7/31/2013

Altaneira promoverá a III Conferência Municipal da Cultura

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A cidade de Altaneira, na região do cariri cearense, promoverá, no próximo dia 10 de agosto, a III Conferência Municipal da Cultura. O evento que será promovido pela Secretaria de Cultura, Desporto e Turismo, tem a intenção de discutir políticas culturais e investimentos no setor.

Grupo Makulelê com nova roupagem. Foto: João Alves
Com o tema “Uma Política de Estado Para a Cultura: Desafios do Sistema Nacional de Cultura”, a Conferência é um espaço destinado ao encontro entre cidadãos e representantes do governo, para debater e propor políticas e ações para os próximos anos, e tem como objetivos estabelecer um processo de construção conjunta de formulação e implementação de políticas públicas, integrando os poderes públicos e a sociedade, gerar conteúdos para a formulação dos Planos Municipais, Territoriais e Estadual de Cultura, promover articulações dos segmentos, organizações e instituições da cultura nas localidades e entre os territórios e fortalecer o Sistema de Cultura.

O evento se configura ainda como uma oportunidade para debater com gestores públicos, representantes da sociedade civil e artistas as diretrizes para a política cultural do município. Para tanto, serão abordados os seguintes temas: Implantação do Sistema Nacional de Cultura, Produção Simbólica e Diversidade Cultural, Cidadania e Direitos Culturais e Cultura e Desenvolvimento que compõe os eixos.

Na última segunda-feira (29), na sede da Secretaria, foi apresentado e discutido o regimento interno da Conferência. 

Nesta segunda-feira (05/08), a Secretaria divulgou o local e horário do encontro. Será na Secretaria de Assistência Social, a partir das 11h30. 

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Na contramão da História: Vereador propõe construção de monumento em homenagem a Santo Antônio

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Vereador propõe construção de monumento em homenagem a Santo Antonio

Está em tramitação na Câmara Municipal um projeto de indicação do vereador Fábio Braga (PTN) para que seja construído um “monumento em homenagem a Santo Antônio”.

Vereador  Fábio Braga (PTN) propôs PL que fere o Estado
Laico. Ele diz que o Projeto nasceu da "fé e
devoção da população da Moraponga"
O símbolo, de acordo com a proposta, seria erguido em frente à Igreja de Santo Antônio, localizada na rua Itália, no bairro Maraponga. A construção ficaria a cargo da Secretaria Executiva Regional (SER) V, responsável pelo bairro.

As despesas, de acordo com a proposta, seriam custeadas com verbas oriundas de convênios e doações e “complementadas com recursos do orçamento do Município”.

“O presente projeto nasce da fé e devoção da população da Maraponga que pretende homenagear a cidade de Fortaleza, com o monumento de Santo Antônio”, diz o vereador, na justificativa do projeto.

O texto está na Comissão de Legislação da Câmara. Como se trata de projeto de indicação, o projeto precisa ser aprovado para ser enviado ao prefeito Roberto Cláudio (PSB), que depois precisaria reenviar a matéria à Casa em forma de projeto de lei.

Após o período de recesso, os trabalhos na Câmara Municipal serão retomados nesta quinta-feira, dia 1º. (Via O Povo).

Vamos nós

Enquanto muitos movimentos vem lutando pela respeito a laicidade do estado, pregando e disseminando ideias que vão ao encontro do respeito a constituição federal, os poderes instituídos, seja ele na esfera legislativa, executiva e judiciária continuam caminhando na contramão da história. A velha ligação entre política e religião, tão marcante (negativamente, inclusive), ainda persiste.

O Princípio do Estado Laico na Constituição de 1988

A Constituição no seu Art. 19, incisos I e III da Constituição Federal diz:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvenciona-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
  (...)

III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
Por tanto, incluem-se desrespeito a laicidade a permanência de símbolos religiosos em instituições oficiais, como o uso de quadros e crucifixos nos legislativos, executivos, na sala do judiciário e claro, nas instituições de ensino.
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Pastor Silas Malafaia processa ativista do movimento LGBT por injúria e difamação

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Pastor Silas Malafaia processa ativista do movimento
LGBT. Foto: ABr
O pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, está processando a ABGLT e seu ex-presidente, Toni Reis, por injúria e difamação. A queixa-crime, inicialmente negada pelo Ministério Público por ter sido considerada incompleta, foi motivada pelo ofício encaminhado pela AGBLT à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, no qual a associação questiona declarações do pastor em seu programa de televisão.

