantes, reforçando estereótipos;

6 - As ações afirmativas são motivo de chacota por grande parte da população: algumas dessas ações, como por exemplo, as cotas raciais e sociais em universidades, têm como objetivo reduzir o abismo existente entre o negro pobre e a instituição. O que muita gente não entende é que isso não é privilégio, mas sim uma forma de ampliar o acesso a quem sequer tinha perspectiva de melhoria social. A educação superior ainda é elitista e tem muito a melhorar. Menos de 3% dos formandos em Medicina são negros, e ainda há pessoas que acham que queremos roubar a vaga de alguém;

7 - Somos desrespeitados como consumidores: quem aqui é negro e nunca foi maltratado, seguido num shopping ou deixou de ser atendido por vendedores em lojas levante a mão. O negro, lamentavelmente, é associado à pobreza, ao roubo, à falta de condições. Certa vez, fui a uma loja de sapatos mais cara e fui totalmente ignorada pelas vendedoras, enquanto as outras pessoas que chegavam eram prontamente atendidas. Precisei chamar o gerente para que ele pedisse a uma das vendedoras que cumprisse o seu ofício. Nem preciso dizer o quão péssimo foi esse atendimento;

8 - Somos as maiores vítimas de violência policial: é perceptível que pessoas negras são abordadas com muito mais freqüência do que as brancas em revistas policiais, e morta duas vezes mais que elas. São os primeiros suspeitos, julgados por suas roupas e por sua cor. A população carcerária negra no Brasil é em torno de 66%, e a maioria dos presos não concluiu o ensino fundamental.

9 - Temos inúmeros problemas de autoimagem: desde cedo somos condicionados a achar que existe algo errado conosco, e que temos que corrigir através da automutilação. Nossos cabelos (apelidados de ruins, duros) são submetidos a químicas degradantes e algumas até cancerígenas, nossa pele é “clareada”, as mulheres se maquiam de modo a disfarçar seus traços naturais e torná-los mais “finos” (leia-se: como os de uma pessoa branca), dentre outros muitos exemplos de violência à nossa naturalidade. Tudo para se equiparar a um modelo eurocêntrico de beleza. E muitas vezes essa busca pela perfeição semelhante à da beleza branca traz inúmeros prejuízos emocionais aos negros;

10 - Somos 71,6% do número de analfabetos do país: além desse dado, a evasão escolar é muito maior entre crianças e jovens pretos. Por causa da pobreza, grande parte deles precisa trabalhar para ajudar no sustento da casa. Quando o trabalho é excessivamente extenuante, ininterrupto, com carga horária abusiva (normalmente em funções operacionais, como limpeza, jardinagem ou outros serviços pesados), muitos não resistem e abandonam a escola;

11 - Religiões de matriz africana são grandes alvos de intolerância religiosa: Esse problema, a meu ver, seria amenizado se houvesse uma melhoria na educação. A lei 10.639/03 estabelece que deve ser ensinada nas escolas temas ligados à cultura Afro-Brasileira, incluindo as religiões. Como não prática isso não acontece e a ignorância das pessoas não têm limites, praticantes são demonizados e vistos como perigosos, o que resulta em muitas ações violentas;

Existem inúmeros outros motivos que comprovam o quão presente é o racismo é na nossa sociedade, mas citar todos tornaria o texto muito longo, ou até mesmo um livro. É inconcebível que mesmo sendo a segunda população negra do mundo – o que prova que de “minoria” não temos nada – ainda sejamos tão subjugados como se fôssemos inferiores aos demais.

Enquanto formos estereotipados e associados unicamente a samba, pagode, sexo fácil, bandidagem, ignorância e falta de instrução o cenário não mudará. A luta é longa. E a representatividade e o respeito são imprescindíveis.

Pra encerrar, cito uma frase que li na Internet, de autoria desconhecida, porém muito válida para esse momento: “TODA CONSCIÊNCIA SERÁ NECESSÁRIA, ENQUANTO A CONSCIÊNCIA HUMANA FOR PRECONCEITUOSA E RACISTA”.


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28 abril 2016

“Mulheres de verdade” não querem ser empoderadas, diz deputado em discurso

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Depois de muita discussão, o plenário da Câmara Federal aprovou no final da noite de ontem (27), por 221 votos a favor, 167 contra e uma abstenção, a criação de duas novas comissões técnicas permanentes na Casa: Defesa dos Direitos da Mulher e de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa.


