22 fevereiro 2016

Museu da África: A história contada pelos protagonistas



Continente com maior número de países, a África abriga ao todo 54 nações e é considerada o berço da humanidade. O local ainda possui uma das maiores diversidades étnicas de todo o planeta, que pode ser percebia nas mais diferentes culturas adotadas pelos povos que habitam suas cinco regiões.

O que não falta em África é história, esta que segue uma linha cronológica de milhares de anos até contemporaneidade, ao mesmo tempo em que planeja um futuro com ainda mais protagonismo. Para conhecer esta bela e profunda história da maneira mais interessante possível nada melhor do que pelo ponto de vista africano. Por isso indicamos os 10 museus mais interessantes que os viajantes não podem deixar de visitar no continente:

Popularmente chamado de Museu do Cairo, o prédio inaugurado em 1902 o prédio possui ao todo 120 mil itens que contam a história do Egito Antigo. Foto: Reprodução.
Museu egípcio – Cairo, capital do Egito, é um dos lugares mais misteriosos e intrigantes do mundo. Terra de lendas, mitos e mercados movimentados, a cidade abriga em suas ruas estreitas e de tráfego pesado um dos museus mais interessantes do continente. Popularmente chamado de Museu de Cairo, o prédio, inaugurado em 1902, possui ao todo 120 mil itens que contam a história do Egito antigo e é o lar do maior número de peças da era faraônica. O catálogo conta com tesouros do Rei Tutankhamon, faraó do Egito antigo, que fascinam os pesquisadores pelo fato de ter morrido precocemente (c. 1346 a.C. – 1327 a.C), ser enterrado e um túmulo relativamente simples e principalmente por ser uma das poucas sepulturas reais encontradas quase intactas.

Locado em Gana, o espaço tem como objetivo
criar uma nova era no meio cultural ganense.
Nubuke Foundation – Localizado em Gana, o espaço tem como objetivo criar uma nova era no meio cultural ganense. Em Ewe, uma das línguas oficiais do país, ‘nubuke’ significa ‘novo amanhecer’, título que ilustra bem este intuito. Estabelecido em uma charmosa casa cercada por árvores, o centro cultural não está na lista de suntuosos museus africanos, contudo marca presença aqui por incentivar, usando como trunfo práticas artísticas de um ponto de vista local sobre a história e a arte de Gana, evitando o clichê das versões contadas e curadas majoritariamente por estrangeiros. Entre obras que unem a arte do barro com as novas técnicas de esculturas, exposições que propõem o encontro entre videoarte e fotografia e galerias de artes plásticas, a fundação artística está sempre presenteando o mundo com os novos olhares africanos.

Concretizado a partir de doações de clientes e artistas, o museu contribuiu para o desenvolvimento social e cultural do país. Foto: Divulgação.
Museu Zinsou – Localizado na parte ocidental da África, o Benim tem pouco mais de oito milhões de habitantes e forte ligação com o Brasil. Hoje, o país é dono de um dos museus mais interessantes de toda a África. Criado há pouco mais de um ano pela Fundação Zinsou, o Museu Ouidah se tornou o maior museu de arte contemporânea do continente. Localizado na cidade de mesmo nome, o prédio traz ainda mais brilho para a já charmosa vila portuária, conhecida no Brasil por sua arquitetura que lembra muito Salvador e pela forte presença de afro-brasileiros que voltaram em busca de suas raízes, trazendo consigo sua cultura e tradições aprendidas no Brasil. Concretizado a partir de doações de clientes e artistas, o museu está se tornando referência no segmento e contribuindo para o desenvolvimento cultural e social da região, por meio da educação e do incentivo a criação artística e expositiva.

Referência em artes visuais no leste da África, a galeria se dedica a promoção das práticas artísticas inovadoras e contemporâneas do Quênia. Foto: Divulgação.
Kuona Trust – Referência em artes visuais no Leste da África, a galeria se dedica a promoção das práticas artísticas inovadoras e contemporâneas do Quênia. Organização sem fins lucrativos, o Kuona foi fundado em 1995 e promove o trabalho de cerca de 500 artistas, além de capacitar outros milhares.