Malafaia considera-se vítima de injúria e difamação e exige que a ABGLT e Toni Reis sejam condenados por terem denunciado suas declarações como homofóbicas. A notificação judicial foi entregue na sede do Grupo Dignidade, no qual Toni Reis atua como diretor executivo, na última sexta-feira (26). No processo, Malafaia afirma que grupos LGBT fazem uma campanha contra ele e que as supostas ofensas ganharam “dimensão em razão do uso da rede mundial de computadores”

“Em atitude que só se pode lamentar, os grupos e movimentos associados à proteção dos direitos e interesses de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais, vem realizando sólida e orientada campanha contra o ofendido [Silas Malafaia] que, injustificada e imotivadamente, é colocado na posição de adversário”, diz a queixa-crime.

De acordo com Toni Reis, ele e a ABGLT irão responder a queixa-crime formalizada pelo pastor Sillas Malafaia. O prazo legal para a preparação da defesa é de dez dias. “Nós vamos responder esta queixa-crime porque o que a ABGLT fez foi encaminhar as denúncias ao Ministério Público para investigar se havia, ou não, um incentivo à violência quando ele [Silas Malafaia] mandou descer o porrete na comunidade LGBT. Isso tem vídeo. A gente pediu para o Ministério Público fazer essa investigação, não fui eu que fiz”, disse.

A queixa-crime argumenta ainda que a verdadeira declaração do pastor foi “selecionada e descontextualizada”. O pastor ainda diz que “tão amparado quanto o direito à liberdade sexual, supostamente tutelado pelo PL 122/2006, são os direitos à liberdade de pensamento, expressão e à liberdade religiosa”. Para Toni Reis, o argumento de que a fala foi “selecionada e descontextualizada” não é válido. ”Quando uma pessoa manda descer o cacete, descer o sarrafo em outra pessoa, em qualquer contexto você está incentivando a violência, mas isso a gente pediu para o Ministério Público investigar e dar o parecer”, afirmou.

Para o ex-presidente da ABGLT, a queixa-crime de Malafaia não é um fator de intimidação para coibir novas denúncias quanto a posturas homofóbicas e de incitação da violência contra homossexuais. “Nós estamos muito acostumados a lidar com a questão do preconceito, da homofobia e da violência. Isso não nos intimida. Pelo contrário, faz com que a gente se organize ainda mais para se defender de ataques como esse. Nós vamos continuar fazendo [denúncias], vamos aumentar”, declarou.

“Baixando o porrete”

Em 2011, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo realizou uma campanha de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis com o slogan “Nem Santo te protege: use camisinha”. Os materiais da campanha continham santos em poses sensuais. A igreja católica reagiu dois dias depois na forma de um artigo, assinado pelo cardeal Dom Odilo Scherer e publicado no jornal da Arquidiocese de São Paulo. No artigo, o cardeal afirmou que a homossexualidade não é uma “opção” e defendeu que o celibato é a melhor forma de evitar a contaminação pelo vírus HIV. Além disso, o religioso criticou o uso de imagens de santos com “deboche”. “Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos”, declarou.

Entretanto, o pastor Silas Malafaia não considerou que a reação da Igreja Católica tenha sido suficiente. Em seu programa Vitória em Cristo, exibido pela TV Bandeirantes, o pastor fez a seguinte declaração: “Os caras na Parada Gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada. É pra Igreja Católica ‘entrar de pau’ em cima desses caras, sabe? ‘Baixar o porrete’ em cima pra esses caras aprender (sic). É uma vergonha.”

Em um contexto de agressões a homossexuais, incluindo o caso ocorrido na Avenida Paulista onde jovens foram agredidos a golpes de lâmpadas, a declaração de Malafaia ganhou grande repercussão na época. Temendo que as declarações do pastor incentivassem mais agressões, a ABGLT, por meio do seu ex-presidente, Toni Reis, enviou um ofício à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. No documento, a associação afirma que recebeu várias denúncias sobre o fato de uma televisão aberta, que opera em regime de concessão pública, ter sido utilizada para disseminar agressões contra manifestações de homossexuais, reproduziu as declarações do pastor e cobrou providências.