Entre os que se colocaram contra o início das novas comissões, o deputado Flavinho (PSB/SP) fez um discurso que chamou a atenção pelo tom preconceituoso. “As mulheres que estão lá fora, que não são feministas, como muitas aqui, a mulher de verdade que está lá fora ralando para sobreviver não quer empoderamento. Ela quer ser amada. Ela quer ser cuidada”, afirmou sob protestos das deputadas presentes.

Flavinho ainda disse às parlamentares que elas não representam as brasileiras. “E não venham me dizer que nós, homens, não entendemos de mulher. Entendemos, sim. É que as senhoras, muitas vezes, não entendem o que é ser amadas e acham que essas mulheres não querem ser amadas como as senhoras. Respeitem as mulheres do Brasil que querem ser mães, que querem ser amadas”, enfatizou.

Assista à fala do deputado a partir de 1:47.

                           
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Sindicatos e Movimentos Populares do Cariri se levantam neste sábado contra o Impeachment

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Sindicatos, movimentos populares e partidos políticos que compõem a Frente Brasil Popular na Região do Cariri realizarão manifestação no próximo sábado, dia 30 de abril, a partir da 8:30h, para protestar contra o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

O protesto será na Avenida Padre Cícero, no limite dos municípios de Crato e Juazeiro do Norte e pretende, segundo os organizadores, denunciar o caráter do impeachment sem crime de responsabilidade que se caracteriza como golpe contra a Constituição Brasileira e a democracia do país. O movimento pretende ainda denunciar a ameaça para a classe trabalhadora de um eventual governo do Vice-Presidente Michel Temer com arrocho salarial, redução dos direitos trabalhistas, cortes nas políticas sociais, privatização das estatais e limitação dos direitos humanos.

A manifestação reunirá diversas categorias de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, juventude, donas de casa e todos aqueles que não aceitam mais um golpe na democracia brasileira.



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Estudantes do Instituto Federal de Petrolina(PE) visitam Altaneira

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Cerca de 15 pessoas entre estudantes e professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia  de Petrolina, no Estado de Pernambuco, estiveram entre os dias 26 e 27 desta mês, visitando o município de Altaneira.

Estudantes do Instituto Federal de Petrolina (PE) conhecendo a Horta Dois Irmãos em Altaneira. Foto: Francilene Oliveira.
Segundo a universitária altaneirense Francilene Oliveira o objetivo da visita era conhecer as mais variadas formas de prática esportiva que tem como espaço a Trilha Sítio Poças e foi intermediada pela Associação dos Condutores de Trilha de Altaneira (Acontrial). Nos dois dias de programação, os visitantes conheceram o histórico da associação e a Horta Dois Irmãos.

Francilene destaca ainda que os visitantes participaram de uma Roda de Conversa sobre Agroecologia e Turismo Comunitário e percorreram a Trilha do sitio poças, tendo sido enfocado os principais aspectos presente na ambientação do local, desde o solo e vegetação predominante aos seus aspectos culturais. A tarde do dia 26 foi realizada a prática do Arborismo, culminando com um acampamento durante a noite sob o som do forró pé de serra do grupo Fulô do Sertão.

No dia 27 o grupo se deslocou até a Pedra dos Dantas no Sitio Tabocas para vivenciar a prática de outro Esporte de Aventura, o Rapel.

A mediação da visita foi realizada pelo grupo Acontrial, fizeram as conduções Ciçô Inventor, Cleodimar Rodrigues, Pedro Rafael Pereira, Cristiane Rodrigues, João Paulo Silva e Francilene Oliveira com a parceria do Professor Erick Agapto, juntamente com João Bel e Família, e colaboração de integrantes do Projeto Arca.

Estudantes em Roda de Conversa. Foto: João Paulo.

Laires, estudante de Agropecuária praticando Rapel. Foto: Francilene Oliveira.

