12 março 2016

Sobre as manifestações: Dia 13 NÃO, dia 18 SIM. Entenda


Publicado originalmente na Rede Brasil Atual sob o título “Movimentos sociais reafirmam que não realizarão atos no dia 13”.

A rede Frente Brasil Popular, que congrega 65 movimentos sociais e sindicais, reforçou hoje (11), em entrevista coletiva, que as organizações não realizarão atos em São Paulo neste domingo (13), quando está marcada uma manifestação pela destituição da presidenta Dilma Rousseff, na Avenida Paulista.

Ato do dia 18 defenderá a democracia, programas sociais e não ao golpe.
Lideranças desmentiram a informação de que haviam pedido autorização para realizar um ato no mesmo local e nos mesmos dia e horário. O governador Geraldo Alckmin chegou a proibir manifestações pró-Dilma na Avenida Paulista, por questões de segurança.

"Nós não vamos estar na rua domingo porque propomos um projeto para o país diferente de quem estará. Eles pedem o Estado mínimo, a volta da ditadura, a privatização da Petrobras e a subordinação do Brasil frente ao FMI. Nós defendemos a ampliação de direitos, os projetos socais, a reforma agrária e a Petrobras", disse o presidente da CUT-SP, Douglaso Izzo.

"Aqui em São Paulo sabemos que o governo de Geraldo Alckmin está envolvido no desvio da merenda, no cartel do Metrô, no sigilo da Polícia Militar, mas não estamos pedindo o impeachment dele. Respeitamos a democracia e a decisão popular", afirmou a presidenta da União Estadual dos Estudantes (UEE), Flávia Oliveira.

Participaram da coletiva representantes da CUT, da Central de Movimentos Populares (CMP), da CTB, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da UEE e do Levante Popular da Juventude. Os movimentos reforçaram a convocatória para um ato em defesa da democracia na próxima sexta-feira (18), também na Avenida Paulista.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve pedido de prisão preventiva solicitado pelo Ministério Público de São Paulo na quinta-feira (10), participará do ato. Douglas Izzo afirmou que Lula vai iniciar uma série de viagens pelo país para mostrar sua narrativa da atual conjuntura política.

"A intenção foi criar, com a condução coercitiva de Lula e com o pedido de prisão preventiva, um fato político que justifique o avanço da onda conservadora no Brasil", disse o representante do MST Mateus Gringo. "Nós fazemos a crítica ao governo também, porque não temos um compromisso com ele. Temos um compromisso com os direitos dos trabalhadores."

O ato do dia 18 terá concentração a partir das 15h, no vão livre do Masp, e seguirá pela Consolação até a Praça da República. Está marcada uma segunda manifestação, com a Frente Povo Sem Medo, para o dia 31.

2 comentários:

  1. Por quê marcaram dia 18 e 31? Por quê em dia de semana? A idéia é não ter quorum??? Por quê não no próximo domingo dia 20?

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    1. Pq esses que dizem defender os trabalhadores contra os patrões malfeitores não trabalham.. Vivem de repasses do governo e pão com mortadela. Além do mais, domingo tem Corinthians, e o Brahma não iria perder o jogo.

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