O ofício solicitava, caso o Ministério Público julgasse adequado, a retirada do ar do programa Vitória em Cristo, com base no artigo 19 da Constituição, que proíbe a União, Estados e Municípios de “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse publico”; “recusar fé aos documentos públicos”; e “criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si”. Além disso, o documento também solicitava a aplicação de eventuais penas criminais contra o pastor Silas Malafaia pela “promoção ativa da descriminação e da violência contra determinados setores da sociedade”.

Em resposta ao ofício, o Ministério Público Federal instaurou um inquérito civil exigindo a veiculação na TV Bandeirantes de uma retratação formal das declarações do pastor. Porém, o juiz federal da 24ª Vara Cível de São Paulo, Victorio Giuzio Neto, declarou extinta a ação do MPF. O Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, recorreu da decisão e o processo foi enviado ao gabinete da desembargadora Cecilia Marcondes, onde ainda aguarda julgamento.

Vamos nós

Quando é que as instituições religiosas, principalmente as atreladas aos veículos de comunicação, irão entender que não se pode mais viver ditando os ritmos das pessoas?. As igrejas e os seus representantes que se dizem líderes não podem viver como se estivessem parado no tempo, aos moldes medievais. Estamos em um estado laico, embora apenas no papel. A liberdade em sua plenitude precisa ser respeitada. E essa liberdade inclui a corporal, a sentimental. Por tanto, a orientação sexual das pessoas é um direito e, como para todo direito há um dever, a instituições religiosas precisam assumir esse dever de respeitar os que pensam e agem diferentemente de suas normas.

Via Pragmatismo Político
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7/30/2013

Nem melhor, nem pior: Altaneira ocupa a posição 128 no estado do Ceará no IDHM

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A Organização das Nações Unidas – ONU divulgou os dados referentes ao desenvolvimento humano dos municípios – IDHM que obedece a um prazo de 10 anos para cada divulgação.

Vista parcial da cidade de Altaneira - CE.
Foto: Fabrício Ferraz
No cenário estadual, a cidade de Altaneira, na região do cariri cearense, das 184 (cento e oitenta e quadro) cidades, ocupa a posição de número 128, se enquadrando em uma faixa de desenvolvimento humano considerada média. Altaneira atingiu IDHM de 0,602.

Ligeira Melhora

Ao se fazer uma ligeira consulta comparativa na árvore do IDHM percebe-se que Altaneira conseguiu progredir. Em 1991 o índice era de 0,288, passando para 0,417 em 2000 e atingindo 0,602 em 2010.

IDHM e seus Componentes

Em 1991 Altaneira tinha 0, 381 de IDHM Renda, 0, 512 de IDHM Longevidade e 0,122 de IDHM Educação. Já em 2000 esses números obedeciam, na ordem estabelecida acima, 0,490, 0, 647 e 0, 228. Em 2010 esse número passou para 0, 547, 0, 774 e 0,515. 

Ranking  das cidades cearenses no IDHM
Mudanças no cálculo

Vale ressaltar que houve alterações no cálculo do IDHM nesta edição, e que os pesquisadores, para comparação com as edições anteriores, recalcularam os valores com base na nova metodologia.

Com mais de 180 indicadores para os mais de 5.500 municípios do País, a atual edição do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil também permite uma análise das cidades mais bem colocadas por região. A capital do Tocantins, Palmas, por exemplo, atingiu IDHM de 0,788 e lidera o desenvolvimento humano na Região Norte.

No Ceará (Região Nordeste), a cidade de Fortaleza (IDHM de 0,754) é a mais bem posicionada, seguida de Sobral (IDHM de 0,714) e Crato (IDHM de 0,173). Juazeiro do Norte, espaço social de grande referência educacional por possuir uma das maiores concentrações de faculdades, ocupa a posição de número 5º (IDHM de 0,694), ficando atrás de Eusébio (IDHM de 0,701.

Ainda aqui, vale frisar que as quatro última colocada são Itatira (IDHM de 0,562), Potengi (IDHM de 0,562), Granja (IDHM de 0.559) e Salitre (IDHM de 0,540), ocupando assim a posição 181, 182, 183 e 184, respectivamente.

A nível nacional, a cidade paulista de São Caetano do Sul, localizada na região do ABC, continua no topo e consegue a liderança no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado nesta segunda-feira, 29, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD,  em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea  e com a Fundação João Pinheiro.  São Caetano do Sul atingiu IDHM de 0,862. Esse quadro vem se mantendo, pois nas duas últimas vezes em que o índice foi divulgado, em 1998, com dados alusivos a 1991) e em 2003, com dados referentes  a  2000, a cidade também apareceu no topo da lista do País.

