31 julho 2014

Jovens altaneirenses apostam no Xadrez no desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem

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Já não é novidade que o xadrez é um jogo que provoca estímulos e respostas para problemas e os desafios, vindo a desenvolver a capacidade cognitiva do jogador. Na forma Pedagógica o xadrez já é parte integrante do currículo escolar básico de vários países e assim, diversos projetos sociais tem demonstrado sua eficiência em melhoras significativas sobre alguns aspectos, a saber: memória, imaginação, concentração e inteligência.

Este signatário em recentes pesquisas sobre a temática verificou que um dos nossos vizinhos, a Venezuela, a partir do seu Ministério da Educação, também vem investindo neste jogo como uma das principais ferramentas pedagógicas. Lá é desenvolvido o “Projeto Xadrez” e chegou-se a conclusão que o estudo do jogo não somente estimula a inteligência, como os avanços alcançados no campo intelectual tendem a manter-se no tempo.

É notório, portanto, que o xadrez pode e deve ser estimulado a ser implantado em todas as instituições de ensino do Brasil, haja vista sua já comprovada importância no melhoramento do processo ensino-aprendizagem. Não resta dúvida que disciplinas como matemática, redação, história e formação humana terão ganhos de aprendizagem significativos, além de fazer com que se tenha um desabrochar de características fundamentais em bom relacionamento social, tais como a capacidade imaginativa, o pensamento lógico, o senso de responsabilidade social, a ética e a solidariedade. 

Jovens altaneirense por ocasião do I Torneio de Xadrez.
Foto: Fábio Barbosa.
Pensando por este norte foi que um grupo de amigos formado por membros da Associação Universitária de Altaneira – AUNA, ex-alunos (a) do ensino médio resolveram implantar instituições de ensino do município de Altaneira, de nível fundamental e médio podem implantar, como atividades extracurriculares, fora do horário de aulas, o jogo de xadrez. Toda via, como preparação já foi desenvolvida na Fundação Educativa e Cultural ARCA  estudos sistemáticos junto a crianças e jovens que participam dos projetos desta entidade. 

Nessa linha preparativa um campeonato envolvendo 12 competidores foi realizado no auditório dessa mesma fundação e um outro está marcado para ocorrer já neste final de semana.

No último sábado, 26 de julho este signatário e Cláudio Gonçalves estivemos participando do Planejamento dos professores da rede municipal de ensino, na Escola de Ensino Fundamental 18 de Dezembro com a finalidade de apresentar o projeto e como esta instituição pode participar. No ensejo, a diretora Valneir Costa se mostrou sensibilizada, assim como o corpo docente no que toca o engajamento da escola no projeto.



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Do Diário do Centro do Mundo: O helicóptero de R$ 50 milhões

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Você conhece a história. Em novembro de 2013, 445 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos numa fazenda de Afonso Cláudio, no Espírito Santo.

Joaquim de Carvalho.
A droga fora transportada num helicóptero da família Perrella, de Minas Gerais. Em menos dois meses, Zezé e Gustavo Perrella — pai e filho amigos e aliados de Aécio Neves — foram isentados de responsabilidade sobre o crime, segundo um delegado da Polícia Federal bastante apressado. Em seis, todas as pessoas autuadas em flagrante foram inocentadas.

O DCM contou as imbricações do escândalo em uma série de reportagens que batizamos de “O Helicóptero de 50 milhões de reais”. As matérias foram financiadas por nossos leitores num esquema de crowdfinding com a plataforma Catarse.

O experiente jornalista Joaquim de Carvalho realizou um trabalho notável. Conversou com juízes, advogados, promotores, políticos etc. Revelou que, na rota do chamado Helicoca (o apelido carinhoso que o processo ganhou na Justiça), houve uma parada num hotel fazendo em Jarinu, interior de São Paulo. Parte da carga pesada teria ficado ali. A polícia não deu prosseguimento à investigação.

Entrevistou o piloto da aeronave, Alexandre José de Oliveira Júnior, que trocou mensagens de celular, no dia da ocorrência, com Gustavo Perrella. Num encontro tenso, Alexandre contou que fora contratado para trazer “eletrônicos e medicamentos veterinários do Paraguai”. Para ele, “era contrabando de mercadorias, não tráfico de drogas”.

Em Minas, JC visitou a fazenda dos Perrellas. Antecipamos, com exclusividade, que o Ministério Público do Estado denunciou o deputado federal Gustavo Perrella por uso indevido de verbas da Assembleia Legislativa.

Lançamos agora o nosso documentário sobre o Helicoca. A direção é de Alice Riff, de “Dr. Melgaço”, o primeiro projeto de crowdfunding do DCM.

O vídeo levanta várias questões sobre a impunidade, sobre a guerra às drogas, sobre as relações promíscuas entre poder, justiça e polícia no país. Um capítulo pode ter chegado ao fim, mas o caso está longe de ser encerrado. Nosso compromisso continua sendo, como sempre, manter você a par de tudo.