O estudante de Agronomia, João Rafael em prática de Arborismo. Foto: Maria Ingrity

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27 abril 2016

Historiador Leandro Karnal sobre o “Escola Livre” – ‘Ainda não superei o impacto’

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Publicado em sua pagina no facebook

Agradeço aos muitos envios do texto da lei aprovada em Alagoas. Li várias vezes. Ainda não superei o impacto. É um monstro jurídico que afronta a Constituição, restaura a mordaça ditatorial e demonstra uma sanha reacionária intensa. Pode dar margem a uma intensa onda conservadora e, como sempre, invocando altos princípios de neutralidade e cuidado com os alunos, cria a figura hedionda da censura a partir de um ponto de vista arcaico de sociedade. Em nome de um bem cínico (se estão preocupados com as crianças por que não fazem escola materialmente dignas?) atacam a essência do conhecimento. O texto é burro, a intenção é estapafúrdia, o resultado será um desastre. Ainda bem que Alagoas não tem nenhum problema grave a resolver no momento e pode se dedicar a isto. Imagine se o Estado tivesse violência ou desigualdade de renda ou microcefalia às dúzias e os deputados estivessem investindo pesado em calar críticos. Seria um horror, não é? Mas, vamos ao lado positivo. Haveria?


- os deputados federais brasileiros, após as declarações estapafúrdias de voto, tinham recebido a taça de ouro da infâmia e da limitação retórica. O Brasil inteiro sentiu vergonha daqueles seres. Em pouco tempo, as excelências de Brasília perderam o posto para os estaduais de Alagoas que estão com a taça platinum mega blaster. Provamos que Tiririca estava errado quando dizia: pior que tá não fica. Ficou. Tem um alçapão no fundo do poço da dignidade parlamentar e Alagoas descobriu antes de todos.

- as forças obscuras estão com medo dos professores. Talvez seja a melhor notícia. Temos um poder que não suspeitávamos. Eles sabem que somos inimigos do mundo reacionário deles, que garante boquinhas e prebendas. Acabamos de ser homenageados de forma indireta. Funciona como a exposição de arte "degenerada" que os nazistas fizeram: figurar nela era um ponto muito positivo. O sol há de voltar, mas ingressamos numa terrível noite escura. Tudo feito em nome de misericórdia e da justiça, aliás, este era o lema da Inquisição...
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Sindicatos vão ao STF contra projeto que quer calar professores

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Circulou no portal Repórter Alagoas  na manhã desta terça-feira, 26 de abril, a informação de que entidades sindicais vão recorrer ao Superior Tribunal Federal (STF) contra a aprovação da estapafúrdia proposta transformada em projeto de lei intitulado “Escola Livre”, pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas.

Sessão na Assembleia Legislativa de Alagoas.
Foto: Divulgação.
Segundo o artigo, a medida judicial visa suspender os efeitos da lei que tem como pano de fundo a punição aos professores que abordarem em sala de aula sobre política e religião, contrariando convicções de alunos, pais ou responsáveis.

Para o presidente do Sindicato dos Professores (Sinpro), Eduardo Vasconcelos, a ideia é discutir junto ao STF “a constitucionalidade do projeto”. Além do Sinpro, irão aderir a causa o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) e a Procuradoria do Estado.

O governador do estado Renan Filho (PMDB) chegou a vetar o projeto, porém derrubado pela maioria dos deputados ontem(26). Foram 18 votos a favor do projeto e oito contra. Com o feito, o governo tem 48 horas par a promulgação da lei.

A autoria dessa descabida e descontextualizada proposta é do Deputado Nezinho com mandato pelo PMDB.

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Informações em Foco faz 5 anos na rede mundial de computadores: Gratidão a todos(@s)

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Nesta quarta-feira, 27, o blog Informações em Foco (IF) está completando 5 anos na rede mundial de computadores. Durante todo esse tempo ganhamos credibilidade e o status de portal mais acessados da pequena cidade alta (Altaneira) e um dos mais vistos da região do cariri.

Em tempo queremos externar a nossa gratidão de forma especial aos parceiros mais próximos e companheiros de blogs, a você leitor, a você leitor@, aos que contribuem para o template e, claro, a Valéria Rodrigues que tem dedicado um pouco do seu tempo para fazer as revisões ortográficas.