Publicado uma vez a cada dez anos, o indicador traz para o âmbito municipal o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global, divulgado anualmente pelo PNUD e que mede o desenvolvimento humano dos países. O IDHM, que faz parte do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, é medido por uma escala que vai de zero a um – quanto mais próximo de um, melhor o desenvolvimento do local. 

Tenha acesso aos dados completos de Altaneira aqui



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7/29/2013

O cerco informativo ao governo Dilma

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Reproduzimos abaixo um texto, no mínimo, provocador publicado no site Observatório da Imprensa.
O governo federal está encurralado no cenário político nacional em matéria de estratégias de comunicação e informação, numa situação que pode ter reflexos diretos na campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 2014.

A imagem pública da presidente Dilma Rousseff foi desconstruída ao longo de um processo em que a imprensa teve um papel relevante, e que começou já há bastante tempo. Trata-se de um processo onde a construção ou desconstrução da forma como o público vê um político tem mais a ver com percepções do que com evidências. É como no famoso dito de que, em política, as versões são mais importantes do que os fatos.

Dilma hoje está sendo julgada mais pela imagem que a imprensa, a oposição partidária e os desafetos presidenciais no Poder Judiciário construíram em torno da presidente do que pelos feitos de seu governo. Entre a imagem e os feitos há uma considerável diferença – e os eventuais benefícios factuais capazes de ser capitalizados por Dilma estão sendo pulverizados pelos efeitos devastadores do encurralamento comunicacional e informativo.

O governo federal está claramente na defensiva porque a estratégia comunicacional dos adversários de Dilma logrou associar sua gestão à incerteza econômica ao supervalorizar processos como a inflação, queda do PIB, declínio da atividade econômica e redução do superávit na balança comercial. São todos fenômenos muito condicionados pela situação econômica internacional, mas foram apresentados como exclusivamente domésticos para associá-los a uma imagem de má gestão.

A onda de protestos de rua, em junho, confundiu o panorama político e ameaçou tirar Dilma do clinch político-partidário. [Clinch é o jargão usado no boxe para definir uma situação em que um lutador se abraça ao adversário para impedi-lo de continuar atacando.] Ela até que tentou retomar a iniciativa com a proposta de plebiscito, da reforma política, aumento das verbas para a educação e o envio de médicos para o interior. Mas faltou ousadia para romper com o fantasma da governabilidade. Para concretizar a sua estratégia destinada a encampar o clamor das ruas, a presidente tentou ganhar apoio parlamentar – e foi aí que ela se perdeu.

Negociar com políticos e candidatos em véspera de eleições é a forma mais segura de emascular uma proposta política que altere o status quo, especialmente quando se trata de acabar com privilégios e aberrações da atividade parlamentar. Surgiu uma aliança informal entre políticos e magistrados do Supremo Tribunal Federal com o apoio corporativista dos médicos que transformou em fumaça o projeto emergencial do governo.

Para romper o cerco, a presidente tem as redes sociais na internet como provavelmente a única alternativa para desenvolver uma nova estratégia de comunicação política. Mas essa opção exige uma considerável ousadia porque implica meter-se num ambiente informativo com regras e procedimentos bem diferentes dos usados habitualmente pelos altos escalões do governo.

Uma aposta nas redes sociais virtuais permitiria ao governo prescindir da imprensa como mediadora na relação com os cidadãos. Mas para tentar essa estratégia, a presidente teria que abrir mão da busca da tal governabilidade e da barganha de ministérios com partidos políticos. Poderia governar como pediam os participantes dos protestos de rua, em junho. Seria uma jogada de altíssimo risco.

Os desafetos da presidente não têm muita intimidade com o uso dos mecanismos digitais. Deputados federais, senadores, magistrados e até mesmo a imprensa preferem os métodos tradicionais de comunicação, embora eles se distanciem cada vez mais das ferramentas virtuais adotadas pelos jovens que saíram às ruas para exigir um país diferente.

Os riscos da opção estratégica pelas redes sociais são consideráveis. Primeiro, porque o governo teria que conviver com um forte criticismo de um segmento importante da blogosfera. A internet é muito mais transparente que a imprensa convencional e isso faz com que o debate político siga caminhos bem diferentes dos usuais. A convivência com xingamentos e acusações passa a ser uma necessidade porque o objetivo é o conjunto das opiniões e não a de um indivíduo isolado.