Com o quê de abstrato, as milhares de estátuas formam o Museu Tengenenge, criado em 1996 e que já recebeu
obras de três gerações de artistas. 
Tengenenge – Em uma pequena vila do Zimbabwe entre o centro e o norte está localizado um lugar mágico e repleto de esculturas de pedra serpentina que podem chegar até dois metros de altura. Com um quê de abstrato, os milhares de estátuas formam o Museu Tengenenge, criado em 1996 e que conta com obras de três gerações de artistas. Tengenenge é fruto da criatividade de 150 famílias artistas. O local, uma verdadeira plantação de esculturas, é um dos mais renomados do país e possui como filosofia o não uso de aparelhos elétricos na confecção das obras e a autoaprendizagem. Vale a pena conhecer.

Situado na segunda maior cidade de Burkina Faso, Bobo - Dialasso, um pequeno e rico museu conta a história da música tradicional do país. 
Museu da Música – Inegavelmente a música é um dos pontos fortes da África, isso pela sua diversidade e variação de gêneros. Pois em Burkina Faso toda esta efervescência está documentada no Musée de La Musique. Situado na segunda maior cidade de Burkina, Bobo-Dioulasso, este pequeno museu, com cinco salas acanhadas é dono de uma coleção de mais de 40 tipos de instrumentos tradicionais.

Para explicar os caminhos percorridos pela música no país, os visitantes têm acesso a um documentário e complementam o aprendizado quando entram em contato com instrumentos únicos como tambores, flautas e os famosos djembes. Em sua humildade, o Museu da Música de Burkina Faso brinda o público com uma rica e valiosa coleção.

Museu do Apartheid – Durante muito tempo Joanesburgo, maior cidade da África do Sul, viveu momentos tristes de racismo e intolerância onde brancos e negros eram proibidos de se “misturarem”. Este tempo que perdurou por 40 anos ficou conhecido como apartheid (vidas separadas em africâner), período que é documentado em um museu homônimo e parada obrigatória para os que querem entender melhor a história.

No museu, a linha do tempo da segregação racial é contada de forma didática e interativa. Tudo é muito real e forte. Logo na chegada, para sentir o que era ser negro ou branco naquele tempo, o visitante recebe um bilhete que levando em consideração sua cor de pele, lhe dá acesso a entradas diferentes. Com inúmeras referências a Nelson Mandela, símbolo da luta contra o regime, o museu é extenso e exige bastante disposição, pois há muito que se ver, sentir e refletir.

Village Museum – Formado com o objetivo de demonstrar e preservar a cultura dos grupos étnicos da Tanzânia, o museu localizado na cidade de Dar Es Salaam apresenta um importante registro histórico da arquitetura do país. Pensado para abrigar as artes a céu aberto, o espaço reconstituiu as variadas habitações de cada uma das populações nacionais, revelando as tecnologias indígenas utilizadas durante sua construção.

Integram o acervo as seguintes comunidades tradicionais: os Wazaramo, predominantemente islâmicos e habitantes da costa de Dar Es Saalam, os Nayambo, pessoas de língua Bantu, conhecidos pelas habilidades de confecção de cerâmica, os Maasai, grupo étnico Nilotas seminômade e original da região no Nilo, os Gogo, que vivem na região de Dodoma, no centro da Tanzânia, em casas sustentadas por estacas de madeira e suplementadas por galhos mais finos e por fim os Fipa, também de língua Bantu e habitantes do sudoeste do planalto da Tanzânia.

Museu Maropeng – Como foi abordado no início, o continente africano é considerado o berço da humanidade. Precisamente em Sterkfontein está um museu que dá aos visitantes a chance de reviver a história desde o nascer da primeira célula até o desenvolvimento das 1.3 milhões de espécies em todo o mundo. Interativo e com toques de modernidade (com direito a passeio de parco dentro da exibição) o espaço é casa do mais antigo fóssil do mundo, Little Foot, que habitou as cavernas da região e acabou desbancando Lucy, da Etiópia na corrida de “precursor” da raça humana.

Galeria de Arte Matisse – O espaço que fica em Marrakech, no Marrocos, possui 12 anos de vida e é uma instituição reconhecida dentro e fora do país. O local foi fundado com o objetivo de promover a arte marroquina e desenvolve trabalhos que servem de plataforma para artistas contemporâneos. Os ambientes são tomados por quadros, poltronas e obras diversificadas que ilustram a riqueza da cultura local.





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