Parcerias

A parceria com o jornal O Povo continuará e reforçemos aqui que estaremos sempre indo de encontro com o que apregoa o slogan deste portal – “A serviço da cidadania”. Este ano, mais uma parceria foi firmada. As alunas Ana Daiane e Kézia Adjane atuarão como colunistas que mensalmente escreverão acerca de temas como Homofobia, Racismo, Feminismo, Protagonismo Negro e Indígena, Sentimento de Pertencimento, vindo a se configurar como uma das formas deste blog está estimulando o protagonismo juvenil.

Séries

Neste percurso, procuramos dar visibilidade a grupos sociais marginalizados pela sociedade por um outro viés e, para tanto, enfocando o protagonismo dessas classes. Criamos a série "Personalidades Negras que Mudaram o Mundo" o que nos tem rendido aplausos  de diversas partes do Brasil. Este ano intencionamos discorrer acerca da série "Personalidade Indígenas que Mudaram o Mundo".

Fez parte também das nossas escritas as séries “Educadores que Mudaram a Educação”, “Blogueiros de Altaneira” e “Conhecendo a Constituição Federal de 88: Conhecer para Respeitar”. Estas séries têm nos proporcionado uma grande quantidade de acessos e comentários.

Porém a visibilidade e a credibilidade do IF só são possíveis porque temos você leitor, você leitor@, colaboradores (@s) como propagadores (@s) dos nossos ideais. Continuaremos na luta e não nos deixaremos seduzir pelo elitismo e tão pouco pelo sensacionalismo.

Gratidão a todos(@s) e um forte e fraterno abraço!!!




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26 abril 2016

Um olhar sobre a comissão no Senado que trata do Impeachment em 6 pontos

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Escrevo abaixo em seis pontos um olhar sobre a Comissão no Senado que analisará a admissibilidade do Impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT):

Comissão no Senado que analisará o impeachment da presidenta Dilma tem o PMDB e o PSDB na presidência e na relatoria, respectivamente. Foto/Divulgação.
1 - Presidente - Raimundo Lira com mandato pelo PMDB, agremiação beneficiada diretamente com o afastamento da petista;

2 - Relator - Antônio Anastasia, do PSDB, partido derrotado nas eleições de 2014 e que quer a qualquer custo voltar ao poder, nem que para isso patrocine o golpe e se alie em um primeiro momento com o PMDB.

3 - A intenção do PMDB é assumir a presidência de qualquer jeito, já que pela via democrática não consegue. Uma rápida pesquisa na história comprovará que todos aqueles pmdbistas que chegaram a presidência não foi através do voto popular. Cito aqui José Sarney em 1985 e Itamar Franco (1993). Se a história se repetir como está caminhando para tal, Michel Temer (2016); As mãos do Temer nesse processo já foi colocada.

4. De igual modo, o PSDB que de social e de democracia só tem o nome. A agremiação descontente com a perca das eleições passadas insiste em romper com a frágil democracia e tirar a autoridade de mais de 54 milhões de brasileiros e chegar indiretamente ao poder mediante cargos em uma futura gestão do PMDB, o Serra cotadíssimo para os ministérios da saúde e da fazenda é exemplo do que ora se expõe.

5 - Com os fatos expostos, creio e me arrisco a dizer que o relatório pela admissibilidade do processo de Impeachment já estará pronto antes mesmo de ouvir a defesa;

6 - A sessão no senado não será muito diferente do que se percebeu no último dia 17 de abril quando deputados sem a maior afinidade com as causas públicas e com afinco pelo imoralidade votaram sem fazer jus ao nome que carregam - "representantes do povo".


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25 abril 2016

'Se seguirmos o caminho da Câmara, vamos banalizar o impeachment', diz Gleisi Hoffmann

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Se quiserem ter o mesmo rumo da Câmara dos Deputados e fazer aquela discussão 'bonita' e sem base constitucional ou jurídica é uma opção”, afirmou hoje (25) a senadora Gleisi Hoffmann (PT-RS), durante sessão de eleição da Comissão do Impeachment na Casa. A petista apelou para que os membros do Senado analisem o processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff de acordo com seu texto e com a Constituição.

Gleisi afirmou que o Senado deve avaliar o processo, sem
estender o objeto.
A peça de pedido de impedimento que veio da Câmara traz duas acusações. A primeira é o atraso de pagamentos ao Banco do Brasil e a segunda a edição de seis decretos de créditos suplementares. Não consta BNDES nem fala de pedaladas”, afirmou. Acusações que, para Gleisi, não configuram crime de responsabilidade. “Eles foram definidos como circunscritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se quiserem discutir outras pedaladas vão ter que abrir um novo processo”, disse.