Nem pensar em controlar os comentários porque isso seria imediatamente associado à censura, o que anula qualquer eventual efeito positivo da presença online do governo federal. Além disso, uma estratégia online do Planalto exigiria uma profunda reciclagem comunicacional da cúpula do governo, que é tão conservadora em relação à internet quanto a oposição.

A aposta é arriscadíssima, mas a presidente está na posição de se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
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Arquivo Nacional abre inscrições para o Programa Memória do Mundo da Unesco

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O Arquivo Nacional fez uma exposição entre fevereiro e
março de 2013 do módulo "Artistas e Intelectuais" que
conta com Acervo João Guimarães Rosa, do Instituto
de Estudos Brasileiros
Estão abertas até o dia 21 de setembro no Arquivo Nacional, as inscrições de candidaturas ao Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Poderão se candidatar documentos ou conjuntos de documentos, de natureza arquivística ou bibliográfica, tanto textuais (manuscritos ou impressos), audiovisuais (filmes, vídeos ou registros sonoros), iconográficos (fotografias, gravuras ou desenhos) ou cartográficos.

O suporte pode ser convencional ou digital, mas a documentação deve estar custodiada em território nacional e ser de relevância para a memória coletiva da sociedade brasileira. O edital do comitê nacional do programa da Unesco (MOWBrasil 2013) acolhe candidaturas de entidades públicas ou privadas, bem como de pessoas físicas, que sejam detentoras de documentos ou conjuntos documentais de valor inquestionável e excepcional para a memória brasileira.

Criado em 2004 pelo Ministério da Cultura, o comitê brasileiro do Programa Memória do Mundo da Unesco já lançou seis editais, que resultaram em 55 acervos contemplados com o registro. Na etapa seguinte, oito desses acervos foram inscritos no Registro Regional da América Latina e do Caribe do programa.

A lista de acervos brasileiros já reconhecidos pelo Programa Memória do Mundo inclui documentos como a Lei Áurea, os Autos da Devassa da Inconfidência Mineira, o Diário de Viagens do Imperador Dom Pedro II, os manuscritos musicais de Carlos Gomes e o clássico filme Limite.

As diretrizes do Programa Memória do Mundo da Unesco e o edital MOWBrasil 2013 estão disponíveis no site do Arquivo Nacional (www.arquivonacional.gov.br). As candidaturas devem ser postadas até 21 de setembro para a Divisão de Protocolo e Arquivo do Arquivo Nacional, no seguinte endereço: Praça da República, 173 – Centro – Rio de Janeiro-RJ CEP 20.211-350.


Via Agencia Brasil
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MOÇÃO DE APOIO PELA REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE HISTORIADOR

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"A única generalização cem por cento segura sobre a história é aquela que diz que enquanto houver raça humana haverá história.” Eric Hobsbawn

Entre as décadas de 1940 e 1960 no Brasil, inúmeras profissões foram regulamentadas a partir das crescentes demandas e reivindicações dos trabalhadores por melhores condições de vida e ampliação de seus direitos.

Infelizmente, algumas ainda amargam a dura realidade de não ter definido o estatuto legal da sua profissão e não poder se apresentar de fato e direito como profissional de determinada área ao conjunto da sociedade, a exemplo do Historiador.

É incompreensível a contradição do Estado brasileiro que exige critérios que avaliam, regulamentam e reconheçam os cursos de graduação, mestrado e doutorado em história, e que ao mesmo tempo não autentica a regulamentação dos profissionais que foram qualificados para uma determinada área correspondente ao universo do trabalho.

O prejuízo social ao não garantir que o exercício do ensino e pesquisa seja feito por profissionais capacitados pode ser imensurável, uma vez que não é exigida qualidade teórica e prática aos que trabalham como Historiador.

Além da qualidade dos serviços e suas consequências, não esqueçamos da visível batalha nos espaços de poder por parte da ideologia neoliberal, que se articula para que não sejam regulamentadas as demais profissões, dentre os objetivos engloba-se a flexibilização de direitos e a precarização das profissões convergindo para o aumento do lucro e concentração de riqueza.