          
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30 julho 2014

Ausência de negros no poder e na mídia brasileira é criticada pela filósofa Angela Davis

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A filósofa, escritora, professora e ativista norte-americana Angela Davis criticou na última sexta-feira (25) a ausência de negros nos espaços de poder e nos meios de comunicação no Brasil. “Não posso falar com autoridade no Brasil, mas às vezes não é preciso ser especialista para perceber que alguma coisa está errada em um país cuja maioria é negra e a representação é majoritariamente branca”, disse. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade da população brasileira (50,7%) é negra.

Angela Davis integrou o grupo Panteras Negras e o Partido Comunista dos Estados Unidos e chegou a constar na lista dos dez fugitivos mais procurados pelo FBI (agência federal de investigação dos Estados Unidos). Ela foi presa na década de 1970 e inspirou a campanha Libertem Angela Davis, que angariou apoiadores em todo o mundo.

Quantos senadores negros há no Brasil? Se olharmos para o Senado não saberíamos que os negros constituem mais de 50% da população brasileira”, disse, em participação no Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra. “Sempre assisto TV no Brasil para ver como o país se representa e a TV brasileira nunca permitiu que se pensasse que a população é majoritariamente negra”.

Apesar da constatação, Angela fez um alerta: “Não significa somente trazer pessoas negras para a esfera do poder, mas garantir que essas pessoas vão romper com os espaços de poder e não simplesmente se encaixar nesses espaços”. A ativista citou o caso dos Estados Unidos, em que houve época em que não havia político negro e que atualmente é presidido por um negro, Barack Obama. “O que mudou?”, perguntou, sem responder.

Angela voltou a comentar o conflito na Faixa de Gaza, entre Israel e Palestina. “Temos que reconhecer Israel como único Estado colonizador do século 21 que continua a se expandir. Da mesma forma que desafiamos o apartheid [na África do Sul], temos que lutar contra o apartheid israelense. Vidas de crianças estão sendo destruídas em Gaza”, disse. “Temos que expressar nossa solidariedade ao povo da Palestina”.

Dois dias antes -  quarta-feira (23), Angela defendeu o boicote a Israel como estratégia para barrar o conflito. A mais recente ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza começou no dia 8 de julho e foi seguida por uma intervenção terrestre iniciada na última quinta-feira (17). Quase 900 pessoas morreram, das quais 800 palestinos, a maioria civis, e 73 israelenses, 34 deles soldados. Hoje, Hamas e Israel aceitaram trégua de 12h para este sábado.

O Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra teve encerramento na segunda-feira, dia 28 de julho, em Brasília. A programação contou com conferências, debates, lançamentos de livros, feiras, saraus e shows, além de outras atividades. 


Com Agência Brasil/Revista Forum
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Os 10 maiores escândalos de corrupção no Brasil por partido

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Clique aqui para ler a aula que o Lula deu ao PT sobre como enfrentar a acusação de corrupção.

E aqui para ler sobre a primeira providência de FHC, ao chegar à Presidência: matar uma comissão criada por Itamar Franco para investigar a corrupção.

Em tempo: não consta da lista o Tancredoporto do Papai.




Publicado originalmente no Conversa Afiada
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29 julho 2014

Democracia sem povo?

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José Lopes Feijóo, que participou da 14ª Plenária da CUT,
volta a defender ampliação da democracia.
Assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopez Feijóo voltou a defender o sistema nacional de participação social, conforme decreto publicado em maio pelo governo e atacado pela oposição. "Pensávamos que era absolutamente natural. Quem poderia ser contra? Os de sempre, os que querem democracia sem povo", afirmou Feijóo, durante a abertura da plenária da CUT, ontem à noite, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. "Esse é um debate que ainda não acabou." Para ele, o que se discute, nesse caso, é a própria evolução da democracia brasileira ("Mais que representativa, participativa").

Ex-dirigente da própria CUT, o assessor lembrou ter recebido o convite em 2011 para ingressar em um governo "que resolveu estabelecer o diálogo e a negociação como princípio". Assim, acrescentou, a própria política de participação social se insere como um princípio do governo. Ele fez um pedido à plenária: "Defendam esse projeto, que diz respeito à luta da nossa vida".

Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mesa de abertura do evento, que vai até sexta-feira (1º), tinha ainda o prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida (PT), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), e toda a executiva da CUT. Na plateia, estavam o presidente da CSB, Antônio Neto, e o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana.

Via Rede Brasil Atual



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28 julho 2014

Democracia tem preço?

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Candidatos e partidos costumam exagerar na previsão de gastos apresentada aos tribunais eleitorais no começo das campanhas. Neste ano, eles capricharam. Dilma Rousseff, Aécio Neves, Eduardo Campos e oito presidenciáveis “nanicos” planejam despesas que superam os 900 milhões de reais, o dobro do orçamento inicial da eleição de 2010. Quando se somam os dispêndios dos postulantes a governador, senador e deputado, a disputa pode movimentar perto de 5 bilhões de reais. Graças à lei, o grosso da conta será pago com dinheiro de empresas. Que, como se sabe, não fazem doações, mas investimentos na política, à espera de retribuições.