O processo de impeachment, regido pela Lei 1079/50, determina a exigência de conduta ilícita e dolosa. O chefe de estado deve ter praticado atos que encontrem respaldo na lei, durante o mandato vigente. Gleisi argumentou que as chamadas “pedaladas fiscais” referem-se ao ano de 2014 e, os objetos presentes na peça da Câmara contemplam apenas o atual mandato, ou seja, a partir de 2015. “Eu desafio, do ponto de vista constitucional, a qualquer senador me provar que tenha algum outro crime no processo”, afirmou.

Mais do que uma defesa da presidenta, faço uma defesa da democracia e da Constituição. Se seguirmos o mesmo caminho da Câmara, vamos banalizar o instituto do impeachment”, disse a senadora. “É melhor, então, ter a coragem de propor um novo plebiscito para trocar o sistema de governo. Aí estaríamos fazendo um voto de desconfiança e não um julgamento de um crime”, afirmou, em referência ao sistema parlamentarista, onde o Legislativo possui a possibilidade de derrubar chapas executivas por ausência de base parlamentar.

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Higor e Lindevaldo dividem liderança do Campeonato Municipal MTB de Altaneira

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Com participação de ciclistas Crato, Juazeiro do Norte e da cidade pernambucana de Trindade, realizou-se na manhã de ontem (24/04) no Circuito da Trilha Sítio Poças a terceira etapa do Terceiro Campeonato Municipal MTB de Altaneira.

Lindevaldo, vencedor da 3º etapa empata na
liderança com Higor Gomes. Foto: Raimundo
Soares Filho.
Lindevaldo foi o vencedor no Grupo Local completando as seis voltas em 1h.46min.51seg., Higor Gomes foi o segundo colocado e Bruno Roberto, chegou em terceiro. 

Mais uma vez apenas 9 ciclistas altaneirenses participaram da segunda etapa e a Classificação no grupo Local na etapa foi assim:

1) Lindevaldo Ferreira - 6 voltas - 1h.46min.51seg.;
2) Higor Gomes  - 6 voltas - 1h.53min.14seg.;
3) Bruno Roberto  - 5 voltas - 1h.41min.41seg.;
4) Ricardo Pereira - 5 voltas - 1h.51min.25seg;
5) Jonathan Soares - 4 voltas - 1h.28min.44seg.;
6) Paulo Robson - 4 voltas - 1h.42min.24seg;
7) Raquel Guedes - 3 voltas - 1h.46min.52seg;
8) Ryan Batista - 2 voltas - 54min.12seg;
9) Eduardo Amorim - 1 volta - 26min.50seg.

Dentre os visitantes o ciclista juazeirense Kelvyn Kleber venceu mais uma vez e e Vanderlei Calista pela terceira vez seguida foi o segundo colocado. Lucas de Brito chegou em terceiro.

 A Classificação do Grupo Visitantes na etapa foi a seguinte:

1) Kelvyn Kleber - 6 voltas - 1h.44min.13seg.;
2) Vanderlei Calista - 6 voltas - 1h.47min.30seg.;
3) Lucas de Brito - 6 voltas - 1h.57min.04seg.;
4) Francisco Serafim - 6 voltas - 1h.59min.49seg.;
5) Luis Carlos Barroso - 6 voltas - 2h.03min.38seg.;
6) Jefferson Gomes - 5 voltas - 1h.51min.36seg.;
7) Allef Melo - 5 voltas - 1h.51min.53seg.;
8) Emanuel Vieira - 5 voltas - 1h.55min.37seg.;
9) Ciro Coutinho - 5 voltas - 2h.00min.50seg.;
10) Beto Ciclo - 5 voltas - 2h.07min.12seg.;
11) Carlos Silvestre - 4 voltas - 1h.07min.28seg.;
12) Francisco Thiago - 3 voltas - 1h.07min.07seg.;
13) Josué Silva - 3 voltas - 1h.11min.50seg.;
14) Pedro Bruno - 3 voltas - 1h.14min.36seg.;
15) Willamy Brito - 3 voltas - 1h.32min.03seg.;
16) Andreia Alencar- 3 voltas - 1h.47min.02seg.;
17) Angelo Gabriel - 2 voltas - 1h.00min.52seg.;
18) Rafael Alves - 2 voltas - 55min.18seg.;
19) Maecio Marcelino - 2 voltas - 1h.23min.03seg.;

A terceira etapa contou ainda com a participação das ciclistas Raquel Guedes e Andreia que respectivamente ficaram em primeiro e segundo lugar com os três voltas cada e os tempos de 1h.46min.20seg. e 1h.47min.02seg.