É nesse contexto que o projeto de lei n. 368/2009 aprovado no Senado passará pela análise e aprovação na Câmara através do PL 4699/2012. Nesse sentido, atitudes como da Anpuh e demais organizações que lutam pela regulamentação da profissão de historiador são louváveis e precisam ser ampliadas. A história nos dá mostras que a luta faz a lei e que o fazer-se da política requer protagonismo dos sujeitos envolvidos. 

É chegada a hora de pressionar os parlamentares para que o projeto entre na pauta da Câmara para ser aprovado. Audiências, seminários, abaixo-assinado e moções para os congressistas são elementos importantes e necessários nesse momento de disputa social.

Diante do cenário que envolve a disputa política em torno da regulamentação da profissão de historiador, já apresentei à Câmara dos Deputados um requerimento para que o Projeto de Lei de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS) seja incluído à pauta de votação do Plenário. Assim como reitero a Anpuh e os participantes do XXVII Simpósio Nacional de História o apoio e a garantia de estar junto aos historiadores na luta por seus direitos.

Pedro Uczai é Deputado Federal por Santa Catarina e Professor universitário há mais de 20 anos, tem mestrado em História e onze livros publicados

O texto foi apresentado durante a Assembleia Geral da ANPUH 2013

Veja também:



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Concretizado nome do PSB na corrida pelo governo do estado do Ceará

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Mauro Filho, Secretário da Fazenda, deverá lançar seu
nome ao governo do estado do Ceará em 2 meses
Em nenhum estado brasileiro, o cenário político nacional influencia tanto como no Ceará. Finalmente um nome pelo PSB, à sucessão de Cid, foi concretizado.

O secretário estadual da fazenda, Mauro Filho, confirmou nesse final de semana em visita ao interior do Ceará, que disputará o governo do Estado.

Em setembro ele sai como candidato do PSB. A briga está montada. Mauro Filho é filho do deputado federal Mauro Benevides, um dos caciques do PMDB e padrinho político de Eunício Oliveira, que também confirmou candidatura ao Abolição.

Nos bastidores já era comentado que Mauro Filho seria a primeira opção da aliança PSB-PMDB. Os outros nomes são o do secretário nacional dos Portos, Leônidas Cristino e o do vice-governador Domingos Filho, que ameaça deixar o PMDB e filiar-se ao PSD.

Em matéria publicada dia 11 de julho no blog do Eliomar veiculado ao site O Povo, foi destacado que Mauro Filho tinha voltado a afirmar que seu partido, PSB, terá candidato em 2014.

Ainda de acordo com o blog, o socialista disse que não ser este o momento oportuno para discutir a questão, em razão da situação por que vive o País e pelo trabalho que está sendo realizado para atender às demandas sociais. A declaração foi durante entrevista à rádio Campo Maior, de Quixeramobim.

“O meu primeiro objetivo e do governador Cid é preservar a aliança que nós temos com os vários partidos que dão sustentação ao nosso governo. O primeiro foco é manter um candidato. O PSB vai disputar, essa é uma conclusão que nós temos”, disse Mauro Filho ao ser indagado sobre a cogitação do nome.

Em decorrência do atual momento político que vive o País, o secretário foi enfático em relação a decisão de um nome para suceder Cid Gomes: “Eu acho que essa discussão vai ficar para um momento oportuno, lá para maio ou junho de 2014. Nós não podemos antecipar essa questão porque ainda temos que fazer muita gestão, temos que governar ainda até lá. Então, se a gente antecipa a sucessão você acaba desviando o foco da gestão”.


Via Cearanews7/Blog do Eliomar
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7/28/2013

Morre o artista que enfureceu Bergoglio (Papa Francisco)

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A civilização ocidental e cristã, uma das obras que despertou
a ira de Bergoglio (Papa Francisco)
Maior artista plástico da Argentina, León Ferrari morreu na última quinta-feira 25, enquanto o papa Francisco, que espalhou ódio contra sua obra, passeava pelo Brasil criticando políticas progressistas, como a descriminalização das drogas.

A opinião de Bergoglio sobre Ferrari destoava daquela dada pelo resto do mundo ao seu conterrâneo. Para o New York Times, ele era um dos cinco maiores artistas vivos do mundo. Do júri da Bienal de Veneza, Ferrari recebeu seu prêmio principal em 2007, honraria única para alguém do seu país. A Arco, uma das principais feiras de arte do mundo, considerou-o o melhor artista internacional vivo em 2010.