Quadro contendo quatro dos 11 candidatos a presidência. Edição: Informações em Foco
Dona da mais alta planilha de gastos do País, de 298 milhões de reais, a campanha de Dilma está pronta para colocar o poder econômico na berlinda. No programa de governo entregue à Justiça ao lado das estimativas de despesas, o PT propõe um plebiscito sobre o fim das contribuições empresariais, uma bandeira presidencial durante as manifestações de junho de 2013. E pelo que se discute entre seus estrategistas, é provável que no meio da campanha a candidata à reeleição retome uma ideia ainda mais polêmica, também lançada no auge dos protestos: a convocação de uma Constituinte exclusiva para a reforma política.

Entre os dilmistas, há uma torcida pelo sucesso da tentativa de se realizar na primeira semana de setembro uma consulta popular sobre a proposta de Constituinte. A ideia da votação surgiu logo após as manifestações. A iniciativa reúne hoje 242 organizações, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o coletivo Fora do Eixo, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e a associação brasileira de ONGs.

Para difundir o “plebiscito Constituinte”, os organizadores distribuem panfletos e promovem atos públicos. Querem mobilizar 10 milhões de brasileiros e arrancar da maciça maioria um “sim” à Constituinte. Seria uma votação sem valor legal, mas com potencial político. Com a sucessão presidencial a pleno vapor e a quatro semanas da eleição, qual candidato teria coragem de desprezar uma proposta com tamanho apoio popular, caso lhe fosse cobrada uma posição? Dilma tende a encampá-la e a constranger os rivais a seguirem-na.

Pela análise das plataformas de governo registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é mais fácil esperar um compromisso de Campos do que de Aécio. A rejeição ao atual sistema político é a essência da chapa do ex-governador pernambucano e de Marina Silva, que prevê gastar 150 milhões de reais. O programa do PSB prega, por exemplo, o uso mais frequente de plebiscitos e a revisão da “legislação de financiamento eleitoral para baratear as campanhas e diminuir a influência do poder econômico”. O documento tucano, por sua vez, faz uma única menção à reforma política, defendida “com o propósito de tornar mais confiável e transparente a atuação política”. Aécio calcula despesas de 290 milhões de reais.

O PSDB integrou o bloco partidário formado no Congresso, em 2013, que barrou a reforma política via plebiscito e Constituinte, propostas lançadas por Dilma em cadeia de tevê e rádio. A resistência uniu siglas da oposição a legendas aliadas do Palácio do Planalto, inclusive setores do PT, união azeitada pelo instinto de sobrevivência em terreno conhecido. Contra o plebiscito e a Constituinte, alegou-se o atropelo às funções do Congresso, um arroubo autoritário. Certa de que não dá para contar com o Legislativo, a cúpula do PT aposta na pressão das ruas para alterar as regras do jogo.

Na visão de líderes e estrategistas do partido, sem mudar o sistema, é complicado para o governo petista – mesmo se reeleito – proporcionar avanços econômicos e sociais na magnitude do que acreditam ter sido feito desde 2003. Com um Congresso dominado pelo poder econômico, não dá para acelerar a reforma agrária, taxar grandes fortunas ou providenciar verba extra à Saúde via nova tributação. Em um vídeo divulgado recentemente na internet em favor da reforma política, o ex-presidente Lula foi explícito: “Para o Brasil continuar mudando, é preciso garantir a legitimidade das instituições e acabar com a interferência do poder econômico nas eleições”.

A exagerada interferência da grana gera uma classe política que não reflete o conjunto da sociedade, especialmente nos legislativos. Das 594 cadeiras do Congresso, 273 são ocupadas por empresários e 160 por fazendeiros, conforme o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o Diap. Seriam 72% dos brasileiros donos de empresas ou de terras? Apenas 73 congressistas são ligados a sindicatos. Não consta que a classe trabalhadora no País esteja restrita a 13% da população.

Nas pesquisas acadêmicas feitas no País desde a década passada, há uma conclusão praticamente unânime de que o financiamento patronal possui inegável impacto. Estudioso do tema, o cientista político Wagner Mancuso, da Universidade de São Paulo, garante: candidato com caixa fornido é favorito e, uma vez eleito, estabelece uma relação com o financiador baseada no compadrio (ele ajuda o patrocinador a arrumar empréstimo em bancos oficiais, contratos com órgãos estatais e benefícios tributários, entre outras vantagens).

A doação empresarial motivada por expectativa de retorno dificulta o arejamento do universo político e empurra os partidos para o governismo, mesmo aqueles sem afinidade ideológica com o Planalto. Os financiadores, diz Mancuso, optam por contribuir com candidatos que possuam mandato e sejam governistas, pois um perfil assim teria chance de mostrar “serviço”, ou seja, retorno. Na eleição de quatro anos atrás, 4.369 candidatos disputaram uma vaga a deputado federal. Só 10% eram parlamentares em busca de novo mandato. Dos 430 postulantes que mais receberam doações, 53% eram, no entanto, deputados em busca da reeleição.