Os participantes do sexo masculino são divididos em duas categorias e os três primeiros colocados recebem medalhas, confiram as posições:

Júnior Visitantes:

1) Francisco Serafim (Crato);
2) Allef Melo (Juazeiro do Norte);
3) Emanuel Vieira.

Júnior Local:

1) Ricardo Pereira;
2) Ryan Batista;
3) Eduardo Amorim.

Veterano Visitantes:

1) Luis Carlos (Crato);
2) Ciro Coutinho (Trindade-Pe);
3) Beto Ciclo (Crato).

Veterano Local:

1) Paulo Robson;

Elite Visitantes:

1) Kelvyn Kleber (Juazeiro do Norte);
2) Vanderlei Calixta (Juazeiro do Norte);
3) Lucas de Brito (Crato).

Elite Local:

1) Lindevaldo Ferreira;
2) Higor Gomes;
3) Bruno Roberto.

Mais uma vez o evento contou com uma boa participação de público. A próxima etapa do Municipal está marcada para o último domingo do próximo mês (29/05), na mesma hora e no mesmo local.

A mesa de cronometragem foi coordenada pelos estudantes Pedro Rafael e André Victtor, respectivamente presidente e secretário da Comissão Organizadora do evento. Atuaram como Fiscais de Prova Lino Ferreira e Derlan Rodrigues.

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O golpe escarrado e cuspido na cara da nação, por Nêggo Tom

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É triste constatar que o respeito à pessoa e as opiniões esteja cada vez mais limitado. A crise que o país atravessa, motivada por uma disputa política e partidária, tem feito muitos reféns, e esses se encontram em um cativeiro de ignorância, falta de bom senso e alto grau de presunção. Assim como na síndrome de Estocolmo, onde a vítima é submetida há um tempo prolongado de intimidação e passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor, a síndrome do golpe faz com que o psicológico das vítimas apresente características bem parecidas. A diferença é que na segunda patologia, não existem vítimas e nem intimidação, mas sim voluntários, que através de identificação espontânea e ideológica, legitimam a ação de seus “sequestradores”.

Políticos, artistas e outras personalidades que se posicionam a favor do governo e contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, vêm sofrendo agressões morais e ataques pessoais sejam esses nas redes sociais ou em lugares públicos. O caso mais recente envolve o ator José de Abreu, petista e defensor ferrenho do atual governo, que juntamente com a sua esposa foi agredido com ofensas morais em um restaurante em São Paulo. Entre os xingamentos, os já conhecidos clichês, vagabundo, ladrão e comunista. Na síndrome do golpe a vítima não raciocina por si mesma, ela já entregou o próprio cérebro, por identificação e convicção, ao seu sequestrador ideológico. É ele quem manipula as suas ações e os seus sentimentos menos nobres, aqueles que já estavam dentro dela esperando alguma motivação para sair do armário.

Tenho absoluta certeza que José de Abreu não foi até a mesa do casal para chamá-los de “coxinhas” ou de golpistas, mas tenho a mesma certeza de que o casal de anônimos, ao vê-lo no recinto, quis fazer o seu papel de “cidadãos de bem” que costumam enquadrar todo e qualquer petista, ou defensor do governo, para chama-lo de vagabundo e manda-lo ir pra Cuba. Assim já fizeram com Chico Buarque e com outros artistas que se posicionam abertamente a favor do PT. Os caras provocam. Querem impor a sua arrogância a todo custo, como se apenas existisse vida inteligente e útil do lado direito da política nacional e nas rodas de carteado e pôquer dos cassinos clandestinos existentes no submundo da elite absolutista. Chamam de vagabundo e de ladrão quem apoia o governo, mas se levarmos em conta que Dilma teve mais de 54 milhões de votos, será que podemos considerar o mesmo quociente para calcular o número de vagabundos e ladrões existentes no país?

