domingo, 13 de setembro de 2015

Tipos de Faceanos e sAppianos. Em qual deles você se enquadra?


Com o advento da internet inúmeras ferramentas de comunicação despontaram. As mais comuns e também as que mais tem tomado tempo de crianças, adolescentes, adultos e até os mais experientes em idades são, sem dúvida, as redes sociais.

Há aquelas que por ser mais simples e de maior envolvimento acabam por consumir quase que o dia inteiro dos internautas, a saber: Facebook e WhatsApp. No entanto, o que mais tem me chamado a atenção são os tipos de usuários conectados nessas duas redes sociais. Elenco abaixo os mais comuns, não necessariamente nessa ordem:


I - Corujão. São aqueles que não vivem sem a conexão. Participam de todos os grupos. Seja por ser adicionado ou por solicitar a participação. Leem de tudo. Mas não emitem opinião sobre nenhum assunto e é raro as vezes que publicam algo;

II -  Babão. Esses são os mais fáceis de se identificar. Estão vinte e quatro horas conectados. Não tem opinião própria e se mete a curtir, comentar e compartilhar algo de seus assemelhados, sem se quer julgar as procedências do que se está lendo;

III - Elitista Neoconservador. Não se enganem. Há pessoas que pensam que esse tipo de internauta inexista. Porém, são muito comuns e lhe damos diariamente com eles/as. São os que se arvoram de um discursos “revolucionário” e de defensores das minorias, mas suas ações e suas publicações colocam em xeque suas convicções, sendo, portando, porta-vozes das classes dominantes;

IV - Elitista não alfabetizado. O que tem de internauta sem o mínimo de conhecimento (não falo de conhecimento relacionado a norma culta) na área não está no gibi. São aqueles que conseguem agregar a falta de jogo de cintura com a mídia, os procedimentos tecnológicos com a ausência de filtração da informações e acabam sendo um mero reprodutor dos grandes veículos de comunicações (Globo, Folha de São Paulo, Veja, Estadão.....) que não tem a mínima preocupação com os grupos às margens do poder. São ainda os reprodutores de clichês. Sua informação e formação é, portanto, midiatizada;

V - Ceticistas. Esses estão cada vez mais em ascensão ante os caminhos que o país está trilhando (fruto, inclusive de um processo histórico. Não se deve ser hipócrita e muito menos despolitizados e acreditar que essa fase ruim é de agora). Por terem tentado mudar algo e não ter conseguido estão nas redes apenas para desopilar de uma rotina estressante;

VI - Politizados. Já esse grupo, ao contrário do último estão em queda constante. Em primeiro lugar, porque encontrar alguém com um nível de politização hoje é como procurar uma agulha em um palheiro pelas condições em que formos formados. Em segundo, porque os poucos que por aqui se encontraram passaram a integrar os ceticistas. Os politizados são aqueles que ainda acreditam que é pelo caminho da informação para gerar formação de opinião e da democratização da mídias que se pode conseguir algo melhor para o pais. Esses preferem dar voz aos setores que sempre foram e estão em condições desumanas. São ainda os que trilham caminhos desconexos com a elite e com o conservadorismo.



Um comentário:

  1. Gostei da postagem! Concordo com muitos aspectos abordado no grupo dos politizados! A democratização da mídia é dá acesso a informação e acima de tudo formar opinião... fugindo da chamada "grande mídia" defensora dos que detém os meios de comunicação! Penso assim...

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