A concentração financeira é um fenômeno também entre os patrocinadores, segundo Mancuso. Na eleição passada, a Justiça Eleitoral registrou donativos feitos por 19 mil empresas. Metade do dinheiro saiu, porém, do cofre de apenas 70 companhias. Mais: um terço partiu de somente 15. Neste clube capaz de decidir quem tem chance de se eleger, há seis empreiteiras (Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, Galvão Engenharia e UTC Engenharia), três bancos (Itaú, Bradesco e BMG), duas siderúrgicas (CSN e Gerdau), uma mineradora (Vale), um frigorífico (Friboi), uma telefônica (Oi, via controlada Contax) e uma fabricante de bebidas (Petrópolis).

Apesar de valiosa para o eleitor na hora de votar, a informação sobre contribuições de campanha é nebulosa. Pela lei, os candidatos devem entregar à Justiça duas prestações de contas na campanha, em agosto e setembro. O nome dos financiadores, contudo, só é exigido na prestação final, um mês após a votação. Além disso, tornou-se frequente a “doação oculta”, que esconde o patrocinador. Em vez de os recursos irem direto para o candidato, são enviadas ao partido ou ao comitê de campanha, e esses fazem o repasse. Para tentar coibir a prática, o TSE decidiu que neste ano todo repasse financeiro de partido ou comitê para candidato precisará indicar o CNPJ do doador original.

A proibição das doações empresariais teria como provável efeito a adoção do financiamento de campanhas com verba pública. Em um País com alta rejeição à política, parece difícil que o eleitor aceite gastos de 5 bilhões de reais bancados com o “seu, o meu, o nosso dinheiro”. É preciso não somente convencer a sociedade de que vale a pena investir na democracia, como repensar o formato das campanhas. “Elas são cada vez mais caras, porque se transformaram em fenômenos midiáticos, não se discute projeto. E não é um problema apenas do Brasil. Quem estuda democracia no mundo não está otimista”, diz Mancuso. Ou seja, seria preciso trocar o marketing pela política.

Publicado Originalmente no Carta Capital
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27 julho 2014

Jornal O Povo promoverá Encontro de Blogueiros

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Com o tema "Diversidade & Web: Perdas e Ganhos da Visibilidade", o Encontro de Blogueiros O POVO chega a sua VII Edição debatendo um assunto importante e polêmico, incluindo a luta contra a homofobia e os assuntos ligados à Diversidade Sexual na internet.

A temática será debatida por nomes reconhecidos do cenário LGBTT  na capital cearense, como Verônica Guedes, diretora do Festival "For Rainbow", Denilson Albano, criador do personagem "Anderson Lauro", Emanuel Freitas, blogueiro do "Palco G" do O POVO Online e Verônica Válenttino, atriz e cantora da banda "Verônica Decide Morrer".

O debate será mediado pelo colunista do "Cena G" do jornal O POVO, Emerson Maranhão. O evento ocorrerá na próxima terça-feira,  29 de Julho, às 19 horas, na sede do Jornal O POVO. Contará ainda com uma participação especial do DJ Adrian Brasil.

De acordo com informações repassadas a este blogueiro via e-mail  por Fernando Diego, Analistas de Mídias Sociais, o encontro visa estender os debates nascidos nas redes sociais para o ambiente offline, além de divulgar blogueiros e parceiros para os interessados sobre o tema abordado.

O Blog Informações em Foco é parceiro do O Povo desde 2013. Além deste, o município de Altaneira conta com mais um portal no rol de parceiro deste jornal, a saber,  o Blog de Altaneira, do jurista Raimundo Soares Filho.
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Aécio construiu aeroporto em outra cidade que tem fazenda - Montezuma

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Não foi só a cidade de Cláudio (MG), onde o senador Aécio Neves (PSDB) tem propriedade rural, que teve aeroporto construído com critérios que mais atendem a conveniência privada da oligarquia política dos Neves da Cunha do que ao interesse público.

Aécio construiu aeroporto em outra cidade que tem fazenda: Montezuma (Edição: Pragmatismo Político).
A cidade de Montezuma, no norte do estado, também teve sua pista de pouso asfaltada quando o tucano era governador. A Perfil Agropecuária, empresa herdada pelo senador tucano, apropriou-se de 950 hectares de terras no município, que o estado de Minas Gerais considerava públicas, por meio de um polêmico processo de usucapião.

Nas licitações do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) realizadas em 2008 aparece uma única obra de pavimentação de aeródromo no interior: Montezuma. Justamente onde a empresa agropecuária do Aécio tem fazenda.

Como o uso da pista é muito raro, já que a cidade tem cerca de 7.500 habitantes, a população dos sem-avião questionou a obra, uma vez que há diversas outras necessidades urgentes a ser atendidas. Detalhe: já há aeroportos em municípios vizinhos da região, como Salinas, Janaúba, Rio Pardo de Minas e Espinosa.

Para se ter uma ideia das outras prioridades, só 27% dos domicílios contam com rede de esgoto. É a empresa estadual de água e esgoto (Copasa) que atende a cidade. Enquanto o orçamento estadual era gasto em obras convenientes para a família do governador tucano, foram necessários recursos federais do PAC Saneamento para melhorar as condições locais. Além do problema do saneamento básico, muitas ruas de Montezuma ainda não têm sequer pavimentação como a da pista do aeroporto.