José de Abreu revidou as agressões cuspindo no rosto do casal, assim como o deputado Jean Willys já havia feito com Jair Bolsonaro em pleno congresso nacional durante a votação do processo de admissibilidade do impeachment. Em minha opinião, cuspir no rosto de alguém está errado. É uma atitude reprovável e baixa demais. Mas também entendo que ofender moralmente as pessoas em locais públicos, por diferenças políticas, é igualmente reprovável e tão baixo quanto. Democracia é saber respeitar as opiniões que nos sejam contrárias. Ninguém é dono da verdade, até porque a verdade é uma só e não se deixa corromper pela pretensão de alguns "cidadãos de bem" que querem tomar posse dela de maneira absoluta e inconsequente. Nenhuma forma de radicalismo tem parentesco com a verdade e favorece o bem comum. Essa generalização que vem sendo aplicada contra quem se opõe a direita é puro fascismo e precisa ser combatida. Não a cusparadas, mas de forma judicial, ou na pior das hipóteses, em vias de fato, se for necessário.

É irracional e inconsequente acusar de banditismo quem segue uma ideologia política contrária a nossa. Tomamos para si uma ideologia ou uma posição política por inúmeros motivos. Eu não sou filiado ao PT, mas sou contra o impeachment, pois acho que é golpe. As minhas convicções políticas me levam a essa opinião. E daí? Você pode ter a Amy Winehouse como ídolo e nem por isso querer se consumir em drogas como ela. Ou não seria inconsequente apontar como torturadores, todos que declaram apoio ao deputado Jair Bolsonaro? Seria racional julgar como estelionatários e charlatões todos os que congregam sob a doutrina de Marco Feliciano e Silas Malafaia? Seria correto rotular como traidores e indignos de confiança todos os cidadãos que apoiam um possível governo Temer? Podemos classificar como Psicopatas todos aqueles que adotaram Eduardo Cunha como o seu malvado favorito?

Existem erros no PT, da mesma forma que existe no PSDB, no PMDB, no DEM, no PSB, no PTB e em todos os partidos. Aliás, já está mais do que provado que os partidos com o maior número de políticos envolvidos em corrupção são o PSDB, DEM e PMDB e nem por isso os falsos moralistas e coxinhas indignados abandonam a simpatia por essas siglas e muito menos exigem, com o mesmo rigor que exige para o PT, uma punição para eles. Tanto é que entrega em suas mãos a esperança de um Brasil melhor. Melhor para eles, é claro. Um Brasil que volte a ser escravocrata com a flexibilização das leis trabalhistas e com a terceirização. Um Brasil que volte a ser totalitarista, tendo o pobre como servo do estado e da elite dominante. Um Brasil que volte a ser deles, para eles, como eles quiserem e onde a onipotência, a onipresença e a onisciência da nossa direita elitista, determine, em nome de Deus, o destino do restante da nação.

Não nos cuspirão!
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23 abril 2016

O Legado de Simone de Beauvoir

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Por Maria Pionório, na Revista Parâmetro

Simone de Beauvoir sem sombra de dúvidas foi uma das figuras mais importantes do feminismo, conquanto não quisesse ser relacionada com este termo. Como afirma em A força das coisas nunca nutri a ilusão de transformar a condição feminina, ela depende do futuro do trabalho no mundo (…) É por isso que eu evitei me fechar no que chamam de ‘o feminismo’.” (BEAUVOIR, 1963, p. 267). Dramaturga, escritora e filósofa existencialista Simone de Beauvoir juntamente com Jean – Paul Sartre foi uma das fundadoras da revista Os Tempos Modernos (Les Temps Modernes em francês) criada em 1945, periódico este que se caracterizava por suas posições radicais consideradas esquerdistas. Beauvoir publicou mais de 20 obras e seus escritos estão separados em ensaios, romances e memórias.

Beauvoir publicou mais de vinte obras. 
Dentre seus livros mais famosos não poderia deixar de citar O segundo sexo, obra que a consagrou no rol das escritoras feministas em 1949 e que causou grande reboliço no Vaticano que o colocou no index e Os Mandarins (1954) obra que lhe concedeu o disputado prêmio de literatura francesa Goncourt.