Antes de ser o papa Francisco, porém, Bergoglio pediu aos católicos uma “jornada de jejum e orações” contra a obra de Ferrari em 2004. Quando era arcebispo de Buenos Aires, o religioso apelou para que uma retrospectiva de Ferrari no Centro Cultural Recoleta fosse fechada. Ele não aceitava que obras questionadoras do catolicismo viessem ao público. Entre elas, a de Jesus Cristo crucificado sob um avião carregado de bombas (La civilización occidental y cristiana, que remete à guerra do Vietnã). Outra escultura representava o inferno tomado por santos.

Bergoglio chamou os fiéis, em uma carta, para irem às ruas contra as obras de Ferrari, já que ele era um “um blasfemo”. Como resultado, manifestações diárias fizeram a exposição ser vetada diversas vezes. 

Graças aos chamados, católicos destruíram parte de suas obras e o centro cultural sofreu quatro ameaças de bomba. A exposição terminou antes do previsto, a pedido de Ferrari, preocupado com a segurança dos funcionários do museu e das suas obras. A perseguição não era novidade para o artista. Durante a ditadura argentina, teve de morar no Brasil a partir de 1976. Só retornou ao país que o expulsara nos anos 90.

Na época de sua retrospectiva, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Ferrari disse: "o problema que tenho com Bergoglio é que ele acha que as pessoas que não pensam como ele devem ser castigadas, condenadas. E eu penso que ninguém, nem sequer ele, deve ser castigado."

Como Ferrari deixa claro, não seria necessário que Francisco gostasse da sua obra. O problema é que ele usou sua posição de poder para incitar o ódio contra um artista que critica o cristianismo, além de tentar impedir a liberdade de crítica.

Veja também:




Via Carta Capital
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7/27/2013

Vaticano reafirma normas tradicionais sobre aborto e homossexualidade

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Vaticano reafirma normas tradicionais da igreja católica
sobre a homossexualidade e o aborto
Em um manual distribuído, no Rio de Janeiro, aos 350 mil jovens que participam da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o Estado do Vaticano reafirma as posições tradicionais da Igreja Católica Romana sobre a homossexualidade, o aborto e o casamento, entre outros temas considerados éticos.

Escrito em vários idiomas, o manual indica que o papa não pretende reformular as normas vigentes na Igreja que proíbem o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que também condenam qualquer forma de aborto e a prática de relações homossexuais. Esses itens não estão incluídos na agenda de reforma que Francisco planeja introduzir no Catolicismo Romano durante o seu pontificado.

Distribuído também aos acompanhantes do voo da Alitalia que trouxe o papa ao Brasil, o documento afirma que "o desenvolvimento da criança depende de uma estrutura familiar formada por pai e mãe, e que os católicos devem ser realistas", ou seja, "nascemos meninos ou meninas".

Diz também o manual que "ter um filho não é um direito", e que "o filho não é um bem de consumo, que viria ao mundo em função das necessidades ou dos desejos dos pais; embora o fato de alguém não poder ter filhos seja fonte de sofrimento, essa reedificação dos lobbies homossexuais não e legítima; é preciso um homem e uma mulher para gerar um filho (...) querer ignorar essa exigência biológica é um forte indício de que a reivindicação não é justa”.

Ao condenar as pesquisas sobre células-tronco e embriões, o documento aprovado pelo papa repete a teoria da constituição do ser humano desde o primeiro momento da fecundação do óvulo. No Brasil, essas pesquisas foram aprovadas em 2008 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto diz também que a condenação à homossexualidade não significa que a Igreja aprove a homofobia. Em um livro recentemente lançado na Argentina ("Papa Francisco, em suas próprias palavras"), o papa adota uma postura não condenatória dos homens e das mulheres que adotam essas práticas: "Se Deus, na criação, correu o risco de nos fazer livres, quem sou eu para me meter?".

Além desses temas polêmicos, outras questões desafiam a agenda de reformas de Francisco: são elas as questões da infalibilidade do Papa, a ordenação sacerdotal de mulheres, o fim do celibato obrigatório para o clero, a liberação do controle da natalidade, o casamento de pessoas divorciadas e a situação de milhares de padres casados.