A imagem abaixo mostra que a pista do aeroporto é praticamente da extensão dos eixos da área urbana.


Via Pragmatismo Político
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26 julho 2014

Informações em Foco atinge marca de 300.000 mil acessos

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Amigos, amigas, leitores e leitoras. Rompemos na tarde desta sexta-feira, 25 de julho, a barreira dos 300.000 mil de acessos, marca expressiva para um portal de comunicação que possui, em cada uma das publicações, o compromisso de estar de alguma forma ligada ao município de Altaneira.


Mais expressivo ainda se levarmos em consideração que este blog sempre teve e terá como objetivo através de cada artigo incitar em cada um (a) de nossos (as) leitores (as) o exercício da cidadania e o rompimento da zona de conforto propiciada por n fatores para um despontar da politização. E isso se torna cada vez mais desafiador para nós, enquanto blogueiros se utilizar deste espaço de comunicação, haja vista o atrofiamento moral, ético e intelectual de muitos que acabam ignorando os artigos aqui publicados, vindo a reforçar a máxima de que nem sempre o que queremos falar é o que você quer ouvir, nem sempre o que escrevemos é o que você quer ler, ou espera ler.

Por tanto, estamos nos utilizamos desse espaço para agradecer a cada um (a) que nos acompanha. Ficamos imensamente gratos também pelas dicas dos parceiros. Afinal de contas, são vocês que fazem com que continuemos nessa árdua tarefa que é informar para formar opinião. E isso sem elitizar nossos artigos e muito menos sem sensacionalismos baratos.
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O indeferimento do registro de candidatura de Roque segundo Soares e prof. Augusto

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Em sessão realizada no último dia 23 de julho, o Tribunal Regional Eleitoral - TRE julgou procedente a ação de impugnação ajuizada pelo Procurador Regional Eleitoral e indeferiu o registro de candidatura do deputado Sineval Roque (Pros) que almeja ter mais uma vez assento na Assembleia Legislativa.

O procurador sustenta na ação que na campanha de 2010 para a Assembleia Legislativa o deputado Roque recebeu doação acima do limite legal de uma de suas empresas, no caso a Distribuidora Roque, com sede no município de Crato, na região do cariri.

Dois dos amigos próximos a Roque comentaram essa decisão do TRE. O Jurista Raimundo Soares Filho, do Blog de Altaneira classificou o fato como tendo sido um erro de assessoria desse parlamentar. “Conheci nos meus primeiros anos de advocacia, sempre foi um político simples e atencioso com eleitores, lideranças políticas e amigos. Nunca votei no Roque, mas nunca deixamos de conversar, critiquei-o nas posições que considerava erradas e elogiei nas corretas. Diferente de muitos políticos que se perpetuam no poder Roque respeita os amigos mesmo que não o acompanhe politicamente. O Roque fez por merecer a chance de disputar um novo mandato, pois ao longo desses anos não foi registrada nenhuma ação que desabonasse a sua conduta como agente político, infelizmente por um erro de assessoria está impedido de se submeter ao julgamento popular”. Soares ressaltou ainda que entende que o Roque merecia encerrar a sua carreira política de outra forma, porém, diz ele “mas vamos aguardar a decisão do deputado se vai impetrar ou não o recurso”.

Já o professor Augusto foi mais incisivo e afirma que Roque, como político, está ultrapassado. Para ele, se o deputado vier a recorrer e tiver êxito, a vida política não será longa.  “A trajetória descendente do deputado Sineval Roque culmina com o impedimento em renovar o seu mandato. Não se sabe se recorrerá à decisão do TRE, mas de há muito o referido político deveria pendurar as chuteiras, principalmente com o baque sentido no desejo de ser prefeito de Crato – obteve votos suficientes para elegê-lo a diretor de escola pública. Mesmo com a aterrissagem política iminente, resolveu arremeter, mas não o avisaram do mau tempo, das fortes trovoadas e rajada de relâmpagos – fim esperado para um político ultrapassado. Caso ressuscite, terá vida curta”, pontuou o professor.


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25 julho 2014

Debatendo com os sete tipos de reacionários

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Se você já perdeu tempo tentando discutir política com reacionários, deve ter percebido que existem tipos diferentes desses indivíduos, cada um com um estilo particular de “argumentação”. Nesse artigo bem humorado tentaremos desvendar os sete tipos de reacionário, o que há de errado com eles e como devemos agir.

  “Quem são os reaças? Onde vivem? De que se alimentam?” (Sérgio Chapelin, sobre reacionários)

Começaremos pelos mais inteligentes e depois seguiremos em direção aos de comunicação mais difícil.

Reacionários Educados

Esses são os mais raros. Eventualmente você esbarra em um em público ou num fórum on-line. Podem ser os mais difíceis de lidar. Eles aprenderam tudo o que há pra se aprender sobre suas posições (de uma perspectiva reacionária). Educaram-se sobre todas as razões que justificam seus posicionamentos como corretos, mas não estão interessados em nada que contradiga suas crenças.