Além das obras citadas, Simone de Beauvoir publicou as seguintes obras: A Convidada (1943), O Sangue dos Outros (1945), Todos os Homens são Mortais (1946), Por uma Moral da Ambigüidade (1947), Deve-se Queimar Sade? (1955), O Pensamento de Direita, Hoje (1955), A Longa Marcha (1957), Memórias de uma Moça Bem-Comportada (1958), A Força da Idade (1960), A Força das Coisas (1963), Uma Morte Muito Suave (1964), A Velhice (1970), Balanço Final (1972), Quando o Espiritual Domina (1979), A Cerimônia do Adeus (1981), dentre outras mais cujas traduções não foram realizadas para o português.

A obra de Simone de Beauvoir não se circunscreve apenas as questões feministas de sua época, ao contrário sua obra ultrapassa o dialogo do feminismo e preocupa-se intensamente com a questão da liberdade. Em sua obra Por uma Moral da Ambigüidade Simone afirma “(…) o indivíduo é definido apenas por sua relação com o mundo e com outras pessoas, ele só existe por transcender a si. E sua liberdade só pode ser alcançada através da liberdade dos outros.” (BEAUVOIR, 2004. p.125).

Beauvoir defende a ideia de que a liberdade não deve ser concebida como a liberdade de uns contra os outros, mas sim a liberdade de todos (o que muitas correntes do movimento feminista não entendiam). Beauvoir entendia a liberdade como um compromisso, compromisso com o outro e consigo mesmo e em uma de suas célebres frases declara “Eu existo fora de mim, e por toda parte do mundo não há uma polegada sequer de meu caminho que não se insinue num caminho alheio.”

É devido a sua abordagem crítica filosófica, como afirmam muitos estudiosos de sua obra que Simone é considerada uma mulher à frente de seu tempo. E justamente por isso é que seria um erro pensar que suas obras estão ultrapassadas. Ao contrário, quanto mais se lê Simone de Beauvoir maior é a certeza de que seus escritos ainda são essenciais para refletirmos e repensarmos nossas ações.

O legado de Simone de Beauvoir tida como pioneira do feminismo (embora não gostasse desse rótulo) influenciou de forma significativa os estudos e discussões sobre o movimento feminista, contudo penso que o conjunto de sua obra não deve ser lembrado apenas pelo advento do feminismo, mas sim pela a sua audácia em expor suas ideias e contraposições de maneira singular defendendo a liberdade de expressão, bem como os ideais existencialistas em que acreditava e praticava.

Geralmente as pessoas lembram Simone de Beauvoir associando-a apenas a uma única obra: O segundo sexo e esquecem que seus escritos contribuíram para a sociedade transcendendo a esfera do feminismo e abordando vários conceitos da vida cotidiana. Por exemplo, em Todos os Homens são Mortais Beauvoir realiza uma profunda reflexão sobre o sentido da existência humana, em A Velhice critica as ações da sociedade perante os idosos e em A Convidada expõe as alternativas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual. Talvez, uma de suas maiores heranças seja a reflexão da mulher como o “outro” e que nos dias atuais podemos alocá-la para uma concepção mais ampla. O “outro” pode ser entendido atualmente como o diferente (as diferentes etnias, o pluralismo de religiões, as diferentes opções sexuais e etc.), ou seja, quantos e tantos “outros” nós construímos ao longo de nossa história por meio de nossa cultura? Além disso, o “outro” pode ser entendido como o diferente e o igual ao mesmo tempo, o oposto de mim, dentro de mim, ou seja, o “outro” também somos nós!

Na medida em que construímos “outros” em nosso cotidiano, haja vista que o ser humano pode ser entendido como um ser multifacetário que busca incansavelmente corrigir-se para superar suas limitações. O ser humano vive em um processo contínuo de construção e como afirma Pedro Goergen “é um “ser a caminho de si mesmo” e ele é o único que pode percorrer esta estrada.” (GOERGEN, 2005, p. 84).

Está aí uma proposta interessante de estudo que merece ser mais bem abordada e porque não pelo viés da obra de Simone de Beauvoir. Enfim, Simone de Beauvoir realmente foi uma mulher à frente de seu tempo e ainda há de nascer alguém que ultrapasse a grandeza de seu legado.
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