Via Carta Maior
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Discurso do papa Francisco sobre as drogas decepciona estudiosos do comportamento humano

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Discurso do Papa sobre as drogas decepciona estudiosos
do comportamento humano. Foto: ABr
Especialistas lamentaram a posição do papa Francisco em seu discurso, quando criticou iniciativas que estariam “deixando livre o uso das drogas”. Segundo a socióloga Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, “lamentavelmente, o papa se equivoca ao relacionar as política antiproibicionistas com uma ideia de liberou geral, de anarquia, quando é justamente o contrário”.

- As pessoas que defendem a legalização a querem com regulação, com ação do Estado. Hoje, as drogas são proibidas e, mesmo assim, o consumo cresce no mundo.

A jurista Maria Lúcia Karam, membro da ONG internacional Leap (Law Enforcement Against Prohibition), disse que o papa “irá compreender, mais cedo ou mais tarde”, que os sofrimentos causados pela proibição são maiores do que os do vício. “Essa política de guerra às drogas é inconciliável com os valores cristãos. 

Ela provoca violência, morte, está enchendo os cárceres do mundo todo”, disse. “A legalização da produção, do comércio e do consumo de todas as drogas é fundamental para por fim a esses sofrimentos.”

Especialistas elogiaram a figura do papa, por seu perfil carismático e humanista, mas afirmaram que ele está mal orientado no tema.

- Ele tem uma postura que é extremamente inspiradora e positiva e, por tudo isso, eu tinha uma esperança muito grande de que ele pudesse vir a se tornar uma liderança positiva nas áreas mais importantes da experiência coletiva global – disse o antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança Pública.

Essa opinião é profundamente equivocada. É muito bem intencionada, ninguém duvida, mas está na contramão do que os pesquisadores têm encontrado crescentemente. A proibição está na raiz de todos os problemas mais importantes e da violência associada às drogas.

Soares afirmou ainda que, em sua crítica, Francisco deixou de se referir a substâncias lícitas como álcool e tabaco, cujo consumo e a dependência estão muito mais disseminados entre a população, com maiores danos. “Se ele está convencido de que a proibição é necessária, teria, por uma questão lógica, de estendê-la ao álcool e ao tabaco. Será que o papa está disposto a arcar com o corolário da sua própria proposição?”, perguntou.

Pedro Abramovay, professor da FGV-Rio e ex-secretário nacional de Justiça, fez uma interpretação positiva do discurso papal. “Me conforta ouvir que a maneira [de lidar com os usuários] que ele enfatiza é a do tratamento, da saúde, da caridade, e não a da prisão, que é o que vem sendo aplicado em boa parte da América Latina e do mundo.”

Imprensa internacional destaca discurso do papa

O discurso do papa Francisco condenando a liberalização do uso de drogas, durante a inauguração do Polo de Atendimento a Dependentes Químicos, do Hospital São Francisco, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio, foi destaque na imprensa internacional.

O site do jornal inglês The Guardian ressaltou que o pontífice entrou em temas políticos com uma veemente condenação dos movimentos de legalização do uso de drogas. Segundo o jornal, os comentários do papa vão de encontro “ao movimento crescente na América Latina de liberalizar as vendas de maconha e outros narcóticos a reboque de décadas de violenta e ineficiente guerra contra as drogas na região.” O jornalista Jonathan Watts também destacou que o papa Francisco “lançou um rigoroso ataque contra os mercadores da morte que vendem drogas”.

O jornalista do periódico espanhol El País, Pablo Ordaz, informou que o pontífice fez um apelo “contra a praga do narcotráfico que favorece a violência e semeia dor e morte”. O jornal também destacou a primeira homilia do papa na Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. De acordo com o El País, o papa enfatizou que os católicos não podem ser pessimistas e que a Igreja Católica deve enfrentar as questões do mundo moderno “de forma positiva, sem medo, deixando para trás a ameaça constante do inferno e do fogo eterno”.

O correspondente do jornal norte-americano The New York Times, Simon Romero, por sua vez, ressaltou os erros na visita do papa, lembrando da chegada tumultuada no Rio de Janeiro, em que o carro que levava o pontífice foi cercado por fiéis. O jornal criticou a pane por duas horas do metrô carioca prejudicando milhares de passageiros, principalmente peregrinos que se dirigiam a Copacabana, onde ocorria a cerimônia de abertura da Jornada Mundial da Juventude. O jornalista também informou que as autoridades do Rio de Janeiro têm enfrentando críticas sobre a forma como têm lidado com as manifestações na cidade.


Via Correio do Brasil/Pragmatismo Político
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