O problema: Qualquer um com internet e cinco minutos livres consegue encontrar algo que descredite completamente sua versão dos “fatos”. Mesmo quando rebatidos, continuam a voltar aos argumentos iniciais, tentam mudar o assunto para algo onde se sintam mais confortáveis ou começam a expressar opiniões sem mérito factual.

Debatendo: Mantenha-os no assunto. Não deixe que ignorem seus contrapontos e mudem o assunto para você. São mestres nisso, mas se você conseguir mantê-los no assunto, começarão a expressar opiniões para as quais você poderá dizer “você tem fatos ou estatísticas que sustentem essa opinião?”.

Reacionários “Globais”

Estes estão entre os mais raivosos. Assistem aos jornais da Globo ou outras mídias de massa burguesas, leem a Veja e acreditam que isso os faz especialistas em política (do mesmo modo que acreditam que assistir ao jogo os faz técnicos e assistir à missa os faz santos). O único conhecimento político que apresentam é uma papagaiada sem base. Quando você os contrapõe, te chamam de “esquerdopata”, “comuna”, “socialista”, etc. Eles acham que todo revolucionário é um socialista que quer tirar seu dinheiro e entregar para pessoas que não merecem.

O problema: Eles não têm ideia do que estão falando. Geralmente estão repetindo coisas ditas pelo Arnaldo Jabor ou, com mais azar, pelo Olavo de Carvalho. Eles acreditam que movimentos anticapitalistas querem roubar sua liberdade (toda a liberdade que o dinheiro possa comprar), mas não compreendem o conceito de capitalismo, nem reconhecem como esses movimentos foram cruciais para que ele tivesse os direitos que têm hoje. Eles acham que o PT é comunista, e se você discorda dizem que você é um leitor da Carta Capital. Dizem que você é uma ovelha, mas esperam que você aceite cegamente tudo o que dizem, sem questionar.

Debatendo: Mantenha-se pedindo fatos e comprovações para as afirmações que fazem até que se desesperem e te chamem dos nomes já citados. Peça-os para enumerar quais os direitos que os movimentos anti-capitalistas já o roubaram (talvez eles digam que perderam o “direito de proibir a união homossexual” ou coisa do tipo, mantenha-se cobrando fatos). Eles tendem a ser violentos, então se estiver cara-a-cara, fique de olho em suas mãos.

Reacionários Cristãos

Estes reacionários são hipócritas. Eles fazem tudo em nome de Jesus, enquanto simultaneamente agem da maneira mais anticristã humanamente possível. Defendem armamento da população, são pró-militares, contrários à igualdade de direitos entre os sexos e à emancipação feminina e, principalmente, ignoram todos os trechos da bíblia que demonstram que Jesus era um personagem revolucionário (e libertário). As partes que mais esquecem são as de “amar o próximo como a si”, “não julgar” e a em que joga filhos contra pais e pais contra filhos. Porque o patriarcado não pode ser agredido, não é mesmo? Eles também acreditam que países em guerra estão assim por falta de Deus no coração, mesmo que quase a totalidade desses países seja de religião abraâmica e siga essencialmente o mesmo deus (com mais rigor!)… E eles odeiam os gays, claro.

O Problema: Eles fazem coisas horríveis em nome do Senhor. Eles acham que aqueles que discordam estão condenados ao inferno, porque são pessoas más. Eles acreditam que somos uma nação cristã, mesmo com uma influência inegável de cultos indígenas e afro-brasileiros em nossa cultura. E eles dizem defender a liberdade religiosa, mas condenam tudo o que não é cristão como “demoníaco”. Ah, eles também negam a evolução…

Debatendo: Insista na mensagem de “amor” cristão. Jesus os orientou a amar incondicionalmente e não julgar. Pergunte como eles acreditam que Cristo agiria no mundo de hoje frente à desigualdade social, e o que ele pensaria do dízimo que se paga às igrejas caça-níqueis. De qualquer forma, eles responderão com citações aleatórias e mostrarão que esse debate em específico é uma perda de tempo.

Reacionários “Contra a Corrupção”

Aqui estão os coleguinhas que vão aos protestos de branco, com a cara pintada de verde e amarelo, cantando o Hino Nacional ou a clássica do Geraldo Vandré. Eles querem um movimento bonito, higiênico, pacífico e, principalmente, passivo. Querem ir às ruas pra protestar por seus direitos, mas não conhecem seus direitos e menos ainda seus deveres. Acham que a polícia tem que sentar a borracha nos “vândalos” do Black Bloc, que eles nem sabem o que é. Dizem que a culpa do tráfico é do usuário, gostam de filmes como Tropa de Elite (alguns até citam Capitão Nascimento). O mais importante: defendem o fim da corrupção. Que corrupção? Não sabem. Mas quando dá preguiça de “vem pra rua”, eles ficam de “luto”.

O Problema: Esses indivíduos defendem pautas vazias. Aliás, eles querem enfiar essas pautas em qualquer lugar onde estejam, dizendo que as pessoas precisam ter foco (nas pautas vazias). São a pior praga dentro da Anonymous. Reproduzem-se como coelhos. Vão tentar levar qualquer debate para o eixo PT/PSDB, vão criminalizar movimentos sociais populares, mas vão defender reforma tributária (ignorando a transferência do poder do estado para o setor privado) e a reforma política (mesmo sem especificar o que é isso, significando, na prática, nada).

Debatendo: Peça que ele defina os conceitos que apresenta. Pergunte a que corrupção se refere, que reforma pretende. A melhor arma contra estes é a história. Tudo aquilo que eles almejam, na prática, até hoje foi conquistado com as práticas que eles condenam. Quando ironizarem o assistencialismo, traga estudos acadêmicos sobre seus resultados e deixe claro que esse é um pilar do capitalismo, para que ele mesmo não desabe em crise. Quando ele disser que o usuário financia o tráfico, pergunte se ele concorda que quem usa gasolina não é igualmente culpado pela guerra por petróleo no Oriente Médio.

Reacionários Xenófobos

Nessa categoria, incluem-se os que pensam que São Paulo é a locomotiva do Brasil, que defendem que o Sul se separe para formar um país de melhor IDH, que chamam tudo o que vive nas regiões Norte e Nordeste de “baiano” e os culpam pela crise urbana no Sudeste e, claro, as patricinhas e os mauricinhos que vão a aeroportos vaiar médicos cubanos. Esse tipo é complicado, porque é do tipo que tem medo de perder o pouquinho que tem pra “esses pobres”.

O Problema: Eles vão defender a superioridade de suas categorias. São meritocratas quando lhes convém, acham que um diploma te faz uma pessoa mais íntegra, mas colam em provas e compram carteiras de motorista. Eles acreditam que o êxodo rural encheu a cidade de gente “vagabunda”, mas dependem do serviço desses “vagabundos” até pra fazer um almoço. Quando você os contrariar, vão tentar te associar ao crime organizado ou ao terrorismo. E também vão dizer que “se usa chinelo não é índio”.

Debatendo: Desse grau pra baixo vai ficar difícil debater, já avisamos. Felizmente, as estatísticas atuam contra esses reacionários, assim como a política internacional, mas essas são esferas que eles não compreendem. E como eles também nunca “sentiram na pele” os problemas sociais, você vai ter que usar metáforas. Só não faça ironias com “Playstation” e “iPhone”, porque isso os deixa fora de controle.

Reacionários Racistas e Sexistas

Esses vêm quase por último por uma razão. Sabemos que racismo e sexismo não são exclusividade de reacionários. Sofremos muito com isso mesmo dentro dos grupos que se afirmam revolucionários. Mas essa junção funesta gera um dos piores tipos: o fascistóide. Eles não odeiam a Dilma pelas contradições de seu governo, mas essencialmente porque ela é mulher. Eles acreditam que liberdade de expressão é poder praticar ódio e discriminação sem sofrer consequências. Eles acreditam numa diferença “natural” fantasiosa entre homens e mulheres, entre brancos e negros, e entre heterossexuais e homossexuais que está muito distante da realidade científica. E por conta disso eles são máquinas de agressão e opressão, ainda que alguns de modo inconsciente.

O Problema: Eles são preconceituosos e discriminadores, mas quando você apontar isso, alegarão perseguição. Eles vão dizer que o dia da consciência negra e as cotas nas universidades é que são racistas, porque desprezam a história e a cultura do país, se pautando num silogismo pobre. Eles não sabem diferenciar a violência do opressor e a resistência do oprimido. Acima de tudo, eles não conseguem compreender porque as pessoas os chamam de machistas, racistas ou homofóbicos quando eles abriram um discurso com “eu tenho vários amigos gays, mas…” ou “eu respeito muito minha mulher e minhas filhas, mas…”. Pra finalizar, eles não entendem que democracia é o governo do povo. Todo o povo, e não só a maioria do povo.

Debatendo: Não se debate com fascistóides. Se os expurga. Você teria mais trabalho tentando convencer algum desses xucros sem educação do que são direitos humanos do que se tentasse convencer uma macieira a dar laranjas.

Reacionários Mal Educados

Esses reacionários são reacionários porque eles acham descolado. Eles têm amigos economistas, ou assistiram a uma meia dúzia de vídeos do Olavinho ou do Dâniel Fraga, então eles pensam que sabem do que estão falando. Eles têm uma gramática horrível, ignoram pontuações e têm uma tendência a escrever tudo em caixa alta (caps lock) e com vários pontos de exclamação, ASSIM!!! ACORDA BRASIL!!! ESSE É O PAÍS QUE VAI SEDIAR A COPA!!!???!!!. Irritante, não? Eles também esperam que você acredite em tudo o que eles dizem, só porque estão dizendo. E também citam vídeos de opinião quando você pede fontes que comprovem o que eles dizem.

O Problema: É difícil categorizar problemas num debate de ogros que não sabem se comunicar. Eles mal compreendem qual é seu posicionamento político, só repetem o que ouviram de um amigo ou viram num vídeo. Eventualmente, publicarão essas correntes mentirosas, com casos de um “famoso professor” que nunca existiu, ou do “grande economista” que nunca disse aquilo. Eles são 100% cegos aos fatos e só dão atenção ao que reforça suas crenças irracionais.

Debatendo: Não há lógica ou fatos que os vá convencer de nada. Você pode ser doutor na área, eles vão inventar uma desculpa do tipo “seu professor de história mentiu pra você” ou “esquerda e direita é coisa do passado”. No lugar de discutir com eles, tente explicar álgebra ao seu animal de estimação. Há mais chances de sucesso.

Esperamos que esse informativo lhes seja útil, ou ao menos que tenha servido como um desabafo coletivo. Lembrem-se disso antes de entrar em debates incansáveis nas redes sociais, pois nem sempre vale a pena. E saiba que esses grupos de reacionários reproduzem entre si e evoluem, como pokémons, então você poderá encontrar híbridos ou formas muito extremas de qualquer um deles.

Via Pensador Anônimo
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25 de Julho: Feminismo negro contado em primeira pessoa – O Filme

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24 julho 2014

25 de Julho marca o dia da Mulher Negra

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No próximo dia 25 de julho será celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Com o objetivo de ampliar e fortalecer a união e a mobilização das mulheres negras no continente, a data foi criada após o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992.

Antes tímida no país, hoje ela é mais articulada e mobiliza diversos encontros, debates e atividades em geral em torno das questões da mulher negra na sociedade. Para a escritora e produtora cultural, Raquel Almeida, o aumento desta articulação tem colaborado para que mais mulheres tornem-se protagonistas da luta contra o machismo e o racismo.

A importância é justamente mobilizar e articular a nossa galera que já é protagonista na luta. Lembro que há cinco anos, poucos eventos pelo Brasil marcavam essa data. Lutamos muito pra que ela fosse celebrada nas periferias e hoje os grupos liderados por mulheres negras têm aumentado muito”, comemorou.

Nesta linha de avançar na repercussão da data e, consequentemente, no debate de suas pautas, o cineasta Avelino Regicida, lançou, ano passado, o documentário “25 de Julho – Feminismo negro contado em primeira pessoa”, em parceria com o Espaço Cultural do Morro. O filme conta a história de 12 mulheres negras da periferia e a luta diária contra a opressão em São Paulo.

A ideia é de 2011, quando o Espaço Cultural do Morro começou a realizar um evento chamado ‘Feminina Resistência’ para discutir questões voltadas à mulher negra. Aí percebemos que a data é pouco conhecida pelas pessoas e pensamos que o documentário pudesse ser algo que ajudaria na divulgação. Eu imaginei sim que o filme rodaria bastante, por isso optamos pela divulgação na internet. Mas o ver ficar conhecido fora de São Paulo é algo que nos agrada muito”, explicou.

“O feminismo está muito distante das mulheres negras periféricas

Um debate que se acirra cada vez mais está em torno das diversas nuances do que pode se chamar de feminismo - feminismo negro, periférico, tradicional, entre outros. Segundo Raquel, ainda há um feminismo que precisa sair “dos quatro muros da intelectualidade” para conseguir entender melhor a realidade das mulheres da periferia.

Existem várias questões dentro do feminismo negro que são específicas e que muitas vezes entram em choque com alguns pensamentos na corrente feminista. Se trata de questões que uma mulher branca burguesa feminista não vai entender, não adianta chegar na quebrada empurrando goela abaixo um feminismo padrão. É importante se aproximar mais, respeitando as nossas particularidades”, analisou.

Atividades pelo país

Entre as atividades que acontecem pelo país nesta sexta-feira estão:

São Paulo – capital: “Virada Cultural Mulher Negra e CIA” que terá debates em diversos pontos da cidade e contará com oficinas culturais e diversos shows, entre eles, o da cantora Negra Li.

Brasília: Festival Latinidades, no Museu da República. Começou nesta terça (23) e vai até o próximo dia 28.

Salvador (Bahia): Semana da Mulher Negra, do dia 19 ao dia 25, no Solar da Boa Vista.

Rio de Janeiro – capital: A mulher Negra no Brasil de hoje”, no Parque Madureira, no dia 25.

Recife (Pernambuco): Oficina Guaianases de gravuras: um olhar feminino o “, no Museu de Abolição. Fica em cartaz até o dia 30/09.

Minas Gerais: eventos acontecerão simultaneamente em 10 cidades do estado do dia 25 ao dia 31/07.

Porto Alegre (Rio Grande do Sul): “Mulher Negra em Foco”, no auditório do Banco Central acontece dia 25.

Curumbá (Mato Grosso do Sul): IV Encontro da Mulher Negra do Pantanal, no dia 25, na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

Manaus (Amazonas): III encontro de Mulheres Afroameríndias e caribenhas para discutir o racismo institucional na Universidade Federal do Amazonas, que acontece do dia 23 ao dia 25/07.

Com Brasil de Fato


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